MISODOR - SITE DE ESTUDO E TREINAMENTO PARA PROVAS DA ÁREA MÉDICA
MISODOR - SITE DE ESTUDO E TREINAMENTO PARA PROVAS DA ÁREA MÉDICA

RECOMENDAÇÃO PARA RESUMOS: NOVAPEDIATRIA.COM.BR

 

685 RECADOS
BANCO DE PROVAS EM CONTINUA EXPANSÃO, ATUALMENTE COM 4191 QUESTÕES OBJETIVAS, 48 QUESTÕES DISCURSIVAS E 53 CASOS CLINICOS, TODAS COM GABARITO COMENTADO
EXPERIMENTE AQUI! SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO NA CRIANÇA!

CASO CLINICO

Um menino de oito anos de idade apresenta-se ao pediatra com uma história de "revestimento esbranquiçado" na boca há três dias. Ele nega sentir dor de garganta, não apresenta sintomas de infecção do trato respiratório superior, desconforto gastrintestinal (GI), alteração no apetite ou febre. Suas imunizações estão em dia, não tem história médica anterior significativa e está se desenvolvendo normalmente de acordo com relato da mãe. Entretanto, seu peso caiu do percentil 25 para o percentil 5 e foi hospitalizado em três ocasiões no ano anterior com pneumonia ou desidratação. Sua história familiar é relevante apenas para infecção por hepatite C materna relacionada ao uso pretérito de droga injetável (IV). Ao presente exame, o paciente está afebril, mas seu exame físico revela gengivite grave, linfadenopatia axilar bilateral e cervical, exsudatos na mucosa oral e hepatomegalia.
Qual será o próximo passo na avaliação?

A. pedir sorologia para citomegalovirus e Epstein Barr
B. prescrever sulfato ferroso e pedir para os pais acompanhar o paciente de 3 em 3 meses
C. encaminhar para dentista com pedido de avaliação da gengivite
D. aplicar nistatina topica, tratando-se de um banal caso de candidiase bucal
E. solicitar teste para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e hemograma completo (CBC)

A. pedir sorologia para citomegalovirus e Epstein Barr
INCORRETO: veja a resposta da alternativa E
B. prescrever sulfato ferroso e pedir para os pais acompanhar o paciente de 3 em 3 meses
INCORRETO : veja a resposta da alternativa E
C. encaminhar para dentista com pedido de avaliação da gengivite
INCORRETO : veja a resposta da alternativa E
D. aplicar nistatina topica, tratando-se de um banal caso de candidiase bucal
INCORRETO : veja a resposta da alternativa E
E. solicitar teste para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e hemograma completo (CBC)
CORRETO : Criança com linfadenopatia, visceromegalia, perda de peso, infecção recorrente e lesões orais consistentes com candidíase. Diagnóstico mais provável: Imunodeficiência. Próximo passo na avaliação: Coletar outras dados, inclusive história do parto, detalhes das hospitalizações, história alimentar e história de infecção recorrente ou atípica do paciente ou sua família. Considerar teste para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e solicitar hemograma completo (CBC), além de um rastreamento metaholico completo para avaliar as contagens celulares, função orgânica e estado nutricional.

Gabarito: E

O RECEM-NASCIDO

Os recém-nascidos não constituem um grupo homogêneo; a classificação permite definir grupos de riscos de morbimortalidade peri e neonatal para ações preventivas e terapêuticas. Os critérios utilizados são: peso ao nascer (PN), idade gestacional (IG), relação peso/idade gestacional e estado nutricional.
1) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao peso ao nascer.
2) Classifiquem os recém-nascidos quanto á idade gestacional
3) Classifiquem os recém-nascidos quanto á relação peso/idade gestacional
4) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao estado nutricional.

Quanto ao peso ao nascer (PN)

  1. Recém-nascido de baixo peso (RNBP): PN inferior a 2.500 g, independentemente da IG, com duas categorias:
      1. RN de peso extremamente baixo ao nascer (PN < 1.000 g);
      2. outros RN de baixo peso ao nascer (PN entre 1.000 g e 2.499 g).
  2. Recém-nascido de tamanho excessivamente grande - RN de PN igual ou superior a 4.500 g.

Quanto à idade gestacional (IG)

  1. Recém-nascido pré-termo ou prematuro: é o que tem IG inferior a 37 semanas.
      1. imaturidade extrema: IG inferior a 28 semanas de gestação;
      2. outros RN pré-termo: RN de 28 a 36 semanas de gestação.
  2. Recém-nascido a termo: IG entre 37 e 41 semanas.
  3. Recém-nascido pós-termo: IG igual ou superior a 42 semanas.
  4. RN pós-termo, não grande para a idade gestacional.

Quanto à relação peso/idade gestacional:

  1. grande para a idade gestacional (GIG), se acima do percentil 90;
  2. apropriado para a idade gestacional (AIG), se entre o percentil 10 e 90;
  3. pequeno para a idade gestacional (PIG), se abaixo do percentil 10.
      1. com PN abaixo do percentil 10, porém com estatura acima do percentil 10 para a IG;
      2. peso e estatura ao nascer abaixo do percentil 10.

Quanto ao estado nutricional:

  1. eutrófico: sem sinais de má-nutrição fetal;
  2. mal nutrido fetal grau I (MNF I): pele seca, aspecto levemente apergaminhado, apresentando fissuras e leve descamação. Subcutâneo levemente diminuído nos membros;
  3. mal nutrido fetal grau II (MNF II): pele seca, apergaminhada, com descamação mais evidente do que no grau
    Subcutâneo moderadamente diminuído em membros e tronco. Pele, unhas e cordão umbilical impregnados por mecônio verde-amarelado;
  4. mal nutrido fetal grau III (MNF III): pele muito ressecada com descamação lamelar intensa. Subcutâneo muito diminuído em todo o corpo. Pele, unhas e cordão umbilical impregnados com mecônio amarelo-acastanhado.

Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. – 2.ed. – Barueri, SP : Manole, 2010. PREMATURIDADE E CRESCIMENTO FETAL RESTRITO pag 1447


Um menino afro-americano de 16 meses de idade chega ao pronto-socorro com um histórico de 3 dias de febre e tosse. O menino estava bem até 3 dias atrás quando sua mãe relata que e!e começou a tossir e estava "quente ao toque". Sua temperatura era de 38,5°C. A mãe deu acetaminofeno ao menino e o colocou para dormir. Ele não tem sentido fome nos últimos dois dias, porém continua a ingerir uma quantidade adequada de liquidos. Apesar dos antipiréticos, sua febre persistiu e está agora a 39°C. Não houve outros sintomas, contato com doentes ou histórico de viagens.

No exame físico, a criança apresenta uma aparência tóxica porém está bem hidratada. A frequência cardíaca é de 140, frequência respiratória de 52, e a saturação de oxigênio em ar ambiente é de 82%. No exame, o único achado significativo de sons respiratórios notoriamente reduzidos sobre o hemitorax direito. Não há adenopatia ou hepatoesplenomegalia.

Uma radiografia torácica revela um herrtitórax direito: pacificado com leve desvio do mediastino para o lado esquerdo. A hemograma exibe uma contagem leucocitária de 28.000/mm3 com muitas bandas. O

1) Qual é a primeira medida terapêutica a ser instituida no atendimento? (0,1 p)

2) Qual é o proximo procedimento diagnóstico indicado? (0,1 p)

3) Se o aspirado pleural do hemitorax direito indicar empiema, qual vai ser a intervenção apropriada? (0,1 p)

4) Neste caso, qual é a comorbidade que mais necessita ser considerada e investigada? (0,1 p)

5) Qual é o regime antibiotico eletivo para o tratamento desta criança? (0,1 p)

1) Este caso representa um exemplo de pneumonia bacteriana com uma efusão pleural associada. No pronto-socorro, a intervenção mais apropriada é atenção às vias aéreas, adequação do esforço respiratório e circulação. A criança está dessaturando em ar ambiente e deveria receber oxigênio suplementar. Após estabilização do paciente com oxigênio e aquisição de uma Rx torácico, uma linha IV deveria ser colocada, e antibióticos apropriados fornecidos. Idealmente, uma ultrassonografia com aspiração do líquido pleural deveria ser realizada na criança estável antes da administração dos antibióticos.(0,1 p)
2) Embora uma radiografia em decúbito possa ser obtida, uma ultrassonografia do hemitórax direito e aspiração do fluido para fins diagnósticos deveriam idealmente preceder a administração de antibióticos. No entanto, se houver uma rápida deterioração da condição clínica da criança, a estabilização da condição e administração de antibióticos apropriados antes da toracocentese deveriam proceder imediatamente. (0,1 p)
3) Para a criança com uma grande efusão parapneumônica ou um empiema acompanhado por desvio do mediastino» o tratamento inclui a drenagem do líquido. Se um empiema é definido pela química ou a presença de organismos, recomenda-se a realização de uma tocacoscopia video-assistida (VAT) e decorticação na fase inicial da doença; estes procedimentos podem encurtar o tempo de internação. Quando a VAT não pode ser realizada, outra estratégia de tratamento de uma efusão parapneumônica complicada é a instilação de fibrinolíticos no espaço pleural. (0,1 p)
4) A síndrome aguda do tórax ou pneumonia associada à efusão pleural pode ser a primeira apresentação para uma criança afro-americana com doença falciforme. Seria importante obter um histórico para doença falciforme e confirmar o tipo de hemoglobina da criança pelo teste Sickledex ou eletroforese de hemoglobina. Imunodeficiências congênitas e adquiridas tendem a se manifestar antes dos 16 meses de idade, porém também deveriam ser consideradas.(0,1 p)
5) Para este paciente em particular, uma seleção de antibióticos apropriados deveria incluir antibióticos com ação contra o S. aureus e o S. pneumoniae, assim como contra patógenos Gram-negativos menos prováveis. S.aureus resistentes à meticilina adquiridos na comunidade (CA-MRSA) podem manifestar-se com uma pneumonia necrosante profunda e rapidamente progressiva, portanto consideração deveria ser dada a um antibiótico IV direcionado contra o MRSA. Por essa razão, a escolha inicial de antibióticos, mais adequada nesta criança, seria ceftriaxona e vancomicina. (0,1 p)