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INF. DO TRATO RESP. SUPERIOR NA CRIANÇA

Mãe traz seu filho de 15 meses à consulta no Centro de Saúde com queixa de febre de 38,9º C há três dias, dor no ouvido esquerdo, a otoscopia observa-se membrana timpânica abaulada, com perda de transparência (opacificada) e hiperemiada. A antibioticoterapia a ser prescrita para a otite média neste lactente deve prever a cobertura principalmente de ____________ e o antibiótico de primeira escolha é _________:

A. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A, Ceftriaxone.
B. Haemophilus influenzae e Streptococcus beta hemolítico do grupo A, Amoxicilina
C. Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae, Cloranfenicol
D. Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae, Amoxicilina.
E. Moraxella catarrhalis e Staphylococcus coagulase negativo, Eritromicina.

A. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A, Ceftriaxone.
INCORRETO: veja a resposta da alternativa D
B. Haemophilus influenzae e Streptococcus beta hemolítico do grupo A, Amoxicilina
INCORRETO : veja a resposta da alternativa D
C. Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae, Cloranfenicol
INCORRETO : veja a resposta da alternativa D
D. Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae, Amoxicilina.
CORRETO : Os agentes etiológicos freqüentemente identificados nos casos de otite média aguda são: S. pneumoniae (30-50%), H. influenza (20-30%), M. catarrhalis (1-5%). O estafilococo é encontrado em 1% dos casos.
Então, porque não estreptococco e Haemophilus?
Simplesmente, porque na idade de 15 meses, a criança ja deve ter sido vacinada anti-Hb, ou seja, o proximo na lista é o Moraxella mesmo. A amoxicilina, na dose de 50mg/kg/dia de 12/12h, é a droga de escolha para o tratamento da OMA, pois é segura, bem tolerada e tem bom espectro de ação. O surgimento de cepas de S. pneumoniae resistentes à penicilina é o principal problema a ser enfrentado no tratamento da otite média, pois as mesmas impedem a aderência do antibiótico à bactéria.Enquanto o Haemophilus influenzae e a Moraxella catarrhalis resistentes produzem ß-lactamase, destruindo o anel ß-lactâmico das penicilinas em qualquer concentração que elas sejam administradas, o S. pneumoniae pode apresentar resistência intermediária ou total à penicilina. Isso significa que, na grande maioria dos casos de S .pneumoniae resistente à penicilina, basta aumentar a dose do antibiótico, ou seja, utilizar 80-90mg/kg/dia de amoxicilina.

E. Moraxella catarrhalis e Staphylococcus coagulase negativo, Eritromicina.
INCORRETO : veja a resposta da alternativa D

Gabarito: D

A. I. D. S.

As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)

a) O limite de 200 LT-CD4+/mm3 no sangue periférico constitui o marco referencial que norteia o risco de adoecimento (0,1 p)
b) Segundo dados do Ministério da Saúde, as infecções oportunistas que ocorrem mais comumente no Brasil, em doentes com AIDS, são constituídas por:
- candidíase (em esôfago, traqueia, brônquios e/ou pulmão),  0,03 p
- pneumonia por Pneumocystis carinii (atualmente denominado Pneumocystis jeroveci), 0,03 p
- tuberculose, 0,03 p
- toxoplasmose, 0,03 p
- herpes simples, 0,03 p
- criptococose 0,03 p
- criptosporidíase 0,03 p
c) Muitos estudos demonstraram a possibilidade de avaliar esse risco por intermédio do número de linfócitos no sangue periférico, comparando-o com o número de LT-CD4+, recurso utilizado sobretudo em regiões pobres, onde não existe a possibilidade de quantificar os LT-CD4+, estabelecendo-se que número de linfócitos totais no sangue menor que 1.400/mm3 corresponde a número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3 e que número de linfócitos totais menor que 1.700/mm3 corresponde a número 124 de LT-CD4+ inferior a 350/mm3.
No Brasil, evidenciou-se que número de linfócitos no sangue periférico menor que 1.000/mm3, especialmente se a hemoglobina apresentar-se com taxa mais baixa que 13g%, mantém forte correlação com número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3. (0,19 p)

a) e c)  http://misodor.com/SIDA.php#LIM
b) http://misodor.com/SIDA.php#INOP


Mulher com 48 anos de idade procurou assistência médica devido à sua palidez e fadiga aos menores esforços. O exame clínico revelou anemia e o médico solicitou os seguintes exames laboratoriais:

  Resultados Normalidade Unidade
Hemoglobina: 8,7 11,5 – 16,0 g/dL
HCM: 20,2 27,0 – 32,0 pg
VCM: 64,5 75,0 – 92,0 fl
Leucócitos: 7,7 4,0 – 11,0 x 109/L
Plaquetas: 556,0 150,0 – 400,0 x 109/L
Ferritina: 10,0 12,0 – 200,0 mg/L
Ferro Sérico: 6,0 11,0 – 32,0 mmol/L
CTLFe (TIBC): 90,0 42,0 – 80,0 mmol/L
Vit. B12: 221,0 150 ng/L
Folatos: 8,2 2,0 mg/L




Perguntas:


1) Como você faria a interpretação dos resultados laboratoriais?   (0,25 p)

2) Como você explicaria as causas da anemia? (0,25 p)

1) A paciente tem anemia microcítica e hipocrômica, com deficiência de ferro e elevação da capacidade de transporte (CTLFe ou TIBC). Há plaquetose que pode indicar sangramento ativo.

2) A causa mais comum desses resultados em mulheres jovens (que não é o presente caso) é a menorragia. Em mulheres ou homens com idade superior a 40 anos, as causas mais comuns (deficiência alimentar) sendo excluídas, se deve pesquisar presença de tumores no trato gastrointestinal por meio de sangue oculto nas fezes. Exames mais refinados como imagens do trato gastrointestinal e endoscopia devem ser também realizados.