DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO
DESENVOLVIMENTO PSICO-SOCIAL

 

O que e o desenvolvimento?
Para a pediatria, o desenvolvimento é o aumento da capacidade do indivíduo na realização de funções cada vez mais complexas.

Para uma definição mais completa e necessário diferenciar as noções referentes ao crescimento e desenvolvimento:

    1. CRESCIMENTO e o aumento do corpo, de ponto de vista físico. Ele pode ser aumento de estatura ou de peso. A unidade de medida dele vai ser o cm ou a grama. Os processos básicos dele: aumento de tamanho celular (chamado de hipertrofia) ou aumento do numero das células (hiperplasia)
    2. MATURAÇÃO e uma noção bem diferente – nesse caso, trata-se de organização progressiva das estruturas morfológicas. Aqui entra: crescimento e diferenciação celular, mielinização, especialização dos aparelhos e sistemas
    3. DESENVOLVIMENTO: e um ponto de visto holístico, integrante dos processos do crescimento e maturação, mas que junta a isto o impacto e o aprendizagem  sobre cada evento, e, também, a integração psíquicos e sociais
    4. O DESENVOLVIMENTO PSICO-SOCIAL – e, de fato a integração do aspecto humano – o ser aprende a interagir e mover, respeitar as regras da sociedade, a rotina diária – praticamente, a criança vai seguir os passos que vão ter como finalidade a convivência com a sociedade cuja pertence.

O desenvolvimento neurológico começa, praticamente do momento da formação do ovo. O funcionamento do sistema nervoso e o resultado das interações do individuo com o meio ambiente, seja ele intra ou extra-uterino.

Descreve-se como um momento critico dum órgão o período de rápida multiplicação celular que acontece dentro ele. Como o neurônio e uma célula que não pode se dividir, então deve ser um período em qual o fundo neuronal aparece – isto e ate seis meses de idade – daí a vulnerabilidade do sistema nervoso central durante a gestação, parto , período pré-natal e os primeiros anos de vida.
O cérebro possui um tal de plasticidade na idade jovem, especialmente nos primeiros anos de vida – isto e, o cérebro se forma de tal maneira como ele interage ou não com o mundo do seu redor – por isso, tudo que acontece nos primeiros anos de vida e fundamental para a estrutura neuropsíquica da criança. Também por isso, qualquer coisa nociva pode interagir negativamente com  os processos provavelmente constam em formação de redes neuronais ou provavelmente a mudança de alguns parâmetros metabólicos – de qualquer jeito, nesse período e o momento de acostumar o raciocínio do novo individuo com as normas de vida, porque, quanto mais jovem e o sujeito, mais plasticidade cerebral ele tem.
O processo de desenvolvimento do SNC não e arbitrário, ele tem um plano gravado no código genético. O sentido de desenvolvimento e crânio-caudal e do centro ate periferia.

1

 

O PSIQUISMO
Tem como  fundamento os trocos e as relações entre o novo ser humano e os outros. Isso diferencia o sistema nervoso de outras estruturas, cuja programação e estritamente genética.
As vezes, acontece que o que os pais acham sobre uma criança não seja exatamente o que eles esperavam. E isso, provável, que faz um ser humano ser inédito – a interação dos pais, de um lado, junto com a reação inesperada ou não da criança pode se constituir um circuito de trocas. A criança vai pegar de cada um lado o que ele acha próprio, e, influenciado pelo médio ambiente vai transformar tudo isso em experiência e atitude no futuro.

Cada criança tem o próprio jeito de se desenvolver.
Geralmente falando, cada período da vida de uma criança e uma fase correspondendo a um intervalo cronológico – pelo menos em didática.

PERIODO PRENATAL (0-28 dias)

Duração: da concepção ate o nascimento

Uma primeira interação e mesmo aquela intrauterina, durante a gestação o feto interagindo com os movimentos ou com o sono da mãe. Pode falar se sobre um tal grau de autonomia, no sentido que as percepções dele não são totalmente interligadas com aqueles da mãe.
Falando de criança, tem que saber que a espécie humana possui o mais prematuro “filhote”. Ele ta dependente da mãe num grande percentagem, maior que qualquer outro animal, mas também possui um tal autonomia, ele e ativo e tem vontade.
Chama se de “competências de recem-nascido” umas capacidades surpreendentes com que o bebe nasce.
Pavlov comprovou, um século atrás, que toda atividade esta baseada em reflexos, alguns  corticais alguns não. Esses tipos de reflexos especializados – os reflexos corticais – são a base fundamental para o desenvolvimento das respostas e reações ao médio ambiente.
As funções reflexos podem ser divididas em:

A) Manifestações temporarias – que vão desaparecer com a evolução:

    1. Reflexo tonico-cervical e baseado nas observações do Magnus e Klein – que demonstram que a modificação da posição da cabeça em relação com o tronco causam movimentos ou modificações de tônus do recém nascido. O reflexo e maximo aos 2 meses e esta negativo depois 5-6 meses. A criança deitada de costas com ombros em contato com a mesa – ao induzir a rotação da cabeça da criança pode ser observada a extensão do lado do rosto e extensão controlateral. Pode ser encontrado reflexo assimétrico, e, no caso de criança espastica – e mais accentuado.
    2. Reflexo do Moro o neonato em decúbito dorsal, imprima-se um movimento rápido do lençol – o reflexo tem dois tempos: abducção dos braços e flexão dos antebraços. As vezes a criança emite um som forte. O reflexo e presente no feto ao termo, mas pode ser encontrado também ao prematuro de 28 semanas – porem ele será completo a 38 semanas. O reflexo Moro persiste ate o terceiro mês, mas já no segundo ele estará modificado (desaparece o movimento de abducção). Alguma coisa ta estranha se ele persistir ate o 5 mês (atraso de desenvolvimento do sistema nervoso?) A ausência dele pós-parto também não avisa nada de bom – provavelmente aconteceu algum traumatismo ou hipoxia. Assimetria do reflexo Moro encontra-se na paralisia de plexo braquial Erb, artrite escapulo-humeral (a osteomielite de humerus do neonato), pseudo-paralisia Parrot (depois a convulsão), hemiplegia espastica
    3. Reflexo do Babinski, bilateral, desaparece aos 18 meses

B) Reflexos que existem normalmente, desaparecem com a evolução e reaparecem como atividades voluntárias:

    1. Reflexo de fixação para sucção – qualquer coisa que toca na bochecha ou perto da boca da criança faz ele virar a cabeça na direção do estimulo (procura do mamilo) – o reflexo esta presente pos-parto e desaparece perto da idade de um ano. Falta – aos grandes prematuros e no caso de sofrimento do tronco cerebral (provavelmente hipoxia ou trauma obstetrical), também, falta no caso de miastenia do neonato. Desparace depois o sétimo mes ATENÇÃO ! Não deve ser confundido com
    2. reflexo de sucção que e causado da mesma manevra, mas consta em movimento de sucção, e que persiste ate um ano de vida (a peristencia dele mais que essa idade significando disfunção cortical)
    3. Reflexo de marcha, sustentado pelas axilas e tocando com a ponta dos pés num superfície plano, o bebe mexe as pernas como se fosse andando. Tem que saber que esses movimentos não tem nada a ver com o andamento próprio, são somente reflexos (ate os prematuros de 32-34 semanas tem esse reflexo). Tem que negativar depois 5 meses
    4. Reflexo de preensão (palmar gasp reflex) – o bebe pega forte em qualquer coisa que toca na palma dele, especialmente na região ulnar dela. A ausência deste reflexo indica uma lesão periférica (paralisia de plexo braquial) ou lesão central grave. Ele persiste 4 meses, se for persistente e sinal de hemiplegia infantil (o tônus fraco não consegue inibir um reflexo primórdio)
    5. Reflexo plantar – a excitação leve da planta do recém nascido causa uma flexão plantar dos dedos – ele desaparece no momento que a criança começa a andar
    6. Reflexo de apoio (reflexo de atitude estatica) – sustentando a criança pelas axilas, o lado dorsal do PE esta posto em contato com a margem da mesa de exame – a criança levanta a perna e apóia a planta na superfície da mesa. E um reflexo dos primeiros dois meses de vida
    7. Reflexo Landau criança apoiada na mão em decúbito ventral – a flexão da cabeça da criança causa a flexão dos membros inferiores. Ele aparece começando com 3 meses
    8. Reflexos auditivos: cochleo-palpebral ou de piscar – a contração do orbicular das pálpebras quando perto de criança surge um barulho forte e reflexo de orientação – tendência de virar a cabeça na direção do som. A ausência destes dois reflexos, levanta a suspeita de surdez
    9. Reflexos ópticos – ao iluminar bruscamente os olhos do neonato causa reflexo de evitação com opistotonus.
    10. Teste de rotação: a criança deitada de costas com a cabeça na direção do examinador – imprimindo um movimento de rotação numa direção, depois na outra, a criança apresentara um nistagmo na direção oposta da rotação

C) Reflexos permanentes, que podem ser encontrados toda vida (reflexos abdominais, patelares, etc)

O exame dos reflexos primários podem dar os seguintes resultados:

O EXAME NEUROLOGICO DO BEBE RECEM-NASCIDO

Ao inspecionar um bebe, tem que verificar, primeiro, se ele tem a posição fisiológica característica nesta idade – leve flexão dos membros. Depois tem que verificar se ele reage a luz, ao som. Normalmente, nos primeiros semana de vida ele dorme quase todo tempo.
Parece que o sabor esta presente, também o olfato (tem predileção pela doce). Ainda na segunda semana de vida a voz da mãe ou da outra mulher, modulada afetivamente, pode desencadear sorriso.
A sensibilidade do neonato e raramente avaliada mesmo sendo um aspecto muito importante da afetividade dele. O próprio prematuro distingue o carinho de dor. A 28 semanas de vida um prematuro acariciado acalma

I. O ESTADO DE ALERTA

E sinônimo com o que, na idade adulta se chama de estado vigil. E um dos mais importantes parâmetros da atividade SNC da criança e o primeiro a modificar-se, caso que alguma coisa esta errada. As vezes uma criança pode apresentar stupor ou coma.
O neonato vai ser encaixado nestas categorias patológicas em função de:

Tanto e stupor quanto a coma aparecem em caso de:

A demonstração das modificações de estado de alerta são os mais sensíveis exames para determinar o estado neurológico do recém nascido

II. O EXAME DOS NERVOS CRANIANOS

Par I: Nervos olfatórios
As anomalias do olfato são demonstráveis ao recém nascido com ausência dos bulbos  ou dos tratos olfativos – muito comuns em holoprosencefalia. Também foi demonstrado a incidência maior nos recém nascidos dos mães diabéticas.
Par II: Visto

Par III e VI – Motilidade ocular:
A variação de posição dos olhos em sentido vertical e toda vez patológica e pode ser causada pelas lesões no tronco cerebral:

Par V e VII – Motilidade facial

Podemos encontrar, eventualmente a parese facial, tipo central, associada com convulsões e hemiparese – diagnostico: ENCEFALOPATIA HIPOXICO-ISQUEMICA
Também, podemos encontrar a paralisia de tipo periférico, relacionada com a posição do feto dentro do útero, traumatismos durante o trabalho de parto ou aplicação do fórcipe
Raramente o nervo facial pode ser comprimido ao nível da fossa cerebral posterior.
Como reconhecemos: normalmente as lesões são unilaterais, isto e – caso que o bebe chora da para observar a assimetria facial dele.
A miastenia gravis tem os sinais característicos como no adulto tem: ptose palpebral, disfagia, hipotonia generalizada

Par VIII: Ouvido
O mais fácil e descobrir se o feto esta ouvindo ou não. Diferenciar as problemas de audição do recém nascido pode ser difícil, em ausência de métodos específicos de medição eletrofisiológica.
As causas mais freqüentes da surdez nesta idade são relacionadas com a hemorragia intracraniana ou de prematuridade

Par IX e X: Sucção e deglutição
Tem doenças que não tem nada a ver com SNC e podem causar disturbios de sucção e deglutição:

Os síndromes neurológicos implicados em distúrbios de aleitamento e alimentação são:

    1. Doença Werdnig Hoffmann

Início das manifestações até 6 meses de vida.  Quadro clínico abrange hipotonia e fraqueza graves e generalizadas, levando à incapacidade de deglutição e respiração adequadas. As crianças não conseguem nem mesmo sentar sem apoio. A morte normalmente ocorre antes de 4 anos de idade.
Manifestações Clínicas

2
SINDROME WERDNIG HOFFMANN – Observar a postura de pernas de rã com os membros superiores abduzidos e com rotação externa ou interna no nível dos ombros

    1. Encefalopatia hipoxico-isquemica
    2. Malformação Arnold-Chiari (mielomeningocele)
    3. Hematoma de fossa posterior
    4. Causa mais freqüente: hemorragia cerebral com danos ao nivel dos dois hemisférios

Como regra general : qualquer distúrbio de deglutição e alimentação ao recém nascido indica doença neurológica, especialmente relacionada com a encefalopatia hipoxic-isquemica

Par XII – A motilidade da língua
Fasciculações da língua são encontradas também na doença Werdnig-Hoffmann, encefalopatia hipoxico-isquemica.
Atrofia lingual esta encontrada no síndrome de Mobius (paralisia de nervos cranianos associada a outras anormalidades, especialmente dos membros.)
Macroglossia esta encontrada na:

III. O EXAME DA SENSIBILIDADE

A paralisia de plexo braquial ao recém nascido associa distúrbios de sensibilidade, normalmente menos exprimidas  que o distúrbio motor. As lesões da medula associam, também, anestesia da região danificada.

IV. O EXAME DA MOTILIDADE

A diferença entre as anomalias motoras relacionadas com vários graus de maturação do recém-nascido e difícil.

As principais aquisições que aparecem no desenvolvimento psicomotor do recém-nascido são:

PRIMEIRO MÊS:

SEGUNDO MÊS:

TERCEIRO MÊS:

QUARTO MÊS:

QUINTO MÊS:
Faz diferença entre as pessoas conhecidas e aquelas desconhecidas
SEXTO MÊS:

SETIMO MÊS:

OITAVO MÊS:

NONO MÊS:

DECIMO MÊS

DÉCIMO-PRIMEIRO MÊS:

    1. Anda, sustentado pelas mãos
    2. Entende mandamentos verbais simples (comunicação preverbal)

UM ANO

    1. Anda sustentado pela uma mão
    2. Tem vocabulário simples composto de duas palavras com significância clara (“mama, dada”)
    3. Solta o cubo dentro da taça
    4. Coopera no vestir

UM ANO E SEIS MESES:

    1. Corre teso
    2. Faz torre de três cubos
    3. Nomeia um desenho
    4. Come sozinho

DOIS ANOS

    1. Sobe e desce escadas
    2. Faz torre de 6 cubos
    3. Formula frase de três palavras
    4. Coloca peças simples de roupa

TRÊS ANOS

    1. Pedala no triciclo
    2. Faz torre de 6 cubos
    3. Diz seu sexo
    4. Põe os sapatos
    5. Indica partes do seu corpo

QUATRO ANOS

    1. Conta 4 moedinhas
    2. Pode repetir 4 algarismos na ordem dada                   

CINCO ANOS

    1. Dizer o nome de 4 cores
    2. Sabe a idade

SEIS ANOS

    1. Distinguir o lado direito de esquerdo
    2. Distinguir a manha de tarde

SETE ANOS

    1. Sabe enumerar as dias da semana
    2. Dizer o numero dos dedos dasa mãos

OITO ANOS

    1. Contar de 20 a 0 (de trás para diante)
    2. Dizer os nomes das moedas comuns

NOVE ANOS

    1. Dizer a data
    2. Enumerar os meses

DEZ ANOS

    1. Ler um trecho fácil e repeti-lo da memória
    2. Repetir 6 algarismos

Um aspecto importante do desenvolvimento neuromotor da criança e o desenvolvimento das técnicas de auto-alimentação que seguem, praticamente o desenvolvimento dos movimentos.

 

TECNICAS DE AUTO-ALIMENTAÇÃO E O CALENDARIO DE DESENVOLVIMENTO

 

IDADE

PERFORMANÇAS DA BOCA

APTITUDES DAS MÃOS

MODALIDADES DE SE ALIMENTAR QUE A CRIANÇA ESTA CAPAZ

Ate 5 meses

Reflexo de sucção (engole)
Reflexo de propulsão da lingua
Reflexo de fixação para sucção

Controle fraco dos movimentos da cabeça, pescoço e tronco
Aos três meses toca a boca com as mãos

Engole líquidos, mas empurra a maioria dos objetos e alimentos sólidos fora da boca

4-6 meses

Aperta o lábio superior ou inferior quando uma colherinha e posta na boca
Movimentos de mastigação para cima e para baixo
Pode transferir o alimento da cima para baixo da lingua para engolir
O reflexo de propulsão da lingua e de fixação de sucção começam a desaparecer
Abre a boca quando vê a colherinha aproximando-se

Controle bom da cabeça
Senta apoiado
Usa a mão para pegar objetos (preensão palmar)

Pega puree ou outras alimentos sólidos de uma colherinha
Toma quantidades pequenas de liquidos da xícara

5-9 meses

Começa a controlar a posição do alimento na boca
Movimentos de mastigação bidirecionais
Posicionamento do bolo alimentar entre as maxilares, para a mastigação

 

 

Começa a sentar sem apoio
Segue os alimentos com os olhos
Começa a usar o polegar e o índex para pegar os objetos (pegar beliscando)

Começa a consumir alimentos cozidos
Come facil da colherinha
Sustenta uma garrafa independemente, com duas mãos
Bebe da caneca, borrifando
Começa a se alimentar sozinho, com as mãos

8-11 meses

Mexe os alimentos de um lado do outro da boca
Pôe os lábios ao redor da margem da xícara
Começa a mastigar de modo rotativo (movimento diagonal dos maxilares)

Senta com facilidade Pega objetos e traz na boca

Começa a consumir alimentos triturados ou moídos e pedacinhos de alimentos moles
Começa a usar/experimentar a colherinha mas prefere comer com os próprios mãos
Bebe de uma xícara, sem borrifar tanto

12 meses

Mastiga rotativamente (movimento diagonal dos maxilares) – a comida e movimentada dos lados laterais ou centrais da boca

Coloca a colher dentro da boca sozinho
Sustenta a xícara sozinho
A coordenação mão/olho/boca e excelente

Come alimentos moídos e pedaços de alimentos pequenos preparados
Começa a se alimentar sozinho, com alguma ajuda

 

Desenvolvimento Psico-Social

AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO PSICO-SOCIAL

Desenvolvimento Psico-Social
O desenvolvimento Psico-Social mostra a integração das funções psíquicas a criança e as suas interações com o meio ambiente.
De fato, o desenvolvimento psico-social esta baseado numa teoria (Erik Erikson) que prediz que o desenvolvimento e o crescimento psicológico depende da interação com o médio ambiente. Conforme Erikson, cada fase e marcada pela uma crise entre uma vertente positiva e uma negativa, essencialmente sendo predominar a vertente positiva. Isto e praticamente um tipo de treinamento psicológico permanente, porque do modo que cada fase vai ser superada vai depender no futuro a capacidade do individuo de resolver os conflitos diários.
São, então, 8 estádios de desenvolvimento psico-social:

1. CONFIANÇA/DESCONFIANÇA

E o estádio que caracteriza o primeiro ano da vida. Por cada individuo a criança estabelece um sinal positivo (conhecido-confiante) ou negativo (desconhecido/desconfiante), isto, em relação com a mãe. Isso significa que, se a mãe não vai responder as suas necessidades, a criança vai desenvolver uma insegurança e uma confusão em raporto com o mundo. Uma boa relação mãe-filho vai resultar no desenvolvimento de um ambiente seguro, e a criança vai ter todas as atitudes para encarar o mundo.

2. AUTONOMIA/DUVIDA E VERGONHA

A integração na sociedade significa o conhecimento e o respeito por regra, interdição e ordem. A criança aprende neste estádio a saber o que e permitido e o que não, mas já desenvolve uma contradição. E importante deixar nesta época a criança explorar o mundo e o seu próprio corpo. Agir a vontade e afirmar a identidade.

3. INICIATIVA/CULPA

E tipo um apêndice do estádio II mais de forma madura. A criança, neste estádio já sabe o que e proibido e o que não mas ele vai ser aquele que vai decidir – tomar a iniciativa ou não, assumir um papel ou não. Nas brincadeiras ele assume o papel dos pais de uma profissão, desenvolve os sentimentos de culpa  neste estádio deve ensinar a criança ser o que ele sonha ser, sem sentir culpa.

4. INDUSTRIA/INFERIORIDADE

Decorre na idade escolar, antes da adolescência. Nessa época a criança trabalha no domínio dele – na escola, sentindo-se competente. Neste estádio, a confiança, a autonomia e a iniciativa e de uma importância fundamental para a criança poder-se sentir capaz e  competitivo. O sentimento de inferioridade (qualquer seja o lado dele) pode levar as bloqueios cognitivos e atitudes regressivas. Nesta época a criança deveria sentir-se INTEGRADA na turma da escola, porque e o momento de relacionamentos interpessoais importantes.

5. IDENTIDADE/CONFUSÃO DE IDENTIDADE

E característico para a adolescência, a criança tenta saber qual e a sua identidade social, o seu papel no mundo e consciência da singularidade. Nesta época passa o que se chama de “crise da adolescência” . E o momento de “pagar as dividas”, expectativa parental e grande, vem as provas da escola e das outras. Os laços familiares enfraquecem e acabam perdendo-se, no exterior da família não existem outros pontos de referencia e o individuo acaba sendo desorientado, não sabendo como lidar com a nova vida

6. INTIMIDADE/ISOLAMENTO

Marca o período de 20-30 anos de idade, quando apareçam as primeiras relações intimas com outras pessoas. O lado negativo que as vezes ococrre e o isolamento – são as pessoas que não conseguem estabelecer compromissos nem troca de afetos.

7. GENERATIVIDADE/ESTAGNAÇÃO

E caracterizado pelo desejo do individuo de investir na sociedade em qual ele se encaixa como componente, investir na nova geração, afirmação pessoal no mundo de trabalho e da familia.
O lado negativo e o egocentrismo, falta de compromisso social, falta de relaçoes exteriores.

8. INTEGRIDADE/DESESPERO

E a crise da terceira idade, e o lado positivo e a perspectiva de integrar e contemplar o passado como uma realização. O lado negativo e a depressão, quando tudo parece perdido e o individuo não consegue superar esta etapa.

A CRISE DA ADOLESCENCIA

A crise de adolescencia foi toda vez um assunto delicado, acontecendo especialmente com os individuos que se encaixam num conjunto de condiçoes como: um tal grau de desenvolvimento intelectual, ocorrencia da puberdade, um certo crescimento fisico e algumas pressoes culturais. De fato e uma ressintese da identidade do adolescente. E um processo complexo, em qual o adolescente começa a raciocinar abstrato e julgar as pessoas ao seu redor e as condutas da sociedade em raporto com ele ou com outros.
Do raciocinio dele nascem hipoteses, teorias e proposiçoes.
A moratoria e o periodo em qual o jovem tem a possibilidade de escolher caminhos e explorar tudo tipo de hipoteses
Tal chamada “moratoria intitucionalizada” segundo Eriksson e uma soma de rituais que prepara o adolescente asumir a entrada na era adulta. Essa moratoria institucionalizada, que pode ser a escola, a area profissional, facilitam assumir o papel ou o futuro papel na sociedade.

COMO AVALIAMOS O DESENVOLVIMENTO PSICO-SOCIAL?

Qualquer medico pediatra esta obrigado a incluir o acompanhamento do desenvolvimento na consulta geral da criança. Mesmo com um tempo curto para consultar, podemos utilisar varios objetos e brinquedos para avaliar as capacidades da criança.
Cada etapa de desenvolvimento da criança esta baseada nas etapas anteriores – raramente a criança pula uma etapa. Constituam-se verdadeiros “marcos” de evolução que constituam a base dos instrumentos da avaliação.
A avaliação tem que ser feita do ponto de vista holístico, enquanto a avaliação exagerada de um ponto pode acabar vacilando em outro.
O Ministério de Saúde do Brasil adotou uma ficha estandardizada desde 1984, que foi ampliada e revista. Na presente versão ela tem, ao lado do desenvolvimento maturativo, um marco e um indicador psíquico. Cada faixa de idade tem 4 indicadores: maturativo, psicomotor, social e psíquico. Existe, também, indicações padronizadas de como tem que usar-la.
O pessoal de saúde tem que fazer a avaliação desde o começo, e tem que ter cuidado com o temperamento da criança. Somente o que precisa obrigatório ser feita na mesa de exame vamos fazer, por outros procedimentos, se for possível, a criança vai ficar no colo da mãe.
A ficha de desenvolvimento tem que ficar no pro0ntuario da criança, e a padronização por seu uso não pode faltar de qualquer consultório. Para eliminar as possibilidades de erro de procedimento o pessoal sanitário tem que respeitar a mesma forma de padronização.
Tem que anotar a observação no espaço correspondente – a idade, o marco de desenvolvimento que esperávamos, e marcar com P (presente) A (ausente) ou, caso que não podemos fazer tal procedimento NV (não verificado)
RESULTADOS:

    1. As respostas esperadas pela idade são presentes

A criança, então, esta se desenvolvendo bem, as consultas devem ser seguidas conforme o programa

    1. Existe uma falha em alcançar tal marco de desenvolvimento

Neste caso, tem que antecipar a próxima consulta, tentar procurar dados sobre a situação ambiental da criança, relação mãe filho, oferta de estimulo. A mãe vai ter que brincar e interagir mais com a criança, durante os cuidados gerais

    1. Atraso persistente (considera-se duas consultas!)

Neste caso, provavelmente que existe um retardo psicomotor e a criança tem que ser encaminhada para ser examinada de um especialista.

 

3

 

 

4

 

 

5

 

VINCULO MÃE FILHO


A relação mãe filho e entre as mais solidas de ponto de visto biológico e social. Ela esta baseada no instinto materno, cujo adicionam-se interferências sociais, psicológicas, educacionais, culturais e tradicionais. No sistema biossocial da família moderna os dois pais são implicados no crescimento e desenvolvimento da criança – porem, a mãe e o fator determinante que vigia e orienta o papel biológico e social do ser humano.
A qualidade da interação pais-criança depende de muitos fatores:

    1. A constituição genética e temperamental – tanto dos pais quanto da criança – elas direcionam o tipo de resposta e a capacidade de adaptação do casal
    2. Os fatores culturais, contexto histórico e geográfico, o suporte social (ações sociais promovidas pela comunidade) as condições econômicas da família (uma família paupera não pode oferecer condições ótimas)
    3. O tipo de relação dos pais da criança com os próprios pais )tem valor preditivo para a relação atual entre pais e criança)
    4. Tipos de relação familial e a capacidade de adaptação do casal
    5. A patologia psiquiátrica de cada um dos pais
    6. A dimensão da família

Na existência do duplex mãe-filho existe uma época privilegiada, quando as relações mãe criança estabelecem – isto e, pós-parto. A afinidade brusca  que aparece entre a mãe e o feto e chamada na literatura de especialidade anglo-saxona de “bonding” – o termo sendo introduzido no léxico medico em 1972.  E um processo cuja conseqüência e uma afinidade muito forte que se estabelece entre os pais e o nenê. Parece que existem algumas motivações psicológicas e hormonais, especialmente para a mãe.
A criança também responde ao amor dos pais, especialmente em volta da idade de um ano.
O sentimento materno e baseado no instinto materno – amplificado pelas motivações culturais e tradicionais. A mãe e o fator mais importante do casal – ela que estimula e incentiva o comportamento social da criança. A criança vira um membro com plenos direitos na célula familial – ele vai trazer novos hábitos e novas mudanças de estabilidade – ele vai ser incluído em família.
O mais importante para estimular o comportamento social da criança e o dialogo – significando duas pessoas que interagem. A criança tem que aprender que o dialogo implica reciprocidade, papel de falante e de ouvidor. Mesmo quando a criança ainda não fala a mãe conversa com ele como se fosse um interlocutor verdadeiro. A criança dispõe de muitos canais de sensoriais e perceptivos. A mãe e o lactente tem que ser considerados um sistema complexo, cada duplex mãe criança tendo um tipo especial de relações de harmonização.
Existem diferenças entre a concepção das mães sobre o que a criança normal tem que saber a fazer e o que a criança real pode fazer, de fato. Um grande numero de mães podem ser decepcionadas as vezes do tipo de comportamento e da performances do próprio lactente.
A decepção das mães (por exemplo, as mães que tem uma criança com handicap físico ou psíquico) pode ser justificada ou não. Mas isto significa que essas mães não acostumaram ainda com o modo de comunicação compatível e não sabem as necessidades da criança. Também, as diferenças comportamentais entre os pais e a criança podem influenciar as relações pais-criança. Os pais tem que adaptar as expectativas ao nível das crianças e reconhecer a limite das possibilidades.
Contato visual e a melhor prova que entre a mãe e a criança estabeleceu-se uma relação. Desde o período de recém nascido a mãe procura o contato visual com a criança e consegue varias vezes isso, se ela ficar a 25-30 cm do rosto dele, no campo visual do lactente.
O contato visual com a mãe tem um forte efeito de feedback positivo, confirmando ou infirmando a harmonia do duplex. A duração da interação visual e relacionada direto com o mecanismo de auto-conhecimento e a qualidade de interagir. A comunicação não-verbal esta mantida não somente pelo contato visual mas também pela gesticulação.
Um momento extremamente importante para a comunicação entre a mãe e a criança e a hora de refeição. E um ótimo momento de interagir. O lactente e feliz quando chega a hora de alimentar (mamar) e fica alegre, porque o momento da refeição e uma oportunidade de interagir com a mãe. E um dos motivos para qual os médicos indicam constantemente manter a amamentação do lactente, porque alem do efeito benéfico do leite materno sobre a saúde da criança a comunicação entre os dois (mãe e criança e ótima nesse momento). Mais que isso, as primeiras manifestações de autonomia do lactente têm relação com a mesma alimentação – e a relação vai desenvolver-se, porque a refeição, junto com a mesma pessoa – a mãe, aumenta as possibilidades e as oportunidades de aprendizagem. Com todas as rigores da vida moderna e ótimo que toda a família seja, pelo menos uma vez por dia, reunida ao redor da mesa de refeição.
Causas que se interpõem entre os pais e a criança:

    1. A desorganização da família – a existência dos conflitos entre os membros do casal influencia negativamente a personalidade da criança
    2. A adolescência – quando, perto de 18 anos, a criança procura mais independência (inclusive independência econômica) e encontra, estabelecendo relações com outra pessoa. A rotura de família não acontece tão rápido, por causa da falta de dinheiro para se sustentar
    3. Criança com malformação congênita – e ressentida como um estresse pelos pais. O impacto negativo e as vezes tão serio, especialmente quando a malformação muda o aspecto físico normal ou a integridade cranial ou facial . existem reações variadas neste caso – alguns pais abandonam a criança (psíquico e físico) outros protegem o deficiente demais. Em ambos os casos e errados, enquanto, se no primeiro caso o dano será evidente, no segundo, a hiperproteção vai impedir o deficiente de encarar a vida real – ele vai virar um dependente mesmo.
    4. As doenças crônicas da criança (o diabete, a epilepsia, asma, artrite reumatóide modificam também as relações
    5. Eventos familiares (falta de um dos pais – temporária ou permanente (divorcio, óbito), também muda as relações da criança com os pais, especialmente se um deles for substituído (recasamento)

 

CONCLUSOES:

    1. O desenvolvimento neurológico e o desenvolvimento psico-social da criança são noções distintas, embora interligadas, que decidem o perfil bio-social de um novo ser humano que esta se formando e educando, por isso, a importância na avaliação clinica do pediatra e um das principais prioridades. Eles se constituem em indicadores do individuo social.
    2. A característica fundamental do cérebro da criança e a plasticidade – a capacidade de modelar os princípios, as decisões e as experiências em função de interação com o médio ambiente e com a sociedade. O que e mais importante e que, mais jovem sendo a criança, mas plasticidade neuro-cerebral ele possuirá; por isso, acontecimentos da infância podem deixar marcas persistentes e padrões de comportamento difícil de mudar mais tarde.
    3. A direção do desenvolvimento neuromotor da criança acontece no sentido de cima pra baixo e do centro ate a periferia. Cada mês da época de lactente traz uma coisa nova, mas começa com o desenvolvimento da extremidade cefálica e acaba descendo e desenvolvendo a motilidade das regiões mais declivas. A característica faz parte dos leis do crescimento.
    4. O principio básico do comportamento psico-social de uma criança e a interação, tanto com os seres da família quanto com a sociedade. O desenvolvimento neurológico e geneticamente orientado – no entanto, a atitude psico-soscial, as decisões que a criança toma, o jeito de encarar as situações próprias da idade e as relações com a turma de mesma idade são dependentes de experiência que esta interação lhe oferece.
    5. Conforme a teoria de desenvolvimento e caracteristica a existência de oito etapoas na vida de um individuo, cada uma marcada de uma idade. Em cada caso tem vórtice negativo e positivo, mas a finalidade e marcar a trajetória bio-psicosocial de cada um, já que e obrigatório existir um conflito por cada época e os conflitos trazem experiência e aprendizagem
    6. Cada consulta medica da criança tem que ser acompanhada de uma avaliação do crescimento e desenvolvimento. Escapar um detalhe que mais tarde vire uma problema grave e um incidente lamentável, que o medico tem que evitar. Existem formulários padronizados pelo Ministério da Saúde, e os procedimentos tem que ser conformes com os requerimentos – o quadro do desenvolvimento da criança pode ser um indicador valioso nas futuras avaliações.
    7. Essencial no desenvolvimento da criança e o vinculo mãe-filho cujo principio básico não e aumentar as performances da criança, mas sim estabelecer uma comunicação (seja ela mesmo não-verbal) e as necessidades da criança. Mesmo sendo os dois pais implicados a mãe tem o papel fundamental – ela estabelece a comunicação com criança não somente através do contato visual, mas tambem durante os intervalos de refeição.

BIBLIOGRAFIA:

    1. Allmond B, Tanner J: The Family Is the Patient. Baltimore, Williams & Wilkins, 1999.
    2. Nelson Tratado de Pediatria. 17.ed. 2 vol. Ricard E. Behrman, Robert Kliegman,  Waldo E. Nelson. Elsevier. ISBN: 8535213961. 2005
    3. Pediatria Básica: Pediatria Geral e Neonatal. Tomo: 1. 9.ed. Eduardo Marcondes Flavio Adolfo Costa Vaz et al. Y. Okay Editora: Sarvier. ISBN: 8573781203. 2002
    4. Pediatria Básica: Pediatria Clínica Geral. Tomo: 2. 9.ed.Eduardo Marcondes, Flavio Adolfo Costa Vaz, Yassuhiko Okay , Jose Lauro Araujo Ramos. Sarvier. ISBN: 8573781327. 2003
    5. Pediatria Básica - Tomo III - Pediatria Especializada. Tomo: 3. 9.ed.. Ramos, José Lauro Araujo; Costa Vaz, Flávio Adolfo; Marcondes, Eduardo. ISBN: 8573781475. Sarvier 2004
    6. Emergências em Pediatria. 7.ed. Murahovschi, J. Sarvier. ISBN: 8573780762. 1997
    7. Pediatria - Diagnóstico + Tratamento. 6.ed. Murahovschi, J. São Paulo, Sarvier 2003. ISBN: 857378136X
    8. Avery's Diseases of the Newborn. 8th.ed. H. William Taeusch, Roberta A.
    9. Ballard, Christine A. Gleason, Elsevier. 2005
    10. Perinatologia - Fundamentos e Prática. 1.ed. Conceição AM Segre. Sarvier. 2002
    11. Diagnóstico e Tratamento em Neonatologia. 1.ed. Maria Fernanda Branco de
    12. Almeida, Amélia Miyashiro Nunes dos Santos,Ana Lúcia Goulart, Ruth Guinsburg, Benjamin Israel Kopelman, Milton Harumi Miyoshi ISBN: 85-7379-662-6. Atheneu 2004.
    13. Manual de neonatologia. 5.ed. John P. Cloherty , Ann R. Stark , Eric C. Eichenwald. ISBN: 8527710307. Guanabara Koogan. 2005.
    14. Infecções Perinatais. Calil Kairalla Farhat & Benjamin Israel Kopelman. Atheneu 1992
    15. Aleitamento Materno. José Dias Rego. Atheneu, 2001.
    16. Chess S, Thomas A: Temperament in Clinical Practice. New York, Guilford Press, 1986.
    17. Eisenberg L: Experience, brain, and behavior: The importance of a head start. Pediatrics 1999;103:1031–5.
    18. Erikson EH: Childhood and Society, 2nd ed. New York, WW Norton, 1963.
    19. Rutter M: Nature, nurture and development: From evangelism through science toward policy and practice. Child Dev 2002;73:1–21.
    20. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica.Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento.

MISODOR 16 DE MAIO 2008