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HIPERTENSÃO ARTERIAL

A sensibilidade ao sal é uma situação clínica caracterizada pelo aumento da pressão arterial com uma ingestão maior de sal ou pela queda dos níveis pressóricos com a restrição do mesmo. Este fenômeno e causado de:

A. sistema renina-angiotenina-aldosterona
B. altas concentrações de óxido nitrico
C. vasoconstrição da arteríola eferente glomerular
D. pH gastrico acima de 7,2
E. substituição do triptofano por glicina na gene da alfa-aducina

A. sistema renina-angiotenina-aldosterona
INCORRETO: O sistema renina-angiotenina-aldosterona tem uma participação destacada na génese da HA. A renina é uma enzima secretada pelas células justaglomerulares do rim cujo principal determinante para sua liberação é volumétrico, particularmente relacionado com mudanças na ingestão de sal.
B. altas concentrações de óxido nitrico
INCORRETO : a implicação do óxido nitrico é importante especialmente na disfunção endotelial
C. vasoconstrição da arteríola eferente glomerular
INCORRETO : A vasoconstrição da arteríola eferente, induzida péla angiotensina II, é um potente estímulo para a liberação de mais renina
D. pH gastrico acima de 7,2
INCORRETO : não tem relação nenhuma entre o pH gastrico e o metabolismo do sal
E. substituição do triptofano por glicina na gene da alfa-aducina
CORRETO : Até o momento, dois genes têm se mostrado promissores como marcadores da sensibilidade ao sal: genes da alfa-aducina e do angiotensinogênio. O gene da alfa-aducina tem sido um dos mais bem estudados no momento. A alfa-aducina é uma proteína relacionada com a regulação da transdução celular, agindo no túbulo renal proximal, modulando a reabsorção de sódio. Estudos genéticos têm demonstrado que a substituição do triptofano por glicina no resíduo aminoácido 460 tem se correlacionado com a sensibilidade ao sal.

Gabarito: E

URGÊNCIAS PEDIATRICAS

A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:

Fatores que favorecem essa evolução (0,1 p para cada um):

  1. pequeno diâmetro das vias aéreas que produz uma maior tendência à obstrução; a
  2. função muscular intercostal e a diafragmática menos maduras favorecendo à exaustão;
  3. poros de ventilação colateral (Canais de Lampert e Poros de Kohn) pobremente desenvolvidos favorecendo à formação de atelectasias;
  4. caixa torácica mais complacente;
  5. incoordenação tóraco-abdominal durante o sono REM que prejudica a higiene brônquica;
  6. pulmões com menos elastina nas crianças pequenas levando à diminuição na propriedade de recolhimento elástico com conseqüente diminuição na complacência pulmonar;
  7. o sistema imunológico em desenvolvimento favorecendo às infecções
  8. taxas metabólicas são mais altas, enquanto que a capacidade residual funcional (CRF) e a reserva de oxigênio são mais baixas. Assim, em razão de disfunção respiratória, as crianças tornam-se rapidamente hipoxêmicas.

Jefferson Pedro Piva, Pedro Celiny Ramos Garcia, João Carlos Batista Santana, Sérgio Saldanha Menna Barreto: Insuficiência respiratória na criança (Respiratory failure in the child) - Jornal de Pediatria - Vol. 74, Supl. 1, 1998, disponivel em http://www.jped.com.br/conteudo/98-74-S99/port.pdf


Homem pardo de 40 anos chega à Unidade de Pronto Atendimento - UPA relatando vômitos de sangue vermelho vivo, mal-estar no abdome e evacuação pastosa preta como piche, há cerca de 1 hora. O vômito aconteceu 2 vezes seguidas, persistindo a náusea. Canavieiro, relata antecedentes de banhos de rio desde a infância, bebe uma dose de cachaça no final do dia, quase diariamente. Aos sábados, mais de uma dose. Há duas semanas, vem em uso de Alivium (Ibuprofeno) uma a duas vezes por dia, devido à lombalgia. Ao exame inicial, palidez +/4, ritmo cardíaco regular com 104bpm e PA-90/60mmHg, abdome indolor com fígado aflorando reborda costal 2cm na inspiração, baço impalpável.

1) Definição e conceito da hemorragia digestiva alta. (0,1 p)

2) Enumeram pelo menos 5 etiologias distintas de hemorragia digestiva alta. (0,2 p)

3) No caso acíma quais serão os indicativos de mau prognóstico? (0,2 p)

 

1) Hemorragia digestiva alta é a hemorragia ocasionada por lesão no trato digestivo acima do ângulo de Treitz. (0,1 p)

2) Qualquer combinação de 5 etiologias abaixo vai ser considerada correta: (0,2 p)

  • Úlcera péptica ( +/ - 50% dos casos ) incidência que vem diminuindo, com mortalidade de +/- 6% dos casos. Como precipitantes principais, pode se considerar o uso de anti-inflamatórios não esteroides(AINE), inclusive a aspirina e o etilismo;
  • Hipertensão portal (HP) com varizes do esôfago e/ou gastropatia porto-hipertensiva ( +/- 5 a 40% dos casos) e mortalidade de +/- 15% dos casos; são causadas por hepatopatias crônicas, como a cirrose; no nosso meio, a esquistossomose contribui para essa incidência;
  • Síndrome de Mallory-Weiss mais frequente nos casos de etilismo intenso e vômitos incoercíveis ( +/-5 a 10% dos casos);
  • Gastrite provocada por uso de AINE, etilismo e estresse das doenças graves;
  • Esofagite (raro) por doença do refluxo gastro-esofágico;
  • Doenças vasculares: angiodisplasia (hereditária, síndrome CREST, doença renal crônica, etc.), lesão de Dieulafoy (artéria calibrosa submucosa no estômago proximal – anomalia vascular) fístulas aorto-entéricas (aneurisma da aorta abdominal ou complicação de sua correção cirúrgica);
  • Tumores benignos (pólipos- raramente) e malignos (neoplasia);
  • Hemobilia;
  • Doenças hemorrágicas.

3) São indicativos de mau prognóstico nessa avaliação inicial: (0,2 p)

  • idade maior que 60 anos,
  • co-morbidades (tais como doença hepática avançada, cardiopatia isquêmica, insuficiência cardíaca)
  • FC > 100bpm
  • PA < 100mmHg
  • aspirado gástrico de sangue vivo e sangue vivo no toque retal.