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CHOQUE

A perfusão tissular no paciente chocado é melhor avaliada através do seguinte parâmetro:

A. pressão venosa central
B. diurese horária;
C. pressão arterial
D. hematócrito
E. elasticidade e turgor da pele.

A. pressão venosa central
INCORRETO: A pressão venosa central também se constitui em um bom parâmetro. Em termos fisiológicos, a mensuração da PVC é um métodos acurado da estimação da pressão de enchimento do ventrículo direito, de grande relevância na interpretação de sua função. O método de mensuração da PVC com coluna de água, devido à sua extrema simplicidade e baixo custo, é bastante popular e largamente utilizado, dispensando transdutores eletrônicos sofisticados. Quando utilizada de maneira criteriosa e sempre que possível associada a outros parâmetros clínicos e hemodinâmico, a PVC é um dado extremamente útil na avaliação das condições cardiocirculatórias de pacientes em estado crítico.
B. diurese horária;
CORRETO : A diurese é um bom indicador da microcirculação tecidual. Sabemos que na hipovolemia o rim é hipoperfundido e a baixa pressão hidrostática ao nível do capilar glomerular acaba gerando pouco filtrado e conseqüentemente, pouca urina. Quando restauramos a volemia o retorno de um bom débito urinário reflete uma perfusão adequada em tecidos.
C. pressão arterial
INCORRETO : a Pa medida geralmente na arteria braquial pode enganar - em caso de choque há vasoconstrição periferica as vezes com PA normal na primeira fase, o que não indica uma perfusão periferica boa mas simuma compensação da PA arterial por conta de pressão de perfusão periferica diminuida
D. hematócrito
INCORRETO : O hematócrito pode variar. Os indivíduos chocados por perda volêmica para terceiro espaço (queimaduras, dengue hemorrágica etc.) encontram-se hemoconcentrados. Quando infundimos volume, o hematócrito pode ter seus níveis reduzidos.
E. elasticidade e turgor da pele.
INCORRETO : a elasticidade e o turgor da pele, alem de ser parâmetros subjetivos, não podem oferecer informações sobre a perfusão periferica

Gabarito: B

URGÊNCIAS PEDIATRICAS

Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.

a) Estímulo hipóxico - No recém-nascido, a hipoxia resulta em um breve aumento da freqüência respiratória seguido de uma depressão do esforço respiratório e apneia. Hipoxemia leve durante o sono pode causar respiração periódica ou apneia e hipoxemia durante o sono podem não causar despertar (0,125 p)
b) Efeitos da alimentação - Dificuldade na coordenação entre sugar e respirar pode causar hipoxemia. A presença de um reflexo laringoquimico acentuado pode ocasionar apneia e bradicardia caso ocorra regurgitação enquanto a criança encontra-se hipóxica.(0,125 p)
c) Anormalidades metabólicas - Pode ocorrer apneia em recém-nascidos e crianças pequenas como resultado de hipoglicemia ou anemia.(0,125 p)
d) Fatores mecânicos - Devido à caixa torácica complacente e à fatigabilidade do músculo diafragmático, tentativas de aumentar a ventilação por minuto por meio de aumento no volume corrente pode aumentar o trabalho respiratório. Assim,acriança em sofrimento respiratório é mais suscetível à insuficiência respiratória.

Steven M, Selbst; Kate Cronan - SEGREDOS EM EMERGÊNCIA PEDIATRICA


Um paciente de 3 anos, portador de asma, está em atendimento na sala de emergência por crise asmática grave, mantendo o acesso venoso calibroso e com bom funcionamento, oxigenação com máscara de Venturi, monitorização cardíaca e saturometria (FC = 150 bpm e saturação de oxigênio = 95%). Durante a inalação com fenoterol, evolui abruptamente com irritabilidade, desconforto torácico, sudorese fria e FC = 220 bpm. O monitor cardíaco e a eletrocardiografia mostram o seguinte traçado:

Questiona-se:
1) Qual o diagnostico do traçado ECG acíma? (0,25 p)
2) Qual é o tratamento adequado?

1) Qual o diagnostico do traçado ECG acíma? (0,25 p)
A criança desenvolveu taquicardia sinusal, provavelmente por excesso ou dose alta de beta-miméticos inalatórios.
2) Qual é o tratamento adequado? (0,25 p)
Neste caso pe indicada adenosina, 1 ampola em "bolus" IV. A aplicação pode ser repetida com intervalo de 1 à 2 minutos.