A ESTERILIDADE MASCULINA E FEMININA

SAIR


 

CONSIDERENTES

Fala-se de um casal que e estéril se, depois dois anos de vida conjugal, sem usar métodos contraceptivos, não surgiu nenhuma gravidez.

Não existe, porem, um consenso sobre as noções de esterilidade.

A esterilidade se chama:

  1. Primar se a mulher nunca não engravidou
  2. Secundar se ela engravidou, perdeu a gravidez e não consegue engravidar desde então

A escola latina de medicina define a infertilidade como sendo um termo proprio para as mulheres que conseguem engravidar mais não conseguem chegar ate o fim das gravidez.

A escola anglo-saxona, entretanto, define como esterilidade primaria e secundaria a falha em engravidare esterilidade uma infertilidade que já virou definitiva

Tem que relembrar que, avançando em idade, a mulher fica menos fértil, enquanto aumenta as chances de ter uma criança malformada.

 

EPIDEMIOLOGIA GERAL

Quase um casal de 10 e estéril. Somente em 35-40% dos casos a mulher e “a culpada”.

Sendo assim, o diagnostico de esterilidade tem que avaliar tanto a mulher quanto o homem. O ideal e avaliar tanto o homem quanto a mulher, concomitente.

FISIOPATOLOGIA

MULHER

O ciclo começa no primeiro dia de menstruação. Neste momento temos um tal nível  de FSH (foliculoestimulante) cuja principal função e de induzir/iniciar a maturação folicular.

De outro lado, o LH (hormônio luteinizante), também presente, mais não muito alto, vai induzir a secreção de estrogênios – PRINCIPALMENTE ESTRADIOL, que vai causar as mudanças da gléra cervical e o espessamento do endométrio. Existe um mecanismo de autoregulação negativa mantido de LH-RH que diminui concomitente com o aumento do estradiolo.

A maturação folicular e proporcional com a secreção do estradiolo, so que vem um momento em qual, em vez de inibir a secreção do LH-RH, o nível de estradiol inicia a secreção de LH-Rh, e isto vai causar uma secreção de LH (o pico de LH – pico luteinico). E neste momento que vai acontecer a “ponta ovular” a cavidade do ovulo virando corpo amarelo – grande secretor de estrogênios e progesterona. O nível grande de hormônios estrogênios e progesterona determina um retrocontrole negativo sobre os estimulantes (gonadotrofinas), cujos níveis diminuem rapidamente.

 

1

 

CONCLUSÃO: Então, para que a mulher fique grávida, do ponto de vista hormonal feminino as primeiras condições são:

  1. A não serem alteradas as secreções hormonais
  2. As vias genitais estiverem livres

 

HOMEM

No homem os espermatozóides formam-se em mais de uma etapa, três hormônios sendo participantes, sendo eles: FSH. LH e testosterona. Para que a espermatogênese ser eficiente e completa uma condição essencial e que o raporto dos títulos FSH/LH ser maior que 1.

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste caso, o controle negativo (feedback) esta garantido pela secreção de inibina (células do Sartoli), que também secretam a testosterona.

Os espermatozóides sofrem, durante a migração do testículo ate as vias genitais modificações importantes, entre qual impregnando-se com plasma secretada de epidídimo e de próstata. Normalmente a espermatogênese dura 3 meses. – o que explica o intervalo para resultado terapêutico. 

 

ESTERILIDADE FEMININA

Primeira coisa: o diagnostico da esterilidade feminina e um diagnostico etiológico. Ele tem que ser um diagnostico competente, feito, preferencialmente pelo ginecologista.

 

ANAMNESE:

O que pode ser importante:

    1. Dados pessoais, primeiro – a idade, porque depois 35-40 anos as chances de engravidar são menores.
    2. Antecedentes HC – eventuais anomalias congênitas – cariótipo e avaliação genética
    3. Antecedentes pessoais: idade da menarca, caracteres do ciclo menstrual (periodicidade e duração), existência de fenômenos anormais, comportamento sexual: freqüência, qualidade, modificação de libido, existência ou não da frigidez,
    4. Antecedentes ginecológicas, esclarecer se a esterilidade e primar ou secundar
    5. Existência de infecções vaginais ou do colo (especialmente gonocócicas), leucorreia, cervicite, electrocoagulação, existência de salpingites, de leucorreias, outras infecções
    6. A situação dos abortos, momento dos abortos, tipo deles, eventuais partos prematuros

Também são importantes:

A situação TBC da paciente – eventuais complicações como peritonite bacilar.

A situação cirurgical abdominal – intervenções com peritônio aberto, possibilidade de formação de aderências, etc

EXAME CLINICO

A importância principal do exame clinico da mulher estéril e estabelecer as futuras contra-indicações para o tratamento de fertilização. Interessam especialmente as  lesões cardíacas e as lesões de esclerose renal. A avaliação sexo-somatica da paciente (caracteres sexuais, eventuais infantilismos sexuais) tem que ser completa, e, muito importante, o exame da função da tireóide tem que completar o conjunto diagnostico.

EXAME GINECOLOGICO

O exame ginecológico vai avaliar absolutamente tudo que existe na área perigenital e genital – nada não pode ser negligenciado:

    1. Verifique o abdome ! Existem cicatrizes cirurgicais, diformidades?
    2. Como o Jayle fala “a vulva e o espelho do ovario”– inspeciona os órgãos sexuais externos !
    3. Existem malformações locais (vulvo-vaginais)
    4. Existe algum obstáculo anatômico ou patológico no caminho dos espermatozóides?
    5. Qual e o estado do hímen?
    6. Qual e o estado do períneo?

O EXAME COM VALVAS GINECOLOGICAS:

    1. Estado da vagina e do colo
    2. Qualidade da gléra (se amulher e perto de menstruar
    3. Existência de septos vaginais
    4. Existência de um colo incompetente
    5. Retroversoes ou retroflexões, útero infantil, retroversões?
    6. Salpingites ou tumores anexiais
    7. Falta da elasticidade do colo uterino – dilata-se o colo com dilatadores Heagar em condições de asepsia e antisepsia
    8. Exame de funco de saco Douglas (aderências?)
    9. Exames da mama (galactorreia?)

INVESTIGAÇÕES PARACLINICAS

Três investigações paraclinicas são fundamentais e tem que ser efetuadas sistematicamente:

    1. Curva térmica matinal
    2. O teste pos-coito
    3. Histerosalpingografia

Vai ser juntada a espermograma

 

Curva térmica matinal 

 

A mulher que tem a ovulação normal, no meio do ciclo a temperatura intravaginal chega a 37,1- 37,3 graus C, ate a aparição da menstruação.

A fase monotermica corresponde ao crescimento e maturação do folículo

A fase hipertermica representa, de fato, uma fase pos-ovulatoria

A curva térmica e baseada no efeito hipertermizante da progesterona. A ovulação corresponde ao ultimo dia de hipertermia e primeiro dia de ascensão térmica.

Porque ela esta importante neste contexto?

Ela permite estabelecer com probabilidade a dia de ovulação e o perfil térmico. Se ela for monofazica, aplatizada, e claro que a ovulação não acontece.

 

O TESTE POSTCOITAL HUHNER E A GLERE CERVICAL

 

A glere cervical e uma dos mais importantes parâmetros da impregnação estrogênica preovulatoria

O teste Huhner, praticamente esta baseado nisso – ele explora a capacidade de penetração e sobrevivência dos espermatozóides na gléra cervical

Um parâmetro muito importante da gléra e a modalidade como ela cristaliza ao microscópio. Normalmente, no microscópio eletrônico a estrutura da gléra e reticular, igual uma rede (“tricot-like”). O aspecto desta “rede” e variável em função da fase do ciclo, e pelo que parece esta gléra aumenta ou diminui seus espaços em função da fase do ciclo – isto e

O teste Huhner tem que ser realizado com 3 dias mais ou menos da dia provável da ovulação.

 

INTERPRETAÇÃO:

NEGATIVO

0 espermatozóides no campo

DEFCIENTE

Espermatozóides imóveis ou movimento estático

MEDIO

1-5  espermatozóides no campo, vivos, que progridem

BOM

1-20 espermatozóides vivos e moveis

 

De fato, a valor deste teste consta na possibilidade de oerientar outras investigações

 

HISTEROSALPINGOGRAFIA

 

E um exame indispensável, memos não existir sinais de obstrução mecânica. Permite a avaliação anatômica do útero e das trompas, injectando uma substancia de contraste ascendete pelo canal cervical. Tem que ser feita ate dia 12 do ciclo, eliminando qualquer infecção genital e – ATENÇÃO !!! – a substancia de contraste contem iodo – testar a tolerância a iodo !

A histerosalpingografia autentifica a permeabilidade tubária, a substancia de contraste passando no peritônio. Ela  avalaia as dimensões, e estado do parede e da mucosa tubar.

As vezes, a histerosalpingografia desobstrua mesmo a via genital, sendo seguida de gravidez.

A histerosalpingografia tem alguns desvantagens:

 

Em conclusão – o medico praticamente, tem, desde a primeira consulta os pontos de referencia sobre o casal e já pode estabelecer uma estratégia de exploração, tanto para a mulher quanto por homem.

Muitas veses, porem, não existe nenhuma orientação e ai, os passos a ser seguidos são os anteriores. Se o teste Huhner não estiver satisfatório, uma espermograma vira necessária. As  investigações ulteriores do marido vão ser realizadas em função deste resultado.

 

METODOLOGIA DA EXPLORAÇÃO DO CASAL PRESUMIDO ESTERIL:

 

MULHER

HOMEM

A PRIMEIRA CONSULTA

INTERROGAÇÃO E EXAME CLINICO

INTERROGAÇÃO E EXAME CLINICO

A SEGUNDA CONSULTA

ESTUDO DA GLÉRA – Se for anormal, tratamento

Se for normal, teste

Hahner (pos-coital) èè

Se o teste pos-coito for normal – histerosalpingografia

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Se a histerosalpingografia for normal – exames hormonais

ESTUDO DE CRESCIMENTO DA ESPERMA

AS CONSULTAS ULTERIORES

 

 

Se o teste pos-coital for normal, ESPERMOGRAMA:

Azoospermie?

Oligoastenospermie?

Imunidade cruzada?

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Avaliação andrológica

Outras consultas:

ESTUDOS SINTETICOS

 

 

 

ESTERILIDADE HIPOTALAMO-HIPOFISO-OVARIANA

 

Proporção entre os casos de esterilidade feminina: 1:5 casos

    1. Lesões orgânicas do ovulo
    2. Distúrbios de funcionamento do eixo hipotálamo-hipofiso gonadico

 

Indicios:

    1. Os ciclos menstruais são desregulados
    2. A curva térmica e anormal
    3. O teste pos-coital Huhner e normal (claro!)
    4. Histerosalpingografia e normal
    5. A gléra cervical não apresenta modificações de ovulação (filante, clara, aspecto de folha de samambaia ao microscópio)
    6. A biopsia de endométrio avalia as mudanças do endometro produzidas na fase folicular (impregnação hormonal) eventual presença de doença TBC, anomalias histológicas, especialmente vasculares
    7.  Celioscopia, e, de fato, um exame dos ovários. Podemos avaliar a forma, descobrir sinais de ovulação ou descobrir aspectos anormais ovários esbranquiçados, com aspecto de porcelana (caso do síndrome de Stein – Leventhal), endometriose ovariana

 

Uma vez que suspeitamos de esterilidade HHO os dosagens hormonais viram indispensáveis:

 

AVALIAÇÃO DOS OVARIOS:

  1. Pregnandiol urinário – na fase proliferativa ele tem um nível de 0,9 mg/24horas. Mais depois passa a 6-7 mg/24 horas durante a fase secretória.

E claro que vamos medir esse hormônio na fase lútea. Se os valores dele forem menores de 3 mg/24 horas na fase secretória, então trata-se de uma INSUFICIENCIA PROGESTATIVA

    1. Progesterona plasmático chega ate a 15 mg  na segunda parte do ciclo. E a modalidade mais simples de comprovar a ovulação. Um nível inferior ou igual a 10 já indica uma DISOVULAÇÃO.
    2. Os valores dos estrogênios na urina, também podem ser utilizados, enquanto aumentam ate 75 mg/24 horas durante a ovulação, também os plasmáticos. Embaixo de 10 mg indica AUSÊNCIA da ovulação
    3. Os andrógenos – as dosagens podem indicar hiperandrogenia, se for muito altos (acima de 15 mg/24 horas). Hiperansrogenia pode ser suprarenal ou ovarian, a diferenciação fazendo-se pela dosagem do diidroepiandroesterona (DHEA)
    4. Androstendiona (normal 1,5 nanogramas) - plasma
    5. Testosterona livre - plasma
    6. Deidrotestosterona (0,4-0,5 nanogramas) – plasma
    7. Deidroepiandrosterona (DHEA) 200 nanogramas
    8. 17-hidroprogesterona (0,5 mg na primeira parte do ciclo, 3 mg na ovulação e 4 mg na segunda parte do ciclo

 

AVALIAÇÃO DO EIXO HIPOTALAMO-HIPOFISARIO

Tem como objetivo medir os níveis de FSH, LH e prolactina.

O dosagem urinário de FSH e LH normalmente mostra valores entre 30-40 UI. Durante a ovulação este nível muda, chegando a 120 UI/24 horas

O dosagem plasmático mostra valores variáveis de FSH e LH (1-5 mUI/ml ate 40-60 mUI em ovulação, e depois de novo 2 mUI/ml)

Os dosagens de prolactina – os valores normais são em volta de 5-20 mg. Se for  descoberta uma hiperprolactinemia, tem que fazer dosagem de TSH, para descobrir se existe ou não alguma insuficiência tireóidea. Tambem na suspeita de hiperprolactinemia tem que fazer radiografia de sela turca e também um exame do campo visual. A razoa e descobrir se existe adenomas hipofisarios que podem ser submetidos depois a cirurgia

 

TESTES DINAMICOS:

    1. Teste de estimulação/inibição (Jayle)
    2. Proba com Clomifeno
    3. O teste de LH-RH

 

TESTE DE ESTIMULAÇÃO – INIBIÇÃO:

 

Mostra o potencial maximo dos ovários

No  período da platéia hipertérmica administramos 5000 UI HCG, junto com 5 comprimidos de dexametasona.

Se o teste for normal, aparece um estado pseudo-gestativo, caracterizado pelo dobramento do nível dos estrogênios e do pregnandiol,por causa da estimulação do corpo amarelo. Se o teste for negativo então provavelmente que temos que pensar numa insuficiência de corpo lúteo latente..

 

A PROBA COM CLOMIFENO:

 

Principio: O clomifeno determina aumento do LH-RH, resultando aumento do FSH e aumento dos estrogênios.

Modalidade: Administrar Clomifeno100 mg/zi 5 dias, e no sétimo dia depois parar o tratamento medir os estrogênios. A resposta normal seria o aumento do FSH e LH.Se a resposta for insuficiente a causa patológica eovariana.

 

O TESTE COM LH-RH

 

E uma replica do teste com CLOMIFENO – usa mesmo LH-Rh para ver se ele tem efeito sobre os ovários. Consta em injetar e.v. 100 mcg LH-RH e depois dosear FSH e LH plasmático 15 minute antes de injeção, no momento da injeção e30, 60 120 minutos depois.

Normal,o LH tem que aumentar rapidamente ate 300-400% acima do normal e o FSH com 150%.

E logico que, sea resposta for inconforme, o culpado e o hipotalamo que não responde mais ao estímulos de controle, neste caso, ao LH.

 

CONCLUSÃO:

 

Depois os testes hormonais podemos descrever 4 quadros biológicos:

  1. Anovulação de origem baixa (ovario poliquistico)
  2. Menopausa precoce ou disgenesia gonadica
  3. Hiperprolactinemia de origem hipofisaria
  4. Outras causas hipotálamo-hipofisarias

 

ESTROGENIOS

PROGESTERONA

ANDROGENIOS OVARIANOS

GONADOTROFINAS

PROLACTINA

ANOVULAÇÃO DE ORIGEM BAIXA (TIPO OVARIO POLIQUISTICO)

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MENOPAUSA PRECOCE OU DISGENESIA GONADICA

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HIPERPROLACTINEMIA

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OUTRAS CAUSAS HIPOTÁLAMO-HIPOFISARIAS

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Conclusão: A etiologia da esterilidade hipotálamo-hipofiso-ovariana pode ser:

  1. De etiologia ovariana
  2. De etiologia hipotalâmica
  3. De etiologia hipofisaria

CAUSAS OVARIANAS DA ESTERILIDADE FEMININA

Varias vezes a esterilidade esta confundida com a amenorreia.

 

Também, outra causa de amenorreia secundar e disgenesia ovariana, sendo ela encaixada no contexto clinico de uma doença genética.

De fato, as hipoplasias ovarianas tem três tipos de formas clinicas:
A menopausa precoce (síndrome de déficit precoce ovariano)
A displasia olfato-genital (síndrome de Kallmann Moriser). Neste caso, ainda existe um numero de folículos primordiais. Diferente do síndrome de Turner, neste caso o cariótipo e normal.
A função do ovário sendo quase nula, isto engana os centros hipofisarios que secreta hormônio estimulante (FSH e LH) em excesso, o que e a característica comum da disgenesia precoce e a doença primitiva do ovario.

As duas tem como mecanismo fisiopatológico seja uma anomalia do controle hipotálamo-hipofisário, seja um distúrbio de receptividade ovariana. De qualquer jeito, resultam ciclos anovulatórios, sem variação térmica nenhuma.
A insuficiência pode afetar tanto a componente estrogênica, quanto a componente lútea, ou pode ser bipolar. Mas importante para nosso sujeito e a insuficiência lútea (a secreção de progesterona na segunda fase do ciclo menstrual)

CAUSAS HIPOFISARIAS DA ESTERILIDADE FEMININA

Na maioria das vezes são tumores hipofisarios, que devem ser bem estudadas, porque o achado de um tumor hipofisario ou causa hipofisaria de amenorreia contraindica absolutamente os indutores de ovulação.
A radiografia selar tem que ser considerada no caso que existe o hiperprolactinemia ou constata-se uma galactorreia.
Hiperprolactinemia, por exemplo, pode ser visualizada na radiografia de seala como:

O exame de escolher neste caso seria a tomodensitometria – ela pode visualizar tumores maiores de 5 mm.
Na síndrome do Sheehan (necrose isquêmica da hipófise) existe varias vezes a possibilidade de um síndrome parcelar que afete somente a área gonadotrópica.
Na síndrome amenorreia – galactorreia ( que pode ser determinado pelas algumas drogas – reserpina ou sulpirida) ou representa um adenoma cromófobo. Depois o parto realiza o síndrome Chiari Frommel, de etiologia desconhecida.

CAUSAS HIPOTALAMICAS DA ESTERILIDADE FEMININA

São baseadas, em maioria dos casos em anomalias psicogenas.

Como diagnosticamos uma amenorreia hipotalâmica?

No exame clinico podemos constatar:
Uma amenorreia mental
Uma amenorreia psicogena determinada pelo um choque
Uma amenorreia persistente depois largar as estroprogestativas
Amenorreia associada ou não a uma galactorreia provocada pelas drogas psiquiátricas.

 

ESTERILIDADE TUBARIA

 

Representa mais de 40% da esterilidade conjugal.

Sinais:
Anamnese:

Investigações paraclinicos:

No primeiro lugar entre as causas de esterilidade tubária é a obstrução tubária (completa ou incompleta), a única solução terapêutica sendo cirurgical.
As lesões gonocócicas são normalmente bilaterais e danifica profundamente a mucosa tubária, dando hidrosalpinx e obliteração do corno uterino.
As infecções com Chlamidia e Mycoplasma foram incriminadas recentemente na etiologia das obliterações tubárias.
A tuberculose genital – a lesão tubária associa frequentemente uma lesão uterina concomitante – pode aparecer fora de qualquer infecção tuberculosa aparente !
Finalmente as infecções pos-aborto são causadas especialmente pelo estreptococo – o germe pode causar peritonite e pelviperitonite, abcesso  pélvico, o fundo de saco Douglas, tromboflebites pélvicas e septicopiemia. O dano tubário, normalmente e unilateral e não e muito importante.

As causas da esterilidade tubar diminuíram muito uma vez que a gonococia, a mais importante causa de obstrução tubária esta sendo tratada com penicilina. Infelizmente, no ultimo período constata-se uma recrudescencia da infecção.
O TBC salpingoperitoneal também diminuiu muito por causa da vaccinação BCG
A incidência da Mycoplasma e da Chlamidia aumentou muito na etiologia da obstrução tubária
FINALMENTE – a continua e não inspirada lei anti-aborto que funciona no Brasil aumentou muito o numero dos abortos criminais, sendo um motivo para o aumento das infecções pos-aborto. Na Europa, a liberalização do mesmo procedimento diminuiu em 2/3 as causas de esterilidade secundaria pos-aborto. O Brasil recusa-se de reconhecer a verdade destes dados, continuando, em virtude de uma mimada preocupação para a moralidade e cristianismo, desrespeitar o direito legitimo da mulher de escolher se uma gravidez intempestiva e ou não e própria para o futuro dela.

 

ESTERILIDADE UTERINA

Os fatores uterinos representam, de fato, uma causa de infertilidade e menos de esterilidade, já que mais que tudo, o que influencia a nidação e a estabilização do ovo.
As deformações e a patologia associada realizam obstáculos mecânicos que impedem o ovo de se fixar estável na cavidade.

EXAME CLINICO:

Vamos avaliar o volume, a morfologia, a consistência e a posição do útero.

EXAMES COMPLEMENTARES:

A ETIOLOGIA DA ESTERILIDADE

A esterilidade uterina pode ser determinada pelo:

Incluem as malformações uterinas, as aplasias, útero bicorne, didelf, septado, unicorne. Normalmente são descobertas pela histerosalpingografia.
Exceto ao síndrome de Maier Rokitanski Kuster, todas as malformações sã fatores de abortos repetitivos, menos de esterilidade mesmo.
As hipoplasias uterinas – definidas como úteros com cumprimento menos de 70 mm também e mais fator de aborto que de esterilidade.

Descobertas especialmente pela CELIOSCOPIA, representa uma das causas de esterilidade, especialmente constituindo-se num fator mecânico.

A fibromioma pode causar esterilidade, comprimindo o segmento tubario. A mesma coisa pode causar um pólipo.

Endometrites (específicos e não específicos)

Endometrite não específicos – com germes banais – conseqüência das explorações intra-uterinas (curetagem, HSG) efetuadas sem uma boa assepsia

Endometrites específicos – normalmente são de etiologia tuberculosa, normalmente são associados com lesões tubárias. Normalmente causam sinequias uterinas extensas e dificil de tratarSinequias – uma outra anomalia do endométrio, normalmente aparecem em seguida dum curetagem pos-parto. O diagnostico esta estabelecido normalmente pela histerosalpingografia

 

 

ESTERILIDADE VULVO VAGINAL E CERVICAL

 

 

As anomalias vulvo-vaginais e cervicais são as mais freqüentes causas de esterilidade, mas também as mais fácil de descobrir.

Fatores vulvo vaginais:

  1. Orgânicos, mecanicos
  2. Funcionais
  3. Infecciosos

 

FATORES MECANICOS

Normalmente são malformações que, na maioria dos casos são reconhecidas desde a puberdade – manifestando-se com hematocolpos (retenção de sangue menstrual.

As formas morfopatologicas podem ser:

  1. SEPTOS
  1. AGENESIAS
  2. APLASIAS VAGINAIS (ROKITANSKI KUSTER)
  3. IMPERFURAÇÃO HIMENAL
  4. LESOES CICATRICIAIS

 

FATORES FUNCIONAIS

  1. MALFORMAÇÕES – nesta categoria entram as atresias e as aplasias
  2. CERVICITES E DIPLASIAS – provavelmente obstruindo os orifícios das glândulas, modificando-se as propriedades daglera, do pH e da celularidade que podem constituir-se num obstáculo por espermatozoides
  3. ESTENOSES E SINEQUIAS, POLIPOS DE COLO
  4. MODIFICAÇÕES FUNCIONAIS DA GLERA – que podem ser avaliados pelo teste pos-coital do Huhner – testes de penetração em vitro, direitos ou indiretos

TESTE DE PENETRAÇÃO EM VITRO (TESTE DE SEGUY E VIMEUX) – permite o estudo da presença e comportamento dos espermatozóides.  Se os espermatozóides conteúdos em glere são imóveis, enquanto a mobilidade deles e normal na espermograma, então provavelmente que trata-se (lógico !) de uma glere hostil (a glere “mata” os espermatozóides)

TESTE CRUZADO (PALMER) estudam, normalmente, o comportamento de uma doador fértil na glere de uma mulher estéril ou, do contrario, o comportamento  dos espermatozóides de um homem estéril na glere de uma mulher fértil.

 

EXISTEM DOIS TIPOS DE GLERE HOSTIL:

 

TIPO 1: glere gelóide, rica em células redondas, varias vezes conseqüências duma insuficiência secretória da glere. A causa pode ser, por exemplo, uma electrocauterização, curetagem, conização, amputação de colo

TIPO 2:  glere filante e límpida, impenetrável por espermatozóides, em qual os espermatozóides são rapidamente imobilizados.

De fato, a imobilização dos espermatozóides acontece por causa dos anticorpos presentes em glere, criando uma barreira imunitária. Comprovou-se já a presença de um anticorpo espermático que aparece na ovulação da mulher normal.

 

TRATAMENTO DA ESTERILIDADE FEMININA

DE CAUSA OVARIANA:

  1. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 

A patologia inflamatória tem que beneficiar de tratamento antiinflamatório e balnear prolongado.

 

O tratamento das anovulações e disovulações 

Tem que fazer uma seleção muito boa dos casos

Na maioria dos casos a insuficiência secretória ovariana e de origem hipotálamo-hipofisaria

PRINCIPIO; Indutores de ovulação: CLOMIFENO ou GONADOTROFINAS mais HCG.

O tratamento tem que ser dirigido pelo medico especializado no tratamento da esterilidade.

O tratamento começa com a administração do CLOMID, cujo efeito e menos aleatório, em seguida tratando a paciente com HCG. O procedimento tem que ser repetido três vezes, normalmente – se não dar certo, então podemos abandonar-lo (falha da terapia).

O principio de funcionamento do CLOMID e a ação antiestrogênica endógena. . Isto determinara o aumento da secreção do FSH , com maturação folicular consecutiva. o nível dos estrogênios, chegado a um nível, podem induzir a secreção do LH que determina a ovulação mesmo.

As pacientes que tenham sido hipoestrogênicas durante longo período podem necessitar pré-tratamento com estrogênios para obter um endométrio mais normal.

As pacientes com sensibilidade anormal às gonadotrofinas hipofisárias (síndrome de ovário policístico) podem necessitar de menor dose ou menos tempo de tratamento com clomifeno. Dose usual para adultos: 50mg por dia durante 5 dias, começando no quinto dia do ciclo menstrual; se não ocorrer a ovulação, a dose deverá ser aumentada para 100mg por dia durante 5 dias, podendo chegar até 250mg por dia.

Doses maiores que 100mg por dia durante 5 dias foram associadas com uma maior incidência de efeitos colaterais.

PUREGON:

O tratamento com PUREGON deve ser iniciado sob supervisão de um médico especialista em tratamento de problemas de fertilidade. PUREGON pode ser administrado de forma isolada ou em combinação com análogo de GnRH para evitar luteinização prematura.No último caso, especialmente quando usar um agonista de GnRH, uma dose de tratamento total mais alta de PUREGON pode ser necessária para atingir uma resposta folicular adequada. A experiência clínica com PUREGON é baseada em até 3 ciclos de tratamento nas duas indicações

Anovulação:

Em geral, é recomendado um esquema de tratamento seqüencial, geralmente iniciado com a administração diária de 50UI de PUREGON, dose que deve ser mantida durante no mínimo 7 dias. Se não for detectada uma resposta dos ovários, a dose deve ser incrementada gradualmente até o crescimento folicular e/ou os níveis de estradiol indicarem uma resposta farmacodinâmica adequada. É considerada ótima a velocidade de aumento da ordem de 40-100% ao dia. A dose eficaz diária é então mantida até que sejam atingidas as condições de pré-ovulação. As condições pré-ovulatórias são atingidas quando há evidência ultra-sonográfica de um folículo dominante de pelo menos 18mm de diâmetro e/ou quando os níveis de estradiol plasmático de 300-900 picogramas/ml (1.000-3.000 pmol/l) são atingidos. Normalmente, 7 a 14 dias de tratamento são suficientes para atingir este nível. A administração de PUREGON é então interrompida e pode-se induzir a ovulação, administrando-se hCG. Se o número de folículos responsivos for muito alto ou os níveis de estradiol aumentarem muito rapidamente, mais que o dobro ao dia durante 2 ou 3 dias consecutivos, a dose diária deverá ser diminuída. Como os folículos com mais de 14mm podem produzir gravidez, múltiplos folículos pré-ovulatórios com mais de 14mm aumentam o risco de gravidez múltipla. Nesse caso, deve-se suspender a hCG para evitar gestações múltiplas.

Hiperestimulação controlada do ovário em programas de reprodução assistida: vários protocolos de estimulação podem ser empregados. Geralmente uma dose inicial de 100-200UI é recomendada pelo menos para os primeiros quatro dias de estimulação.Daí em diante, a dose deve ser ajustada individualmente, baseada na resposta ovariana. PUREGON pode ser usado isoladamente ou em combinação com agonista GnRH para prevenir a luteinização prematura. Nesse último caso, um tratamento com dose total maior pode ser necessário para atingir uma resposta folicular adequada. A maturação dos folículos é monitorada por ultra-sonografia e pelos níveis plasmáticos de estradiol. Quando a avaliação ultra-sonográfica indica a presença de, ao menos, três folículos de 16-20mm, e a resposta de estradiol é boa |níveis plasmáticos de aproximadamente 300-400 picogramas/ml (1.000-1.300pmol/l) para cada folículo com um diâmetro maior que 18mm|, faz-se a indução da fase final da maturação folicular administrando-se hCG. A recuperação dos oócitos é realizada após 34 a 35 horas.

PERGONAL

Indutor da ovulação

Apresentações.

Amp. cx. c/1 de 75UI e 150UI + dil.

Composição.

Cada amp. sob a forma liof.: FSH (hormônio folículo-estimulante) 75UI e 150UI, LH (hormônio luteinizante) 75UI e 150UI.

METRODIN HP

Indutor da ovulação

Apresentações.

Liof. amp. cx. c/1 de 75UI e 150UI + dil.

Composição.

Cada amp. sob forma de pó liof.: urofolitrofina (FSH urinário altamente purificado) 75UI e 150UI, lactose 10mg.

 O perigo do tratamento com estimuladores de ovulação (especialmente quando falamos de gonadotrofinas e a hiperestimulação ovariana. Podemos avaliar os resultados pelas mudanças da glere mas o melhor critério para avaliar o resultado da indução ovulatorio e a gravidez mesmo.

 

TRATAMENTO COM INDUTORES DE LH-RH

E um tratamento difícil a ser seguido , enquanto os indutores de LH-RH são rapidamente metabolizados – a esperança constaria em, utilizar micro-bombas que injetem quantias pequenas de produto.

 

TRATAMENTO CIRURGICAL:

  1. evacuação dos eventuais tumores
  2. reseção cuneiforme dos ovarios (sindrome do Stein-Leventhal)
  3. suprarenalectomia bilateral (caso do Cushing)

TRATAMENTO DA ESTERILIDADE HIPOFISARIA

As hiperprolactinemias sem adenoma beneficiam de tratamento com bromocriptina (PARLODEL), agonista de dopamina que diminui a secreção de prolactina, aumentando a secreção dos outros hormônios tróficos hipofisarios.

O tratamento começa com doses pequenas de Parlodel, 1 comprimido por dia, chegando a 30-40 mg/dia.

Em seguida, a galactorreia some, apareçam os ciclos e as menstruações. O perce4ntagem de gravidezes e elevado – 82-85%. Em 1-2 anos de terapia as prolactinomas podem regredir – a cura não e, porem, definitiva – varias vezes tem recaídas.

 

TRATAMENTO DA ESTERILIDADE HIPOTALAMICA

Na maioria deles, o tratamento hipotalâmico e baseado em psicoterapia. Caso de amenorreia iatrogena, claro, precisamos interromper a medicação causadora de amenorreia.

A administração de LH-RH tem efeito dobro, tanto diagnostico quanto terapêutico, restabelecendo um ciclo hormonal normal, pou pelo menos uma secreção estrogênica tipo ovulatorio.

 

O TRATAMENTO DA ESTERILIDADE TUBARIA

Tem que prestar muita atenção no diagnostico e eliminar outras causas de esterilidade antes de conclusionar que a cauisa e tubária. Não submete uma mulher ás investigações inúteis e incompletas.

 

  1. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO:

Repouso no leito para descongestionar o pelve

Vacinas e estimulantes da imunidade leves

Antibióticos

Substancias antiinflamatórias

Tratamento balear

 

Se for implicação do TBC, as lesões tem que ser tratadas especificamente durante pelo menos 18 meses.

Uma grande utilidade tem a perfusão útero-tubaria, realizada com o aparelho Schultze para histerosalpingografia. As soluções usadas contem penicilina, ampicilina, tetraciclina, hidrocortisona por causa do efeito antiinflamatório deles. Também, pode ser misturada na solução de perfusão soro fisiológico, xiliona 1%, hialuronidase e alfaquimotripsina, enzimas proteolíticas que podem ajudar em desobstrução.

 

TRATAMENTO CIRURGICAL

O que não pode ser resolvido com terapia medicamentosa pode beneficiar de cirurgia de repermeabilização – as vezes, a única modalidade de suprimir o obstáculo tubário.

A cirurgia plástica da tuba tem que ser precedida de uma avaliação completa para ver se  a causa da esterilidade não e outra ou não existe uma associada que faria inútil a intervenção cirúrgica.

Por isso, NUNCA não pode fazer esta cirurgia se não foram ainda tratadas as lesões infecciosas associadas. Tudo tem que ser comprovado com culturas bacterianas. Caso de infecção com Chlamidia, e obrigatório que a infecção seja erradicada. O parceiro também vai ter que se submeter a terapia.

CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS DA CIRURGIA DAS TUBAS:

      1. Idade acima de 37 anos
      2. Etiologia tuberculosa da obstrução
      3. Outras causas de esterilidade associadas
      4. Persistência de qualquer processo inflamatório pélvico
      5. Salpingolises
      6. Salpingostomias
      7. Implantações tubo-uterinas
      8. Implantações ovário-uterinas

Entre os procedimentos a salpingolise da o melhor resultado (20-50%)

A MICROCIRURGIA TUBARIA

No caso da microcirurgia tubaria a reparação da tuba e quase perfeita, a fisiologias e a anatomia da tuba e conservada e a seletividade da intervenção e muito melhor.

Contudo o tratamento microcirurgical não tem chance de êxito se as lesões da tuba forem muito extensas.

O TRATAMENTO DA ESTERILIDADE DE CAUSA UTERINA

Em caso de anomalias de desenvolvimento, a patologia das malformações uterinas (útero bicorne, útero septado, útero comunicante) a cirurgia e o método de eleição.

As hipoplasias uterinas, difícil de tratar, beneficiam de tratamento com estroprogestativos, durante alguns meses, criando uma pseudogestação hormonal.

As deviações uterinas, a não ser associadas com dano pélvico, não beneficiam de tratamento operatório.

Entre as lesões mai importante a fibroma precisa de tratamento cirúrgico, constando em miomectomia simples ou múltiplas, evitando mais que possível abrir a cavidade (melhor utilizar a celioscopia).

O tratamento da endometriose – normalmente e medical com estroprogestativas, alguns meses

Quanto as endometrites – especialmente as endometrites com germes banais, ne-especificas, beneficiam de tratamento antibiótico depois a preservação biológica e antibiograma. A endometrite tuberculosa e as seqüelas (sinequias) raramente isoladas, tem prognóstico ruim, mesmo depois um tratamento antituberculoso bem dirigido. Finalmente, as sinequias uterinas pos-traumaticas e pos-infecciosas podem ser resolvidas tanto via abdominal quanto por via baixa. O tratamento vai ser completado obrigatório administrando estrogênios e antibióticos.

 

O TRATAMENTO DA ESTERILIDADE DE ORIGEM VULVO-VAGINAL OU CERVICAL

Podemos utilizar a colposcopia, a biopsia de colo, a electrocoagulação, podem resolver não somente a doenças mais sim a esterilidade.

As estenoses de colo e as sinequias parciais do canal cervical são tratadas pela dilatação mecânica durante 12-24 horas.

Na patologia das gleres, nas gleres insuficientes precisamos de tratamento hormonal (estrogênios). Se isto não e suficiente, indicamos a inseminação artificial, indicada tambem em caso de incompatibilidade glere-esperma.

A ESTERILIDADE MASCULINA

A esterilidade masculina, isto e, a impossibilidade do homem de procriar não e uma eventualidade tão rara. A incidência e em vota de 30-40% dos casos de esterilidade.

O que e característico por essa parte do capitulo da esterilidade e que, na maioria dos casos, se o homem estiver submetido a um exame clinico competente e atento, existe uma causa bem definida, o que de bom prognostico. Também na maioria das vezes, se a esterilidade for tratada corretamente, ela acaba sendo curada e a função reprodutiva chega a ser quase normal ou normal mesmo.

O teste pos-coito e a espermograma são os principais instrumentos para avaliar a vitalidade dos espermatozóides. O diagnostico de esterilidade masculina e evocado em presença de um teste pos-coito patológico.

A espermograma só vai confirmar a responsabilidade do homem se o teste pos-coito estiver negativo.

A ANAMNESE vai procurar dados relativos ao:

O EXAME GENITAL vai procurar se existe pênis infantil, testículos modificados. Verifique o escroto os canais deferentes, próstata e vesículas seminais (eventualmente, use o toque retal).

A mesma importância tem o exame clinico geral aonde o medico tem que avaliar qualquer mudança no padrão estatural do paciente (adiposidade, pilosidade ou ausência da pilosidade, distribuição, etc)

 

ESPERMOGRAMA

Tem que ser feita em laboratório especializado, depois uma abstinência de  2-4 dias. Depois, a esperma prelevada será examinada 5-10 minutos depois a ejaculação, quando normalmente surge uma liquidificação. Isso representa também um importante indicio, porque, se o fenômeno de liquidificação não acontece já podemos falar em distúrbio imunológico.

A espermograma vai avaliar as seguintes:

 

 

ESPERMOCULTURA

A espermocultura e necessária quando suspeitamos de uma pioespermia – ou seja, quando a celularidade leucocitária e muito alta (mais de 103 leucócitos/centímetro cubo)

 

BIOQUIMICA DA ESPERMA

A frutose e o magnésio abaixam muito em vesiculite. A ausência total provavelmente que significa agenesia das vesículas seminais.

Normalmente, a frutose tem um titulo de 280 mg/ml

A fosfatase acida e o zinco diminuem em prostatite, também a concentração do acido cítrico

A carnitina e sintetizada em epidídimo e nas vesículas seminais. Uma concentração normal a um sujeito azoospermico esta em favor da integridade das vias secretórias. A ausência da carnitina indica, provavelmente uma epididimite.

Em conclusão, a espermograma representa o ponto de partida para qualquer investigação etiológica da esterilidade masculina.

Caso que a etiologia de uma espermograma não pode ser descoberta, será necessário repetir-la depois três meses para comprovar o dano constante sobre a função dela.

 

O LABORATORIO:

 

Existem três situações:

 

Relembremos que o nível normal de FSH ao homem e de 0,9 – 15 UI/l ou seja 0,9 – 15 mUI/ml e de LH 1,3 – 13 mUI/ml.

 

PROVAS FISIOLOGICAS

Existe aqui também a prova de estimulação, idêntica com a prova Yayle por ovário – isto avalia as provas de resposta testicular por estimulação hipofisario. A prova de estimulação testicular com gonadotrofinas coriônicas e associada com a freada da suprarenal utilizando doses de cortisonico (dexametasona). Podemos descobrir:

Se tiver um hipogonadismo primário e claro que o testiculo nem vai responder a estimulação. Se o hipogonadismo e causado pela baixa estimulação gonadotrófica o testículo responde teoreticamente aos estímulos.

Também pode ser realizada a prova com LH-RH, mas esse teste so tem importância em duas situações:

 

 

BIOPSIA TESTICULAR

E raramente utilizada hoje, exceto os casos que precisam de uma avaliação suplementar da spermatogenese, e também antes de decidir uma intervenção restauratoria.

A biopsia permite a vizualização dos tubos seminíferos, células Sertoli e as células germinais

O tecido conjuntivo tubário

As células do Leydig

 

RADIOGRAFIA SELAR

E indispensável se existir uma hiperprolactinemia ou na frente de uma insuficiência gonadotrópica

TOMOGRAFIA E O EXAME DOPPLER

Podem descobrir se existe ou não uma varicocele.

PESQUISAS GENETICAS

Avaliar uma eventual anomalia cromossômica, mas e so de interesse diagnostico, porque se for um deficit deste tipo, não e nada a fazer.

 

PESQUISAS IMUNOLOGICAS

Se a esperma apresenta autoaglutinação depois a homogenização.

 

  1. Pesquisa de outras doenças metabólicas ou endócrinas:
  2. Ver se existe algum diabete, doseando a glicemia, não somente em jejum, mas pela hiperglicemia provocada
  3. Ver se existe alguma dano tireoidiano doseando a tiroxinemia livre e iodotironina ou TSH

 

A ETIOLOGIA DA ESTERILIDADE MASCULINA

OLIGOASTENOSPERMIA

A mais freqüente, a limite e difícil de estabelecer. Em pratica admite-se que ela comece abaixo de 20 milhões espermatozóides/ml e astenospermia abaixo de 60% . A associação deles e extremamente freqüenta.

Oligoastenospermia pode ter as seguintes causas:

 

TERATOSPERMIA

Se uma parte das teratospermia, na maioria dos casos tem causa desconhecida, apesar de teratoespermia ter como freqüente causa um varicocele

AZOOSPERMIA

Raramente encontrada e caracterizada pela ausência dos espermatozóides em dois exames sucedidos nas mesmas condições. As aspermias são relacionadas ora com obstrução dos canais excretores ora com dano secretório testicular.

As infecções com Chlamidia, mais freqüentes que a gonococia e a tuberculose, hoje, podem não ter manifestação clinica mas danificar a próstata e o epidídimo.

Malformações congênitas, agenesia de cordão epdidimario ou de canais deferentes

Distriofias (microcistos ou cistos grandes de epididima)

Isto e, a azoospermia secretória esta dividida em duas classes etiológicas: o hipogonadismo primário de origem baixa (testicular) e o hipogonadismo hipogonadotropo de origem alta, hipotálamo-hipofisario

O exame pode mostrar um testículo anômalo, anorquidia congenital (ausencia dos testículos), testículos disgeneticos rudimentarios, muitas vezes síndrome de Klinefelter, mas a causa mais freqüente e uma orquite urliana bilateral ou criptorquidia

 

 

OUTROS FATORES DE ESTERILIDADE

O volume grande da esperma, distúrbios do coito com ejaculação retrograda, anejaculação ou ejaculação precoce.

Finalmente, 30% das esterilidades do homem não tem explicação

TRATAMENTO DA ESTERILIDADE MASCULINA

 

O tratamento da esterilidade masculina vai ser começado somente depois uma avaliação clinica completa, e o casal vai ser informado sobre as chances de dar certo.

As etiologias que mais dão resultados favoráveis são:

 

ANTIBIOTERAPIA

E o tratamento a ser eleito no caso de doença infecciosa, sem obstrução. Normalmente e um tratamento difícil a fazer, porque tem que ser prolongado e as vezes repetido ou modificado em função dos resultados clínicos bacteriológicos e sorológicos.

A Chlamydia e as Mycoplasmes beneficiam de tratamento com tetraciclina, mais especialmente com doxiciclina, durante mínimo 21 dias, mas a resposta por esse tratamento não pode ser apreciada mais cedo de 2-3 meses de tratamento.

TERAPIA HORMONAL

As gonadotrofinas são muito úteis para o tratamento das azoospermias secundarias a insuficiência hipotálamo-hipofisaria, mas SEM HIPERPROLACTINEMIA (hipogonadismo hipogonadotropo).

O tratamento consta em administrar :

 

CIRURGIA

E, de fato a cirurgia das vias espermáticas e do testículo.

O tratamento cirurgical do varicocele cura a esterilidade se esta for causada pela doença. E mais freqüente na esquerda – o tratamento consta em ligatura via inguinal da veia espermática.

A varicocele é a dilatação das veias do plexo pampinifiorme (que fazem a drenagem do sangue dos testículos). É a principal causa de infertilidade masculina e daí a sua importância no diagnóstico e tratamento do casal.

Ela atinge aproximadamente 15% da população, mas nem todos estes homens terão infertilidade como decorrência da doença. Estimamos que somente 15% dos homens com varicocele irão apresentar algum grau de infertilidade. A varicocele é mais proeminente à esquerda, mas é muito comumente identificada bilateralmente.

Devido a uma falha nas válvulas das veias do plexo pampiniforme, ocorre refluxo do sangue que deveria voltar para o coração através da veia renal (à esquerda) ou da veia cava (à direita). Assim, as veias testiculares ficam dilatadas, conferindo o aspecto de "saco de minhocas" ao escroto.

 


Existem diversas teorias que explicam como a varicocele gera infertilidade e entre as mais aceitas, temos:

   - Aumento da temperatura do escroto (os testículos ficam fora do corpo porque precisam de uma temperatura 0,5º C menor do que o resto do organismo para funcionar adequadamente)

   - Dificuldade na drenagem de substâncias tóxicas da circulação, devida à falha na circulação causada pela varicocele

   - Produção de espécies reativas de oxigênio (radicais livres), muito tóxicas para os testículos. O diagnóstico é clínico e não é necessário nenhum tipo de exame subsidiário para isso. Um médico experiente e acostumado a lidar com a doença pode facilmente diagnosticá-la pelo exame físico, que deve ser feito com o paciente de pé e em uma sala com boa luminosidade e aquecida

Tratamento:

A correção cirúrgica da varicocele, com o intuito de melhorar o potencial de fertilidade masculino, é bastante empregada atualmente. Existem para tanto, várias abordagens cirúrgicas, sendo a maioria delas executadas sem o auxílio de microscópio. Embora possam ser executados com segurança, todos os procedimentos que não utilizam nenhum recurso de aumento óptico exigem a abertura dos músculos do abdome, determinando um pós-operatório longo e relativamente doloroso.

Todavia, se empregarmos o microscópio cirúrgico para corrigirmos o refluxo venoso da varicocele, o procedimento poderá ser realizado através de uma pequena incisão (+/- 2,0 cm). A partir deste momento, com o auxílio do microscópio de microcirurgia, é possível identificar com segurança as veias, os linfáticos e as artérias, tornando o procedimento mais seguro e com melhores taxas de sucesso.

A ligadura inadvertida de uma atéria irá cessar o fluxo de sangue que alimenta o testículo e assim irá gerar falência testicular definitiva e irreversível. Com o uso de microscópio, as artérias são identificadas com maior facilidade e preservadas.
A ligadura de vasos linfáticos também é um problema quando não utiliza-se o microscópio, pois ela irá gerar acúmulo de líquido linfático no escroto, a chamada hidrocele, que além de ser esteticamente feia, pode ser dolorosa e requerer nova cirurgia. O local de escolha para a abordagem cirúrgica é o sub-inguinal (pouco acima do corpo do pênis). Vale lembrar que após a cirurgia as veias irão continuar dilatadas, pois não são retiradas, mas a doença foi tratada.
A taxa de sucesso em eliminar a varicocele é de 95% no pós-operatório. Ocorre melhora do sêmen em 75% dos casos e as taxas de gravidez podem atingir mais de 40%.

Não se deve operar varicocele nos dias atuais sem o auxílio de microscópio.

Vantagens da técnica microcirúrgica:

- Atinge todos os vasos do cordão

- Preserva linfáticos e artérias, impedindo a formação de hidrocele pós-operatória ou falência testicular (por ligadura inadvertida de artérias)

- Não secciona músculos (menor dor no pós-operatório)

- Menor índice de recorrência quando comparada com outras técnicas

- Recuperação pós-operatória muito rápida (um dia)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem bons resultados, se a obstrução e alojada na extremidade proximal do do epidídimo ou a porção distal do deferente.

Necessidade absoluta para operar – tem risco muito alto de tumor maligna e também pode curar uma esterilidade.

Vai ser praticada se existir alguma tumor hipofisaria com hipertensão intracraniana, compressão quiasmatica

Finalmente , por algumas oligoastenospermiaspodemos recomendar  meios terpeuticos com efeito psicogeno, mas que permitem melhoramentos:

ESTERILIDADE INTRATÁVEL

A avaliação de uma esterilidade e o tratamento dela são de longo prazo. Em caso de esterilidade definitiva, o casal vai ser informado imediatamente, para considerar a eventualidade de uma adoção ou inseminação artificial.

A INSEMINAÇÃO

A inseminação pode ser feita com esperma do parceiro ou com esperma de doador desconhecido.

 

INSEMINAÇÃO COM ESPERMA DO PARCEIRO

Indicaçoes:

Ejaculação retrograda

Oligospermias

Na ejaculação retrograda os espermatozóides podem ser extraídos da urina mesmo, alcalinizada prévio.

No caso de oligospermias vai ser recolhida a primeira fração da ejaculação, mais rica em espermatozóides.

INSEMINAÇÃO COM ESPERMA DO DOADOR

E indicada na esterilidade masculina definitiva, ou depois muitas falhas. A esperma de doador pode ser conservada em azoto liquido, conservando as qualidades depois o congelamento.

FECUNDAÇÃO “EM VITRO”

Um ou mais ovócitos humanos maturos, recolhidos pela celioscopia ou punção intraabdominal com controle ecográfico são postos em contato com a esperma dos parceiros.

Depois dois dias de contato, os ovos são introduzidos no útero na segunda parte do ciclo.

A fecundação em virtro e muito útil em caso de obstrução tubária irreversível, qual e a indicação major dela mesmo. Normalmente, os dois componentes sexuais tem que ser satisfatórios (tanto os ovócitos quanto os espermatozóides). Em caso de oligoastenospermias o metodo não serve.

As dificuldades técnicas fazem que a chance de ter um bebe com essa técnica seja somente 20%.

G. I. F. T. (Gamet Intra – Fallopian Transfer)

Ou, em português, fertilização com gametos alojados intra-tubar, e uma tecnica que usa ovocitos recolhidos na epoca preovulatoria, junto com espermatozoidos capacitados. Reportaram resultados melhores que a FIV, mas também o inconveniente e que não pode saber se a fecundação aconteceu ou não.

Z. I. F. T. (Zigot Intra – Fallopian Transfer)

Consta no alojamento, depois a fecundação em vitro do zigoto na tuba uterina, utilizando a celioscopia. E uma técnica muito útil na esterilidade imunológica.

 

 

MISODOR, 17 DE JULHO 2008

 

SAIR