MISODOR - SITE DE ESTUDO E TREINAMENTO PARA PROVAS DA ÁREA MÉDICA

RECOMENDAÇÃO PARA RESUMOS: NOVAPEDIATRIA.COM.BR

 

641 RECADOS
CLINICA MEDICA               CIRURGIA               PEDIATRIA           GINECOLOGIA              SAÚDE PUBLICA E LEGISLAÇÃO
QUESTÕES OBJETIVAS      QUESTÕES DISSERTATIVAS     CASOS CLINICOS     PROVAS ANTERIORES     SIMULADOR
BANCO DE PROVAS EM CONTINUA EXPANSÃO, ATUALMENTE COM 4027 QUESTÕES OBJETIVAS, 44 QUESTÕES DISCURSIVAS E 48 CASOS CLINICOS, TODAS COM GABARITO COMENTADO
EXPERIMENTE AQUI! SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO NA CRIANÇA!

PATOLOGIA DA TIREÓIDE

Uma tireóide levemente aumentada e dolorosa à palpação, num contexto de queixa de “dor de garganta” e taquicardia, pode sugerir:

A. neoplasia de tireóide
B. tireoidite de de Quervain
C. tireoidite Hashimoto
D. tempestade tireotoxica
E. intoxicação com iodo

A. neoplasia de tireóide
INCORRETO: veja a resposta da alternativa B
B. tireoidite de de Quervain
CORRETO : uma tireóide levemente aumentada e dolorosa à palpação, num contexto de queixa de “dor de garganta” e taquicardia, pode sugerir a tireoidite de de Quervain, um diagnóstico frequentemente esquecido pelos médicos. A tireoidite de De Quervain ou tireoidite subaguda granulomatosa é uma doença rara da glândula tireóide, cujas causas ainda não são totalmente esclarecidas. Provavelmente infecções virais e predisposição genética sejam fatores que afetem o surgimento da doença.
C. tireoidite Hashimoto
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B
D. tempestade tireotoxica
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B
E. intoxicação com iodo
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B

Gabarito: B

ABDÔMEN AGUDO

A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.

1) Na criança o quadro é atípico, caracterizado por letargia, vômitos mais intensos e episódios diarréicos mais freqüentes. Por vez correlaciona-se a um diagnóstico tardio, principalmente nas menores de dois anos, quando a apendicite é incomum. (0,125 p)
2) No idoso, assim como na criança, a doença é mais grave. A temperatura é menos elevada e a dor abdominal é mais insidiosa, ocasionando um diagnóstico tardio, com maior incidência de perfuração e conseqüentemente maior mortalidade. (0,125 p)
3) Na gestante é a emergência cirúrgica extra - uterina mais comum, ocorrendo com mais freqüência nos dois primeiros trimestres. (0,125 p)
4) Nos pacientes com SIDA existem causas específicas de apendicite a exemplo do linfoma não-Hodkgin e do sarcoma de Kaposi (mecânicas). Em relação a etiologia infecciosa, os agentes principais são o Cryptosporidium e o CMV. (0,125 p)

Apendicite Aguda no Paciente Idoso - Relato de Caso - Monografia para Conclusao do Programa de Residencia Medica em Cirurgia Geral. Marin, Renata Lopes Vieira - Medico Residente em Cirurgia Geral do H.S.E. - M.S. - R.J. Nogueira, Mario Victor de Faria - Orientador. Staff do Servico de Cirurgia Geral II do H.S.E. - M.S. - R.J.
http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/revista/37b


Uma criança de 10 anos de idade chega ao seu consultório para um exame físico escolar de rotina. Na revisão dos sistemas, a criança tem-se queixado de fadiga, porém está indo bem na escola. A criança não está tomando medicação e está saudável. Há um histórico de problema tireoidiano na avó materna e tia paterna. No exame físico, você nota que a criança possui um bócio sem nódulos palpáveis

1) Quais são os testes laboratoriais que você solicitaria primeiro? (0,125 p)

2) A glândula tireóide é macia à palpação, e a criança relata que ele/ela teve uma infecção do trato respiratório superior nos últimos dias. Qual condição estaria no topo de seu diagnóstico diferencial? (0,125 p)

3) Qual seria o diagnóstico mais provável se o nível de T4 total fosse 4,5 mU/L (normal: 5-11,5 mU/L) e o de T4 livre 3mU/L (normal: 6,0-10,5 mU/L)? (0,125 p)

4) No caso assinalado na questão 3, qual a provável concentração de TSH para essa criança (normal: TSH 0,4-6,4 mU/L)? (0,125 p)

1) Quais são os testes laboratoriais que você solicitaria primeiro?

T4 total, indice de T4 livre, TSH e anticorpos tireoidianos.

  • A T4 total sérica é o principal hormônio tireoidiano no sangue, e testes laboratoriais medem as frações ligadas e não ligadas da T4. Pelo fato de grande parte da T4 estar ligada à globulina ligadora de tiroxina (TBG), transtiretina ou albumina, os níveis das proteínas de ligação afetam a concentração de T4 total. Portanto, os níveis dos hormônios tireoidianos livre e total podem não corresponder.
  • O índice de tiroxina livre é um cálculo que reflete a biodisponibilidade do hormônio tireoidiano, pois leva em consideração a quantidade de proteína de ligação.
  • O TSH é secretado pela hipófise sob o controle do hormônio liberador de tireotrofina (TRH) secretado pelo hipotálamo e, através do feedback negativo, dos hormônios tireoidianos.
  • Vários anticorpos contra os antígenos tireoidianos foram demonstrados na tireoidite autoimune crônica, e estes níveis devem ser determinados em uma criança com bócio.(0,125 p)

2) A glândula tireóide é macia à palpação, e a criança relata que ele/ela teve uma infecção do trato respiratório superior nos últimos dias. Qual condição estaria no topo de seu diagnóstico diferencial?

Tireoidite subaguda. A tireoidite subaguda é uma inflamação autolimitante da glândula tireóide, a qual geralmente ocorre em associação a uma infecção do trato respiratório superior. A glândula tireóide pode ser muito macia à palpação. Frequentemente, há um padrão de hipertireoidismo secundário à liberação inapropriada do hormônio tireoidiano. Sinais e sintomas do hipertireoidismo podem persistir por 1-4 semanas, após o qual há geralmente o desenvolvimento de hipotireoidismo transitório com restauração da glândula. O ciclo total da enfermidade pode durar de 2 a 9 meses. O tratamento é normalmente com drogas anti-inflamatórias. (0,125 p)

3) Qual seria o diagnóstico mais provável se o nível de T4 total fosse 4,5 mU/L (normal: 5-11,5mU/L) e o de indice de T4 livre 3mU/L (normal: 6,0-10,5 mU/L)?

Tireoidite de Hashimoto. A anomalia mais comum da função da tireóide em crianças é o hipotireoidismo, geralmente causado pela tireoidite autoimune (Hashimoto). A tireoidite de Hashimoto é caracterizada por anticorpos antitireoidianos circulantes e graus variados de disfunção tireoidiana. Pode-se manifestar com ou sem bócio. É mais prevalente em meninas, e muitos pacientes possuem um histórico familiar de doença tireoidiana autoimune. A remissão espontânea foi relatada. Outras causas de hipotireoidismo adquirido incluem disgenesia tireoidiana de início tardio ou disormonogênese, deficiência de TSH, lesão da tireóide e deficiência de iodo. Reposição de T4 é o tratamento de escolha para hipotireoidismo. (0,125 p)

4) No caso assinalado na questão 3, qual a provável concentração de TSH para essa criança (normal: TSH 0,4-6,4 mU/L)

A resposta é 15 mU/L. O TSH estará elevado no tireoidismo secundário à tireoidite de Hashimoto. (0,125 p)