PERGUNTAS DA CATEGORIA

DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFAGICO

SAIR
 

2312. O refluxo gastroesofagiano pode ser induzido por:

A. gastrina
B. metoclopramida
C. fumo
D. betanecol
E. cisaprida

2313. A presença de uma hérnia de hiato:

A. é necessária e suficiente para fechar o diagnóstico de DRGE
B. não constitui uma indicação para correção cirúrgica
C. aumenta a pressão do EEI, facilitando, dessa forma, a ocorrência do refluxo
D. e sintomatica na maioria dos casos
E. inclui uma história longa de dor do tipo queimação retroesternal (pirose)

2314. Sobre a hérnia hiatal por deslizamento (tipo I) pode se afirmar que:

A. a cárdia desloca-se livremente entre o espaço subpleural anterior e a cavidade peritoneal
B. o triângulo de Killian representa o principal ponto de fraqueza diafragmatica
C. provoca espasmo esofágico (frequentemente mimetizando infarto do miocárdio)
D. o defeito hiatal, geralmente grande, fornece espaço para as vísceras migrarem para dentro do mediastino
E. a junção gastroesofágica não é mantida na cavidade abdominal pela membrana frenoesofágica

2315. No caso da hernia hiatal paraesofagica (por rolamento) geralmente migra para o mediastino:

A. a junção gastroesofagica
B. o fundo gastrico
C. o colon
D. o baço
E. a fascia endoabdominal

2316. Vários fatores contribuem para a formação da zona de alta pressão esofâgica (ZAP), EXCETO:

A. musculatura intrínseca do esôfago distal
B. as fibras musculares oblíquas (em gravata) da cárdia
C. a pressão transmitida pela cavidade abdominal
D. o diafragma
E. a expansão pulmonar durante os movimentos respiratorios

2317. Embora qualquer tipo de hérnia de hiato possa levar aos sintomas clássicos de refluxo, a mais comum é:

A. hernia por rolamento
B. hernia para-esofágica
C. hernia por deslizamento
D. hernia tipo III (mista)
E. a hernia hiatal não causa refluxo, pelo contrario, ela tem que ser diferenciada desta patologia

2318. A presença de regurgitação no contexto de uma doença de refluxo gastroesofagica indica:

A. uma hernia hiatal
B. estenose péptica do esôfago distal
C. um outro processo patológico, como um divertículo esofágico ou acalasia
D. progressão da doença
E. a presença de um tumor, divertículo, ou de distúrbios motores

2319. Alguns pacientes terão sintomas laríngeos do refluxo gastroesofágico. Laringoscopia e exames estroboscópicos ajudarão a obter evidências objetivas de refluxo extraesofágico; achados incluem:

A. edema glotico
B. estenose subglótica
C. necrose da mucosa laríngea
D. pólipo de laringe
E. restos alimentares

2320. Para evitar a refluxo gastroesofagico um paciente tem que:

A. reduzir o numero de cigarros/dia
B. evitar grandes refeições antes de um esforço fisico
C. evitar as bebidas com gás
D. elevar a cabeceira da cama
E. evitar o uso de colar

2321. Ao prescrever tratamento anti-acido para um paciente com doença de refluxo gastro-esofagico e necessario:

A. investigar anemia crónica
B. evitar uso de inibidor da bomba de prótons com 4-5 dias antes
C. prescrever obrigatoriamente mudanças no estilo da vida do paciente
D. investigar a existência dos pólipos gastricos
E. avaliar os efeitos do refluxo sobre o laringe

2322. Na manometria esofagiana faz-se a medição do/da:

A. o grau de gravidade da esofagite
B. resposta muscular á administração de agentes vagomiméticos leves (i.e., betanecol - Urecolina)
C. aparecimento de contrações irregulares (após insuflação de ar)
D. grau de relaxamento do esfíncter esofagiano inferior
E. o tempo de estase

2323. O procedimento cirurgico de escolha para a maioria dos doentes com doença de refluxo gastroesofagico é:

A. fundoplicatura a Nissen
B. procedimento do Dehlman
C. reconstrução combinada Collis-Nielsen
D. procedimento da Serra-Doria
E. procedimento do fundo parcial

2324. A motilidade esofágica não-efetiva (MEI) é definida como:

A. a percentagem de deglutições iniciadas transmitidas a cada canal com sucesso
B. menos de 60% de peristalse ou amplitudes de peristalse menores que 30 mmHg
C. o percentual total de tempo no qual o pH está inferior a quatro
D. a média das pressões geradas no esôfago distai durante as ondas peristálticas transmitidas de forma efetiva
E. o número de episódios de peristalse associada com baixa de pH com duração maior que cinco minutos

2325. Quando um paciente com doença de refluxo gastroesofagico apresenta, também, disfagia, a causa mais provável é:

A. acalásia chagasica
B. tumor de esôfago
C. estenose péptica
D. disturbio motor esofágico
E. diverticulo coexistente

2326. Dentre os sintomas extraesofagicos presentes na doença do refluxo, o mais frequente é:

A. regurgitação
B. queimação retroesternal
C. tosse
D. disfagia para solidos
E. dor abdominal

2327. Qual das seguintes exames e considerado "o padrão ouro" na investigação do refluxo gastroesofagiano?

A. manometría esofágica estática
B. o escore de Savary - Miller obtido na endoscopia
C. a monitorização do pH
D. a esofagografía
E. o exame estroboscópico

2328. O grau de lesão esofagica na doença de refluxo pode ser medido usando-se um escore como o de Savary - Miller. E verdade que:

A. grau 1: indica eritema
B. grau 2: indica estenose
C. grau 3: indica ulceração linear
D. grau 4: indica ulcerações convergentes ou/e estenose
E. grau 4: indica metaplasia

2329. Sobre a utilidade da manometria esofagica estatica na avaliação do refluxo esofagiano pode se afirmar que:

A. a função do esofago pode ser avaliada de duas maneiras: através do esfincter esofagico superior ou inferior
B. o esfíncter esofágico inferior é notoriamente difícil de ser analisado
C. as características do esfíncter esofágico superior são raramente relevantes para a prática clínica
D. informações pertinentes a ser obtidas com os traçados manométricos se referem à função do EEI mas não são uteis para o corpo corpo esofágico
E. e considerada o "padrão de ouro" para o diagnostico da doença de refluxo gastroesofagiano

2330. Pressões normais na manometria para uma passagem estática no esfincter esofâgico inferior:

A. 5 a 10 mm Hg
B. 50 a 150 mm Hg
C. 18 a 50 mm Hg
D. 1,2 a 3 mm Hg
E. 12 a 30 mm Hg

2331. Normalmente, na manometria esofâgica, um paciente deve ter peristalse acima de:

A. 80%
B. 85%
C. 90%
D. 95%
E. 99%

2332. Um paciente foi submetido a manometria esofagica estática. Qual dos seguintes resultados e anormal, podendo indicar doença de refluxo?

A. peristalse de 83%
B. pressão para a passagem estática no esfincter esofagiano inferior 15 mm Hg
C. amplitude da peristalse de 28 mm Hg
D. impossibilidade de medir as pressões no esfincter esofagico superior
E. o esfíncter esofagiano inferior relaxa até a pressão da linha de base do estômago durante vários segundos quando a deglutição é iniciada

2333. O tratamento farmacológico da DRGE foi revolucionado pelo advento dos inibidores da bomba de prótons. O efeito máximo destas drogas ocorre após aproximadamente:

A. tres horas
B. dois dias
C. quatro dias
D. tres semanas
E. seis semanas

2334. Os efeitos colateráis de longo prazo dos remedios inibidores da bomba de prótons sao:

A. formação de pólipos gástricos
B. os efeitos persistem durante o restante da vida da célula parietal
C. cefaléia
D. dor abdominal
E. diarreia

2335. Queimação retroesternal, recorrente, sem disfagia é sugestiva de:

A. Esofagite de refluxo
B. Úlcera péptica
C. Esôfago de Barret
D. Constrição esofágica
E. Neoplasia de esôfago

2336. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das mais prevalentes doenças gastrointestinais. Quanto ao seu diagnóstico é correto dizer:

A. os sintomas clássicos de pirose retroesternal e regurgitação são suficientemente específicos para fundamentar o diagnóstico
B. a endoscopia digestiva alta é o teste padrão para diagnosticar refluxo gastroesofágico
C. a pH-metria de 24 horas é o melhor teste para o diagnóstico de esofagite
D. é fundamental aliar a presença de sintomas clássicos de regurgitação e pirose retroesternal a um exame complementar como a endoscopia digestiva alta ou a pH-metria
E. o teste de maior poder em confirmar o diagnóstico de refluxo é a pH-metria esofágica de 24 horas pois a detecção de refluxo pelo sensor no esôfago distal é sinal da doença

2337. Em endoscopia digestiva alta, indicada pela queixa de pirose, observa-se a presença de lesão erosiva única, com 10 mm de extensão, localizada em terço distal de esôfago. Conforme os sistemas de classificação de Savary-Miller e de Los Angeles para esofagite, teríamos, respectivamente, os seguintes graus:

A. I e A
B. II e B
C. I e B
D. II e A
E. I e C

2338. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é considerada uma das afecções digestivas de maior prevalência nos países ocidentais. Sobre esta afecção, assinale a alternativa correta:

A. Para definição diagnóstica, os sintomas esofágicos ou extra-esofágicos precisam ser acompanhados de lesão tecidual
B. A ausência de sintomas típicos como pirose e regurgitação afasta o diagnóstico de DRGE
C. A endoscopia digestiva alta é o método diagnóstico de escolha pois sempre visualiza o refluxo gastroesofágico nos pacientes portadores da afecção.
D. A pHmetria avalia a presença de esofagite e complicações da mesma, inclusive a presença de refluxo “não-ácido”
E. São aceitáveis dois tipos de abordagem inicial: tratamento empírico ou baseado na confirmação diagnóstica, sendo que a confirmação diagnóstica é recomendada para os pacientes com mais de 40 anos e manifestações de alarme como disfagia, anemia, emagrecimento e história familiar de câncer.

 

SAIR