A FISIOLOGIA DA LACTAÇÃO

I. Introdução

As glândulas mamarias são órgãos complementários do aparelho reprodutor feminino. A função delas e de secretar leite adaptado à nutrição do recém-nascido.
O desenvolvimento da glândula mamaria e a instalação de lactação são controlados pela sistema nervoso central. O controle da SNC se exercita sobre a função gonadotrópica da hipófise anterior. A estação de controle neuro-hormonal e o hipotálamo.
Existem três processos que condiciona a formação do leite:

A função da glândula mamaria resulta pela interação dos vários sistemas hormonais, antagônicas ou sinérgicas.

Unidade morfo-funcional da Mama

A Estrutura das Mamas

As glândulas mamárias, que têm como principal função a secreção do leite, estão situadas na parede anterior do tórax e se compõem de:
1·  Ácino - menor parte da glândula e responsável pela produção do leite durante a lactação;
·  Lóbulo mamário - conjunto de ácinos – a unidade morfofuncional da mama;
·  Lobo mamário - conjunto de lóbulos mamários que se liga à papila através de um ducto;
·  Ductos mamários - em número de 15 a 20 canais, conduzem a secreção (leite) até a papila;
·  Tecido glandular - conjunto de lobos e ductos;
·  Papila - protuberância elástica onde desembocam os ductos mamários;
·  Aréola - estrutura central da mama onde se projeta a papila;
·  Tecido adiposo - todo o restante da mama é preenchido por tecido adiposo ou gorduroso, cuja quantidade varia com as características físicas, estado nutricional e idade da mulher.

 

 

 

 

2OS  LÓBULOS  MAMÁRIOS  são a unidade secretora da mama.  São estruturas de contorno mais ou menos circular, circundados por estroma interlobular (tecido fibroso denso).  Cada lóbulo é constituído por ácinos situados no estroma intralobular.  Neste, o tecido conjuntivo é mais frouxo e contém uma população fisiológica de células inflamatórias crônicas, principalmente linfócitos. Este estroma responde às variações hormonais do ciclo menstrual normal, sendo mais edemaciado e com mais linfócitos na segunda metade do ciclo (influência combinada de estrógenos e progesterona). Fora da gravidez, como neste caso, os ácinos estão quiescentes.

 

 

 


3
OS  DUCTOS  MAMÁRIOS  drenam os lóbulos. Têm contorno irregular ou estrelado e também são constituídos por dupla população, de células epiteliais de revestimento (internas) e mioepiteliais (externas). Estas não formam uma camada contínua e se destacam pelo citoplasma claro, freqüentemente vacuolado.

 

 

 

 

 

 

 

 

A) MAMOGENESE

 

Crescimento e desenvolvimento da mama

A glândula mamaria chega a maturidade durante a gravidez, praticamente, nos primeiros 4-5 meses.
É o período em qual, praticamente apareçam as modificações da mama especificas para gravidez:

Complexo Hormonal da Lactação
Tem duas glândulas que agem para que a glândula mamaria funcione bem:

Relacionado disso existe dois hormônios adenohipofisarios relacionados com a mama:

Alguns dados experimentais, mesmo não muito accessíveis dirigiram os estudos a concluir umas relações entre o perfil fisiológico hipofisario e o perfil ovariano.

4

 

Esses dados científicos sugerem que a interação dos hormônios sobre o tecido mamário movimenta mecanismos moleculares complexos. A impregnação do tecido mamário com estrógenos ocorre antes da ação da prolactina, e a progesterona age de modo sinérgico com os estrógenos.
A hipófise, então, e a ponte indispensável para que os hormônios ovarianos possam agir. O fato que os hormônios da hipófise podem, induzir o desenvolvimento da glândula mamaria sem a ação dos hormônios ovários sugere que a hipófise e mais importante que os ovários para o desenvolvimento da glândula mamaria, apesar que os ovários são responsáveis para indução do estimulo inicial na pituitária.
O estrógeno e a progesterona, havendo um alto nível durante a gravidez, estimula os alvéolos e os ductos mamários.
E conhecido, também o fato que, praticamente, os estrogênios inibam a ação estimulante da prolactina, os altos níveis de estrogênio durante a gravidez inibem a secreção do leite. Do mesmo jeito age a progesterona, também, só que menos que os estrogênios.
Os estrogênios favorecem um desenvolvimento impetuoso do epitélio da glândula mamaria, mas isso necessita a presença da insulina. A diferenciação final das células do epitélio alveolar em células produtores de leite necessita a prolactina, mas somente depois a ação do cortisol e da insulina. Todo o processo reclama a presença de um nível mínimo de hormônios tireóideos.

O PAPEL DA PLACENTA EM MAMOGÉNESE
A placenta, durante a gravidez pode ter um papel muito importante no desenvolvimento – o hormônio lactogenio placentário (HPL) esta secretado pela placenta e liberado na circulação materna. A quantidade e de aproximadamente 1 g, mas ele tem um ciclo de reconstituição muito rápido. Ele tem efeito mamogenetico, utilizando nas animais de experiência a dose pode causar o desenvolvimento das mamas com uma intensidade quase igual ao STH.
Outras glândulas endócrinas tem efeito no desenvolvimento da glândula mamaria:

TIREOIDE

SUPRARENALA
Os esteróides da suprarenal não são essenciais para o desenvolvimento da glândula mamaria uma vez que a exereze do tecido suprarenal não influencia em nada a glândula mamaria. Em doses altas e possível que eles tem o mesmo efeito sobre o tecido mamário como os esteróides ovarianos têm.
Concluindo, o processo mamogenetico iniciado a puberdade e o resultado das sincronizações dos processos secretórios do componente central (hipotálamo-hipofisario) com o componente periférico (ovário-mama) do gonadostato.

B) A LACTOGÊNESE


A lactogênese e o mecanismo de inicio da lactação sendo um processo complexo, o mecanismo neuroendócrino não e esclarecido completamente nem hoje.
A lactogênese tem dois núcleos – endócrino e nervoso.
Após o parto, a ausência dos hormônios placentários libera a ação da prolactina. Então, a secreção láctea e um efeito de privação estrogênica.

Perfil da Prolactinemia no ciclo grávido-puerperal: fator inibidor da prolactina (PIF)

A lactogênese é o início da secreção de leite. A prolactina (PRL) desempenha um importante papel neste processo, liberando-se quando:

Os estímulos sensoriais são levados ao hipotálamo, onde se sintetiza:

Dois fatores possuem estreita relação com a liberação de PRL:

Para os animais de experiência e suficiente administrar prolactina e ACTH para conseguir a secreção láctea, com a condição que a glândula seja desenvolvida anterior.

5

 

DURANTE A GRAVIDEZ:

Apoiando essas hipóteses tem as seguintes provas experimentais:

CONCLUSÃO:
A progesterona tem efeitos negativos para lactogênese. ATENÇÃO ! PARA LACTOGENESE !

Uma prova da ação desfavorável das progesteronas sobre a lactação e oferecida pela diminuída da lactação usando Norethynodrel (Sattartwaite e Gamble), ou Orthonovum (cada comprimido contem 0.5 mg of norethindrone e 0.035 mg ethinyl estradiol), conseguindo parar a lactação em 32,5% dos casos.
Outras experiências mostraram que, maior seja a concentração de progestativo ou progesterona mesmo, maior a possibilidade de parar a lactação.
As doses pequenas de estrogênio estimulam a liberação de prolactina:

Os corticóides tem efeitos estimulantes também sobre a secreção de prolactina, logo, sobre a secreção láctea
Durante a gestação e o ACTH, os esteróides placentários,
Ao administrar STH (hormônio de crescimento) pode ate aumentar a secreção láctea, mas parece que não esta um hormônio importante para a lactação (somente para mamogênese), enquanto não se comprovou que o nível de STH (GH) e alto às mulheres que amamentam.
Então, prolactina e o mais certo hormônio que pode ser relacionado com a lactação.

 

Prolactina (PRL).

Lactogênio placentário (LP).

A ação do lactogênio placentário é mediada através do receptor da PRL. Por si só o lactogênio bloqueia o receptor ocupando seu sítio de ativação.
De fato, o LP têm maior ação no processo de mamogênese que no de lactogênese, A informação existente sobre os lactogênios placentários indica que eles teriam uma menor importância na lactogênese.

Hormônio do crescimento (GH).

  1. é um polipeptídio simples (uma cadeia)
  2. tem um peso próximo a 22 kDalton
  3. e sintetizado nos somatotrópicos (cédulas acidófilas da hipófise)
  4. o mais abundante dos hormônios hipofisários
  5. e liberado por estímulo hipotalâmico.
  6. e um hormônio pertencente ao grupo das somatotropinas igual PRL e os LP.
  7. estimulado positivo do GRH (Fator de Liberação do GH, de origem hipotalâmica) em qualquer fase da lactação.

O GH é essencial também no:

    1. crescimento pós-natal
    2. metabolismo de lipídios, proteínas e minerais.
    3. aumenta a taxa de uso de glicose para sua conversão em lactose
    4. hormônio com maior incidência direta sobre a lactação
    5. participa na mobilização de lipídios de reserva, o que tem como conseqüência o aumento de ácidos graxos de cadeia longa no leite
    6. Com relação aos minerais, o GH não modifica os níveis de cálcio e fósforo na secreção

O hormônio não se une especificamente a receptores na glândula mamária somente. De fato, se une com maior especificidade a receptores para GH no tecido hepático, mas ainda assim, exerce efeitos galatopoiéticos significativos.
A somatomedina C (IGFI) pode mediar a resposta galatopoiética do GH, através de receptores específicos localizados tanto na glândula mamária como nos tecidos responsáveis pelo fornecimento de metabolitos precursores dos diversos componentes da secreção (fígado, tecido adiposo).

Glicocorticóides.

O que e interessante e que a secreção dos glicocorticóides começa de forma crescente, no final da gravidez. Como os receptores para eles na glândula mamária estão bloqueados pela progesterona, os corticóides tornam-se ativoss o depois o parto, quando o nível de progesterona abaixa.
A globulina, que é a proteína transportadora dos corticóides no sangue, aumenta também no final da gestação.
ATENÇÃO !!!
Grandes quantidades de glicocorticóides exógenos podem bloquear a lactogênese.

Hormônios tireoidianos.

São hormônios cuja pesquisa mostrou resultados contraditórios. Não têm efeito direto sobre as células da glândula mamária. A única coisa que pude ser comprovada e que a triiodotironina afeta a síntese de DNA nas células epiteliais mamárias.
Em diversos estudos se encontrou correlação negativa entre os níveis circulantes de hormônios tireoidianos e a produção de leite.
O hormônio liberador de tiroxina, produz liberação de GH, PRL e TSH, aumentando a lactogênese, o que sugere um trabalho sinérgico dos hormônios dependentes da ação desses releasing-hormônios.

Calcitonina.

 Hormônio da paratiréoide (PTH).

Insulina e glucagon.

 A glândula mamária pode utilizar glicose, acetato, β-OH-butirato e triglicerídeos de forma independente da insulina.
Insulina atua na lactação estimulando a síntese de proteína e lipídios e aumentando a utilização de acetato no tecido adiposo. A glândula mamária requer níveis basais de insulina.
O glucagon atua de forma oposta à insulina, estimulando a glicogenólise e a gliconeogênese. Os níveis de glucagon aumentam entre os dias 5 a 30 da lactação, o que sugere um papel de controle do metabolismo energético durante o início da lactação.

Esteróides ovarianos.

O bloqueio dos receptores para estrógenos ou sua inibição, ocasiona redução no reflexo da ejeção, talvez mediada pela redução da ação das células mioepiteliais e das células contráteis dos alvéolos.
A progesterona tem sido associada ao bloqueio da lactação. Pela alta afinidade da molécula de progesterona pela gordura, ela pode ser seqüestrada e excretada no leite anulando a sua função biológica na glândula.
Os estrógenos ovarianos têm sido usados para a indução da lactação mediante a sua administração exógena em doses controladas.

 

Ocitocina (OXT).

  • se sintetiza no hipotálamo
  • se armazena na hipófise posterior
  • similar quanto a sua composição química ao hormônio antidiurético (ADH)
  • meia-vida é curta (2-4 minutos),
  • possui ação sobre as células mioepiteliais na glândula mamária.
  • e o hormônio da ejeção do leite
  • e um hormônio galactopoiético.
  • os valores basais de OXT são maiores no início da lactação e menores no final.
  • a secreção de ocitocina é inibida pela adrenalina

C) A GALACTOPOIESE

A manutenção do leite e a secreção dele. São dois processos inter-relacionados.
O reflexo de sucção do feto – e o principal fator que favorece a manutenção da secreção láctea. Ele causa a secreção de:

O reflexo de sucção pode ate produzir o aumento da mama e lactação. Tanto em presença quanto em ausência dos ovários o aleitamento (o reflexo de sucção) pode manter sozinho a lactação.
Em principio, o aleitamento, inibindo o FSH e o LH iniba o lado estrogênio, inibindo a menstruação. A inibição do ciclo menstrual nu esta relacionada a quantidade de leite mais sim ao intensidade do estimulo.
A baro-regulação (receptores de pressão dentro dos canais galactóforos) podem ser, também, um mecanismo de regulação da galactopoiese. Foi comprovado que o esvaziamento mamar estimula a secreção do leite, enquanto uma glândula cheia para de produzir.
CONCLUSÃO: O reflexo de sucção e o aleitamento e o principal fator na manutenção e excreção do leite, produzindo aumento da secreção da prolactina, oxitocina, GH e ACTH.
O conteúdo em prolactina aumenta  100% em relação com o nível durante o parto. Já no parto ele e 60% maior que normal.
O estimulo psíquico e, também, importante para a secreção láctea. E bem conhecido o reflexo de secreção e excreção do leite ao ouvir o nenê chorando. Esse efeito e causado pela secreção reflexa de oxitocina, principalmente.

O EFEITO CONTRACEPTIVO DA LACTAÇÃO:
O consenso da Conferencia do Bellagio ofereceu uma base cientifica para definir os estádios em qual o aleitamento pode ser utilizado como método de segurança eficiente para o controle familial.
Existem três condições básicas que tem que ser concomitantes:

As indicações principais para o aleitamento são a necessidade de oferecer um alimento ideal ao recém-nascido e de proteger ele contra as doenças. Não existem doenças medicais em qual a utilização da amenorreia de lactação seja proibida, e não existem comprovantes sobre o impacto negativo sobre a saúde da mãe. No obstante, existem situações em qual o aleitamento pode ser proibido e por isso, o método também não pode ser utilizado:

A anovulação durante o aleitamento parece a ser causada pelo altos níveis de prolactina, que agem no hipotálamo e parando a secreção dos hormônios.

Métodos Anticoncepcionais e Lactação

CONTRACEPTIVOS ORAIS COMBINADOS COM DOSE REDUZIDA

(menos de 35 microgramas de etinilestradiol):

CONTRACEPTIVOS INJETAVEIS COMBINADOS

  • CICLOFEM
  • MESIGYNA
  • Menos de 6 semanas após parto: CONTRAINDICADO existem algumas duvidas teóricas que o recém nascido pode ter um risco devido ao expor aos hormônios esteróides neste intervalo. Também, alguns estudos falam sobre um aumento de risco de trombose na mãe
  • Entre 6 semanas e 6 meses após o parto: NÃO RECOMENDADO – a utilização do COC pode reduzir a secreção do leite, diminuir a duração do aleitamento, produzindo efeitos negativos sobre o recém nascido
  • Acima de 6 meses pós-parto: PODE USAR

CONTRACEPTIVOS SOMENTE COM PROGESTATIVO:

CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA (PILULA DO DIA SEGUINTE)

Permitidas em qualquer momento.

DISPOSITIVOS INTRAUTERINOS (DIU)

Se a mulher amamenta, e CONTRAINDICADO o DIU com liberação automática de  levonorgestrel.

OS METODOS DE BARREIRA

A diafragma e a cúpula são escolhas inadequadas ate a involução uterina e completa. Depois, e PERMITIDO.

ESTERILIZAÇÃO CIRÚRGICA FEMININA

Não existe nenhuma contraindicação, não havendo efeitos sobre a secreção láctea, mas tem que evitar a separação prolongada mãe – recém-nascido

Patologias da Lactação. Caracterização clínica. Tratamento

Distúrbios da Lactação

1. HIPOGALACTIA

Definição: e o desequilíbrio entre a produção materna de leite e o necessário do nenê.
Classificação:

 

A

 

 

 

HIPOPLASIA MAMARIA
Evolução incompleta das mamas

 

 

ETIOLOGIA:
Falha no desenvolvimento aparece em síndromes genéticos ou em caso de aumento dos receptores androgênicos.
Causas iatrogênicas: traumatismos, lesões infecciosas, radioterapia ou abscessos.

As causas secundárias podem ser a inversão papilar (causa materna) ou lábio leporino (causa fetal)

S          D
LABIO LEPORINO                                   INVERSÃO PAPILAR

DIAGNOSTICO DA HIPOGALACTIA:
Esta baseado em dois elementos:

TRATAMENTO:
O melhor e a oxitocina nasal (spray)

2. HIPERGALACTIA

Definição:  Permanência de secreção láctea após desmame
Etiologia geralmente e o aleitamento prolongado
ATENÇÃO !!!!!!
A hipergalactia vai ser diagnosticada somente se existe a condição seguinte: ausência de distúrbio hipofisário èPRL normal. Diagnostico diferencial com a hiperprolactinemia !!!
Atenção na possibilidade de ser uma gestação !
O tratamento e medicamentoso (inibidores de lactação).

3. INGURGITAMENTO MAMÁRIO

E um “Ingurgitamento”venoso e linfático (aparece 2-5 dias pós-parto)
Pode ser:

F

 

 

INGURGITAMENTO MAMARIO

 

 

 

 

 

Diagnóstico clínico

GH

Tratamento

4. MASTITE PUERPERAL

Freqüente entre a 3a e 6a semana pós-parto
Tem uma incidência avaliada entre 3-33% das gestações.
Etiologia e infecciosa:
Agentes etiológicos:

CLASSIFICAÇÃO
A mastite puerperal pode ser classificada em parenquimatosa e intersticial.

Fatores predisponentes:

    1. Fissura mamilar (47%)
    2. Ingurgitamento mamário (46%)
    3. Baixa escolaridade (51%)
    4. Baixa renda (63%)
    5. Primiparidade (57%)
    6. Atividade domiciliar sem apoio (66%)
    7. Não amamentaram anterior (67%)
    8. Falta de orientação sobre aleitamento (50%) e ordenha (56%)

 

J

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIAGNOSTICO:
O diagnostico da mastite puerperal pode ser feito pelo exame clinico e pelo contagem das bactérias e leucócitos no leite

CONTAGEM DAS BACTERIAS/LEUCOCITOS

 

LEUCÓCITOS

BACTÉRIAS

ESTASE LACTEA

< 106 per ml leite

<103 per ml leite

INFLAMAÇÃO NÃO INFECCIOSA

> 106 per ml leite

<103 per ml leite

MASTITE PUERPERAL

> 106 per ml leite

>103 per ml leite

Alguns dados clínicos podem sugerir uma mastite puerperal

Diagnóstico Clínico

 

KL

 

 

 

 

 

TRATAMENTO:

MEDIDAS GERAIS:

ANTIBIOTERAPIA

Vai associar também analgésicos e antiinflamatórios, como vai ser o caso.

O mais importante tratamento, porem, e aquele profilactico que inclui as seguintes normas higiênicas:

Ç

 

 

 

 

 

 

Z

Atenção ! varias vezes a mastite puerperal esta confundida com o carcinoma inflamatório de mama.
Tem que fazer um diagnostico diferencial muito competente que elimina a possibilidade de tratar um carcinoma como se fosse uma infecção e do contrario – o que constitua um erro lamentável.

 

SEMELHANÇAS:

DIFERENÇAS:


MASTITE PUERPERAL

CARCINOMA INFLAMATORIO

Respeita a anatomia segmentar da mama

Acomete mais de um terço da mama

Manifestações sistêmicas

Ausentes ou fracas

Leucocitose com desvio a esquerda

Não associa leucocitose

Resposta a antibióticos

Não responde a antibioticos

Não associa achatamento papilar

Achatamento papilar

 

X

 

 

 

Do lado, tem as fotos de uma mastite e de um carcinoma inflamatório de mama direita. Observam as diferenças.

 

 

 

 

A INIBIÇÃO DA LACTAÇÃO:
A inibição de lactação vira uma necessidade principalmente  em caso de doença HIV da puérpera, quando o aleitamento tem que ser proibido como contra-indicação absoluta:

METODOS NÃO FARMACOLOGICOS:
A medida clínica mais simples e eficaz em 80% dos casos é realizar a compressão das mamas com ataduras, imediatamente após o parto, com cuidado para não restringir os movimentos respiratórios ou causar desconforto materno. Deve ser mantido por dez dias, evitando a manipulação e estimulação das mamas

METODOS FARMACOLOGICOS:

Quando necessário o esquema pode ser repetido em uma semana
Se ocorrer lactação rebote, fenômeno presente em mais de 10% das mulheres, pode realizar nova dose do inibidor e, no caso de ter sido estrogênio a medicação utilizada, ministrar uma dose de cabergolina.

CONCLUSOES:

    1. O aleitamento materno e o resultado de três processos extremamente inter-relacionados: mamogênese. lactogênese e galactopoiese, cada um com seu perfil hormonal, mas que tem como razão de convergência uma das mais importantes funções da natureza – a formação e secreção do leite.
    2. O hormônio de referencia, implicado em todas as etapas da formação do leite parece a ser a prolactina – hormônio secretado nos lactotropos adenohipofisarios, cuja secreção e regulação implica um mecanismo complexo neuro-hormonal com hormônios inibidores e estimuladores ainda não esclarecido
    3.  Quase toda constelação hormonal do corpo e implicada na fisiologia da lactação, seja na mamogenese, seja nas outras etapas, mas o que e importante e que a ação deles esta fortemente interligada com a ação da prolactina e do hormônio de crescimento (GH ou STH)
    4. Em todo processo da formação e sintese do leite a hipofise tem o papel fundamental. Os estrogênios e a progesterona não tem nenhum efeito sobre a glândula mamaria na ausência da hipófise anterior.
    5. A semelhança da estrutura química da prolactina e do hormônio de crescimento tem posto em duvida ate a existência da prolactina como hormônio em si, também como hoje o hormônio inibidor da prolactina (PIF) e assimilado ao dopamina – as teorias são ainda contraditórias.
    6. O principal fator que favorece a manutenção da secreção láctea e o reflexo de sucção do feto – ele desencadeia uma secreção complexa hormonal que se exprima produzindo o aumento da mama e lactação, tanto em presença quanto em ausência dos ovários isto e, o reflexo de sucção pode manter ele sozinho a lactação
    7. Para que o efeito contraceptivo do aleitamento se exercer, existem três condições básicas que tem que ser concomitantes: amenorreia, aleitamento integral ou quase integral, intervalo de menos de 6 meses do parto.
    8. O aleitamento e um meio natural de oferecer ao recém nascido todos os princípios básicos necessários para um desenvolvimento normal. No entanto, tem situações em qual o aleitamento tem que ser proibido, com a condição que o nenê receba um leite equivalente, de acordo com as regras nutricionais da idade. Neste caso, a orientação medica pode incluir métodos físicos ou químicos, dependendo do caso.    

A) ocitocina

B) GH (hormônio de crescimento)

C) PIF (dopamina)

D) ACTH

E) FSH

 

4, Quanto as afirmações:

I. A glândula mamaria chega a maturidade durante a gravidez, praticamente, nos primeiros 4-5 meses.
II. Hipotireoidismo, geralmente causa secreção mamaria reduzida
III. A ausência dos hormônios placentários libera a ação da prolactina
IV. os hormônios da hipófise não podem induzir o desenvolvimento da glândula mamaria sem a ação dos hormônios ovários

São verdadeiras as afirmações:

A) I e III

B) II e III

C) I, II e III

D) todas

E) nenhuma

 

5. A prolactina (PRL) desempenha um importante papel no lactogenese, liberando-se quando:

      1. o mamilo é manipulado, pelo neonato (sucção)
      2. em caso de excesso estrogênico.
      3. aumenta a capacidade da transcortina de captar os hormônios ovarianos
      4. a mama esta enfaixada
      5. no inicio do parto normal

    6. Sobre o hormônio lactogenio placentário e verdade que:

    1. A secreção começa no momento da delivrencia
    2. Possui atividade luteotrópica e lactogênica,
    3. os efeitos metabólicos são similares com aquilos da insulina
    4. Os níveis circulantes são maximos quando o parto se aproxima.
    5. Não têm papel no processo de mamogênese

    7. Qual dos hormônios da lactogenese e responsavel com o aumento de ácidos graxos de cadeia longa no leite:

    1. GH
    2. Prolactina
    3. ACTH
    4. Lactogenio placentário
    5. Oxitocina

8. A glândula mamária requer níveis basais de insulina. Descrevam os mecanismos pelo quais a insulina contribua para manter a secreção láctea.

1........................................................................................................................

2........................................................................................................................

3........................................................................................................................

9. Não afeta a lactogenese:

11. A galactopoiese é:

    1. A manutenção do leite e a secreção dele
    2. Crescimento e desenvolvimento da mama
    3. o mecanismo de inicio da lactação
    4. a secreção de prolactina das celulas acidofilas da hipofise
    5. o esvaziamento mamar que estimula a secreção do leite

12. O diagnostico da hipergalactia inclui:

    1. aumento da prolactina pelo menos 5% em relação com o nivel basal
    2. a ausencia da gravidez
    3. ausencia de disturbio corticosuprarenal
    4. aleitamento prolongado
    5. disturbio hipofisario comprovado

 

RESPOSTAS:

 

1. A) - OS  LÓBULOS  MAMÁRIOS  são a unidade secretora da mama

2. As modificações da mama especificas para gravidez:

3. B) O GH e a prolactina são os hormônios mais relacionados com a mamogenese. A ocitocina e mais relacionada com a ejeção do leite, PIF e inibidor de prolactina, ACTH tem relação mais com a lactogenese e FSH e o hormônio foliculoestimulante.

4. C) As afirmaçoes I II e III são verdadeiras. A ultima afirmação e errada – a hipófise e a ponte mais importante para mamogenese, mesmo na ausência dos hormônios ovários

5. A) A prolactina (PRL) desempenha um importante papel neste processo, liberando-se quando:

6. B) LP têm maior ação no processo de mamogênese que no de lactogênese: A secreção começa desde poucos dias após a fecundação até metade da gestação. Possui atividade luteotrópica e lactogênica, Os efeitos metabólicos são similares aos ocasionados pelo hormônio do crescimento (GH). Os níveis circulantes caem quando o parto se aproxima.

 

7. A) O GH participa na mobilização de lipídios de reserva, o que tem como conseqüência o aumento de ácidos graxos de cadeia longa no leite

8. Insulina atua na lactação:

1. estimulando a síntese de proteína

2. estimulando a síntese de lipídios

3. aumentando a utilização de acetato no tecido adiposo

9. D) A ovarectomia não afeta a produção de leite de forma direta. Os estrógenos a diminuem de forma temporária. O bloqueio dos receptores para estrógenos ou sua inibição, ocasiona redução no reflexo da ejeção. A progesterona tem sido associada ao bloqueio da lactação e os estrógenos ovarianos têm sido usados para a indução da lactação mediante a sua administração exógena em doses controladas.

10. E) A prolactina tem estrutura similar ao hormônio do crescimento (GH) não da ocitocina. E um hormônio protéico, com receptor na membrana. É produzido nos lactotropos (células acidófilas) da hipófise anterior (não do hipotalamo). O lactogenio placentario possui atividade luteotropica, não a prolactina. Induz a acumulação de mRNA da caseína, estimulando a expressão de genes da caseina e provavelmente de outros genes.

11. A) A galactopoiese e a manutenção do leite e a secreção dele. São dois processos inter-relacionados

12. A hipergalactia vai ser diagnosticada somente se existe a condição seguinte: ausência de distúrbio hipofisário e PRL normal.Diagnostico diferencial com a hiperprolactinemia !!! Porem, tem que excluir a gravidez. Resposta coreta: B

 

13. A) Diagnóstico clínico da hipergalactia: 1. endurecimento 2. congestão vascular 3. hiperemia 4. dor 5. aumento de temperatura

B) Tratamento: 1. Manutenção da amamentação 2. Esvaziar as mamas  3. Elevação das mamas  4. Compressas frias (15 min)  5. Analgésicos

 

BIBLIOGRAFIA:

      1. Collier, D, et al. 1984. A review of endocrine regulation of metabolism during lactation. J. Animal Sci. 59:
      2. Hurley, W. L. 2002. Lactation Biology: General References. Departament of Animal Sciences, University of Illinois, Urbana.
      3. Jensen, R.G., Ferris, A.M. & Lammi-Keefe, C.J. 1991. The composition of milk fat. J. Dairy Sci. 74:3228-3243.
      4. Plaut, K. 1993. Role of Epidermal Growth Factor and transforming growth factors in mammary development and lactation. J. Dairy Sci. 76:
      5. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS Belo Horizonte, 2005 - Atenção à Saúde da Criança 1a Edição
      6. Flávia Ma. de Souza Clímaco Universidade Federal do Rio de Janeiro  Hospital Geral de Ipanema: Mamas no ciclo gravídico – puerperal
      7. Vârtej, Petrache - OBSTETRICA FIZIOLOGICA SI PATOLOGICA (A OBSTETRICA FISIOLOGICA E PATOLOGICA) Editura ALL, Bucareste, Romênia, 1997 ISBN 973 - 571 - 158 – 3
      8. Vârtej, Petrache - GINECOLOGIE (GINECOLOGIA) - Editura ALL, Bucareste, Romênia, 1997, ISBN 973-9229-68-9
      9. P. R. Vade-mécum 2005-2006 Brasil
      10. BENSON R. C. - Handbook of Obstetrics & Ginecology, 8-th edition ed. Lange 1983
      11. Harrison Principles of Internal Medicine, XIII edition

MISODOR, 13 DE ABRIL 2008