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DIABETES MELLITUS

Não aceita-se como diabetes gestacional, conforme ADA:

A. a intolerância à glicose não-reconhecida antes da gravidez
B. uma gestante com diabetes tipo 2 que necessita, durante a gestação, tratamento com insulina
C. a intolerância à glicose iniciada concomitantemente com a gestação
D. uma intolerância à glicose com início ou primeiro diagnóstico durante a gravidez, tratada somente com dieta
E. uma intolerância à glicose com o primeiro diagnóstico durante a gravidez e que persiste depois a gestação

A. a intolerância à glicose não-reconhecida antes da gravidez
INCORRETO: veja a resposta da alternativa B
B. uma gestante com diabetes tipo 2 que necessita, durante a gestação, tratamento com insulina
CORRETO : O DMG é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro diagnóstico durante a gravidez.

  • qualquer que seja a forma de tratamento, somente dieta ou insulina/dieta
  • se a doença persistir após a gravidez

Aceita-se incluir também:

  • a intolerância à glicose não-reconhecida antes da gravidez
  • a intolerância à glicose iniciada concomitantemente com ela.
A definição da ADA é incongruente, porquanto em outro lanço de seu statement refere: "uma pessoa com o diabete melito gestacional pode continuar a ser hiperglicêmica após o parto e portanto na verdade apresentar diabete tipo 2".

C. a intolerância à glicose iniciada concomitantemente com a gestação
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B
D. uma intolerância à glicose com início ou primeiro diagnóstico durante a gravidez, tratada somente com dieta
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B
E. uma intolerância à glicose com o primeiro diagnóstico durante a gravidez e que persiste depois a gestação
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B

Gabarito: B

ENURESE E ENCOPRESE

1) Defina a enurese.
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.

1) Defina a enurese.
A enurese é definida como perda involuntária de urina em idade na qual a criança já deveria ter assumido o controle miccional – não há consenso quanto a idade, visto que depende de contexto sócio-cultural. Vários autores consideram a idade de 6 anos.0,1 pontos

2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.
Classifica-se a enurese noturna em primária x secundária, além de monossintomática x polissintomática. 0,1 pontos
a) Primária: quando a criança nunca adquiriu controle miccional ou quando não o manteve por mais de 6 meses. A enurese noturna primária e monossintomática é mais prevalente até os 9 anos. 0,05 pontos
b) Secundária: quando a criança volta a apresentar perda noturna após no mínimo 06 meses consecutivos de controle. Trata-se de aproximadamente metade das crianças com enurese noturna entre 6-7 anos.0,05 pontos

Quanto os sintomas:
a) Monossintomática: na ausência de quaisquer outros sinais e sintomas urinários.0,05 pontos
b) Polissintomática (também denominada “complexa”): quando presença de sintomas miccionais diurnos e/ou constipação intestinal. Mais recentemente fala-se em Disfunção do trato urinário inferior, que é frequentemente associada a constipação (“síndrome das eliminações”).0,05 pontos

3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.
A abordagem medicamentosa é indicada para casos muito restritos, podendo ser realizado uso temporário de antidepressivos tricíclicos (imipramina) ou análogos de ADH (desmopressina). Problemas: potenciais efeitos colaterais, alta taxa de recorrência.0,1 pontos.

https://novapediatria.com.br/xixi-na-cama-enurese-noturna-abordagem-inicial/


Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos

1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p

2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)