PERGUNTAS DA CATEGORIA

INF. DO TRATO RESP. SUPERIOR NA CRIANÇA

SAIR
 

1660. Uma das afirmações abaixo é FALSA:

A. a maior parte dos óbitos em crianças menores de 5 anos se deve às pneumonias bacterianas
B. o tratamento imediato com antibioticos apos o diagnóstico diminui a mortalidade por infecções do trato respiratório inferior
C. em caso de atresia coanal, qualquer recem nascido vira um respirador bucal
D. o abscesso de garganta é considerado uma infecção respiratoria grave
E. uma freqüência respiratória superior a 60 respirações por minuto (RPM) em menores de dois meses é um fator preditivo para o diagnóstico clínico de pneumonia

1661. A cavidade nasal comunica-se posteriormente com:

A. uma abertura chamada de coana
B. conchas ou meatos
C. a placa perpendicular do osso etmóide
D. vestíbulo
E. cartilagem septal

1662. O muco nasal, secretado pelas células glandulares submucosas NÃO contém:

A. imunoglobulina E
B. lizozima
C. colágeno
D. imunoglobulina A secretora
E. lactoferrina

1663. A laringofaringe estende-se:

A. dos recessos piriformes até a limite superior do primeiro anel traqueal
B. da borda superior da epiglote até a borda inferior da cartilagem cricóide
C. da borda inferior do hióide até o primeiro anel traqueal
D. da limite superior da membrana tireo-hióidea até à borda inferior da cartilagem tireóide
E. das pregas palatofaríngeas até a borda inferior do hióide

1664. A coleção fluida no ouvido médio manifesta-se predominentemente como:

A. o abaulamento da membrana timpânica
B. a disfunção da trompa de Eustáquio
C. a ação do músculo tensor do tímpano sobre o martelo
D. a horizontalização das trompas do Eustáquio
E. bolhas de ar atmosferico na cavidade timpanica

1665. Em casos de congestão nasal são mais envolvidos:

A. o vestibulo nasal
B. o laringofaringe
C. o istmo orofaríngeo
D. os turbinados inferior e médio
E. a porção anterior da cavidade nasal

1666. As alternativas abaixo referem-se à sinusite na infância:

1. os seios da face desenvolvem-se após o segundo ano de vida, por isso o Raio x é de pouco valor na avaliação de lactentes
2. os agentes etiológicos mais freqüentes são em ordem decrescente: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae, Brahammela catarrhalis
3. os seios maxilares normalmente contêm as mesmas bactérias da orofaringe, as quais só causam doença quando existem mecanismos obstrutivos e de alteração no "clearance" mucociliar
4. quando se comprova etiologia pneumocócica, a penicilina pode ser utilizada em razão da alta penetração nos seios

São verdadeiras:

A. todas as afirmativas estão corretas
B. apenas uma afirmativa está correta
C. apenas duas alternativas estão corretas
D. apenas três afirmativas estão corretas
E. nenhuma das alternativas está correta

1667. É atualmente contraindicado no tratamento da criança com nasofaringite viral:

A. o uso de acetaminofeno
B. o uso de ácido acetilsalicílico
C. a instilação de soluções salinas isotônicas nas narinas
D. o uso de vaporizadores
E. o uso de dipirona

1668. Sobre a faringoamigdalite é CORRETO:

(I) não é obrigatoria a presença de exsudato amigdaliano
(II) os agentes bacterianos são menos implicados
(III) a presença de membranas amareladas pode indicar uma difteria
(IV) a inefecção com herpesvirus causa a herpangina

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I e II
C. I e IV
D. I, II e IV
E. apenas II

1669. O período de incubação dos agentes que mais comumente causam a nasofaringite viral, gira em torno de:

A. 1 - 2 dias
B. 2 - 5 dias
C. 5 - 7 dias
D. 7 - 9 dias
E. 9 - 14 dias

1670. A nasofaringite manifesta-se em lactentes com:

A. secreção nasal fina e abundante, proveniente de ambas as narinas (coriza)
B. febre de baixa intensidade
C. amolecimento das fezes e vômitos
D. tosse noturna
E. secreção nasal purulenta

1671. Sobre a vacinação contra influenza é CORRETO afirmar:

A. as crianças maiores de 6 meses não precisam ser vacinados
B. a vacinação de uma criança de 5 anos tem que ser feita com duas doses de 0,5 ml, separadas pelo um intervalo de duas semanas
C. o sindrome de Reye pode ser uma complicação da imunização
D. a imunização não seria protetora em casos de resfriado comum com outros virus que influenza
E. há contraindicação relativa de vacinação em caso de cardiopatia

1672. Um menino de 10 anos e 3 meses vem acompanhado de sua mãe, que pede seu conselho sobre a necessidade de vacinação anti-influenza. Relata que o menino sofre de asma bronquica atopica leve, com aplicação ocasional de beta-mimetico. Considerando que estamos em abril, a recomendação correta seria:

A. contraindicar a vacinação, o menino sendo um sujeito alergico, provavelmente que tem alergia aos vários alimentos, inclusive o ovo
B. a criança não precisa de vacinação, já que se encontra estável e a asma está no estado leve
C. indicar a vacinação por razão da asma, utilizando a esquema com duas doses de 0,5 ml em intervalo de 4 semanas, seguidas de vacinação anual
D. indicar a vacinação por motivo de criança estiver na categoria de risco, aplicando uma dose, anualmente
E. indicar a vacinação por razão de chegar a estação fria, utilizando uma dose de vacina a cada 6 meses

1673. O agente etiologico da febre faringoconjuntival é:

A. o virus parainfluenza
B. o virus Coxsackie A
C. o vírus Epstein-Barr
D. o Haemophilus influenzae
E. o adenovirus

1674. O achado clínico de maior consistência para o diagnóstico de faringite estreptococica é:

A. o edema de úvula
B. a linfadenopatia cervical anterior
C. a vermelhidão das amígdalas e pilares amigdalianos
D. a idade entre cinco e 15 anos
E. a ausência de outras manifestações do trato respiratório superior

1675. Para a identificação do Streptococcus pyogenes podemos utilizar, com elevada especificidade, sensibilidade e accessibilidade:

A. o titulo serico de anti-estreptolisina O
B. o leucograma de fase aguda
C. swab de orofaringe seguido de cultura em ágar-sangue
D. imunoensaio óptico e sondas de DNA com quimiluminescência
E. sorologias virais

1676. O tratamento da faringoamigdalite microbiana pode utilizar, além de penicilina, amoxicilina ou eritromicina, nestes casos, o tratamento tem que durar:

A. 5 dias
B. 7 dias
C. 10 dias
D. 14 dias
E. 21 dias

1677. Entre as manifestçãoes clinicas de amigdalite crônica esta incluida:

A. sonolência
B. diarreia
C. regurgitação
D. disfonia
E. bruxismo

1678. É indicação absoluta por tonsilectomia:

A. criança de 7 anos, com cinco episódios anuais nos últimos dois anos
B. criança de 4 anos, com exsudato amigdaliano ou cultura de secreção faríngea positiva para estreptococo beta-hemolítico do Grupo A
C. criança de 9 anos, 4 episodios de amigdalite no ultimo ano e diabetes mellitus mal controlado
D. criança de 5 anos, com hospitalização por causa de abscesso periamigdaliano
E. criança de 2 anos e 6 meses com apnéia obstrutiva do sono

1679. O preparo pre-operatorio da criança com síndrome de Down a ser submetida a tonsilectomia inclui, especificamente:

A. jejum de pelo menos 12 horas antes da cirurgia
B. reposição dos fatores de coagulação no pré-operatório imediato
C. abaixar a temperatura á menos de 37, 5 graus C
D. aplicar sedativos na vespera da cirurgia
E. fazer radiografia da coluna cervical

1680. O agente etiológico mais freqüentemente identificado nos casos de otite média aguda é:

A. H. influenza
B. vírus sincicial respiratório
C. estafilococos
D. M. catarrhalis
E. S. pneumoniae

1681. Mãe traz seu filho de 15 meses à consulta no Centro de Saúde com queixa de febre de 38,9º C há três dias, dor no ouvido esquerdo, a otoscopia observa-se membrana timpânica abaulada, com perda de transparência (opacificada) e hiperemiada. A antibioticoterapia a ser prescrita para a otite média neste lactente deve prever a cobertura principalmente de ____________ e o antibiótico de primeira escolha é _________:

A. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A, Ceftriaxone.
B. Haemophilus influenzae e Streptococcus beta hemolítico do grupo A, Amoxicilina
C. Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae, Cloranfenicol
D. Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae, Amoxicilina.
E. Moraxella catarrhalis e Staphylococcus coagulase negativo, Eritromicina.

1682. A rinossinusite com 3 ou mais episódios de rinossinusite aguda no ano e ausência de sintomas entre eles caracteriza a forma:

A. crônica agudizada
B. bacteriana subaguda
C. recorrente
D. crônica
E. refratária

1683. A criança com rinosssinusite pode manifestar as seguintes sintomas, EXCETO:

A. tosse e secreção nasal
B. febre de até 39º C, secreção nasal francamente purulenta e edema orbitário.
C. tosse que ocorre durante o dia e piora quando a criança encontra-se em posição supina
D. dor facial, cefaléia, edema e sensibilidade a percussão da face
E. febre, respiração com um odor desagradável, sensação de pressão em região frontal e diminuição do olfato

1684. A suspeita de uma rinossinusite bacteriana na criança deve ocorrer quando:

A. sintomas de uma infecção viral de vias aéreas superiores pioram após o quinto dia
B. há tosse que ocorre durante o dia e piora quando a criança encontra-se em posição supina
C. durante a evolução de infecção viral de vias aéreas superiores aparece edema e/ou eritema palpebral, cefaléia intensa com irritabilidade, alterações visuais
D. há dor facial, cefaléia, edema e sensibilidade a percussão da face.
E. aparece durante uma infecção viral de vias aéreas superiores: proptose, vermelhidão e dor ocular

1685. O síndrome do crupe associa-se com as seguintes patologias, EXCETO:

A. difteria
B. uvulite
C. queimadura laringea
D. hemangioma
E. candidiase

1686. Qual a condição que predispõe ao crupe espasmodico?

A. o prognatismo
B. a amigdalectomia
C. o refluxo gastroesofágico
D. a etiologia difterica
E. a administração intempestiva de oxigênio

1687. Caracteriza um caso de infecção respiratoria aguda a presença de um ou mais dos sinais:

1. tosse
2. febre
3. chiado
4. coriza
5. dor de ouvido
6. expectoração

Na combinação acima tem:

A. duas alternativas corretas
B. tres alternativas corretas
C. quatro alternativas corretas
D. cinco alternativas corretas
E. seis alternativas corretas

1688. A infecção respiratoria aguda tem vários e diferentes sinais e sintomas, contudo, os que tem mais importância para o clinico são:

A. chiado e coriza
B. tosse e febre
C. tosse e expectoração
D. coriza e dificuldade respiratoria
E. tosse e dificuldade respiratória

1689. Sobre os lactentes menores de 2 meses e INCORRETO afirmar:

A. apresentam risco maior de morrer de infecções bacterianas graves
B. apresentam somente sinais inespecíficos
C. a retração intercostal leve é normal
D. qualquer pneumonia é considerada grave neste grupo etário
E. se a respiração for acima de 50 RPM pode ser considerada um sinal alarmante

1690. O sinal clínico que caracteriza a pneumonia grave no grupo etário de 2 meses á 4 anos é:

A. sibilância
B. a tiragem subcostal ou intercostal
C. respiração rápida mais de 30/minuto
D. febre alta e batimento das asas do nariz
E. chiado

1691. Criança do sexo masculino, com 4 meses de idade, chega ao pronto-socorro com história de tosse, coriza e febre não medida há 3 dias. A mãe refere que há 1 dia a criança iniciou quadro de dificuldade para respirar com piora no dia da consulta.
Ao exame físico de entrada a criança encontrava-se em regular estado geral, hidratada, levemente descorada, acianótica, anictérica, T=37,3°C.
Otoscopia: leve hiperemia em membrana timpânica direita.
Respiratório: MV presente bilateralmente, com sibilos difusos, discreto batimento de asas de nariz, tiragem subdiafragmática o intercostal moderada. FR=70 ipm.
Saturação de O2, em ar ambiente, de 90%.
Hemograma: Hb 9,0 g/dl, Ht 28%, VCM 85m3. Leucócitos 8.900 (Bt 3%, Seg 57%, Li 28%, Eo 2%, Mo 10%).
Radiografia de tórax: hiperinsuflação pulmonar com infiltrado intersticial difuso em ambos hemitóraces e retificação de arcos costais.
A conduta é:

A. orientar a mãe a fazer inalação com SF 0,9% e tapotagem, com retorno se houver piora do quadro
B. internar a criança e indicar inalação, penicilina cristalina e oxacilina
C. prescrever macrolídeo e orientar inalação em casa
D. internar a criança, prescrever inalação, oxigenioterapia e fisioterapia respiratória
E. internar a criança, prescrever transfusão sangüínea e oxigenioterapia

1692. Um menino de 13 anos de idade, anteriormente sadio, é trazido ao pronto-socorro com febre, cefaléia, mal-estar e tosse não produtiva caracterizando uma pneumonia leve. O tratamento mais apropriado é:

A. cefalexina
B. amoxicilina
C. penicilina oral
D. trimetoprim-sulfametoxazol
E. eritromicina

1693. Menino, 2 anos, com sintomas gripais há alguns dias e, há 36 horas, com dor de ouvido, febre, irritabilidade e choro fácil. Exame físico: obstrução nasal e otoscopia com perda de brilho bilateral, aumento de vascularização e abaulamento à esquerda. A conduta mais apropriada é:

A. colher hemograma e de acordo com o resultado indicar antibioticoterapia
B. prescrever diclofenaco e reavaliar após 24 horas
C. prescrever acetaminofeno, soro fisiológico nasal e amoxicilina
D. prescrever diclofenaco, soro fisiológico nasal e amoxicilina
E. prescrever solução otológica contendo antibiótico e anestésico e soro fisiológico nasal

1694. Menina, 8 anos, com intensa otalgia e febre há 6 horas. Exame físico: T 37,8°C, otoscopia com intensa hiperemia de conduto e membrana timpânica com bolhas na porção externa. O agente etiológico mais provável é:

A. Haemophilus influenzae
B. Streptococcus pneumoniae
C. Mycoplasma pneumoniae
D. Chlamydia trachomatis
E. Moraxella catarrhalis

1695. Lactente apresenta febre de 39°C, dor de garganta, tosse rouca, estridor inspiratório, salivação intensa, dispnéia, com desconforto respiratório grave, ausência de secreção purulenta em orofaringe. O diagnóstico mais provável é:

A. laringite aguda
B. epiglotite
C. bronquiolite
D. difteria
E. asma aguda

1697. Sinusite em pré-adolescente cursa mais freqüente com:

A. cefaléia frontal e secreção nasal
B. tosse noturna e secreção nasal
C. edema palpebral e tosse diurna
D. acometimento mais freqüente dos seios frontais
E. hipertermia e respiração ruidosa

1698. Assinale os dados clínicos mais observados em crianças com rinossinusopatia:

A. edema palpebral e tosse rouca
B. cefaléia frontal e coriza serosa
C. febre e respiração ruidosa
D. tosse noturna e secreção nasal
E. palidez facial e obstrução nasal

1699. Você examinou há 48 horas atrás uma criança com 18 meses de idade e observou febre (38°C), tosse irritativa, FR 40 ipm e ausculta pulmonar com muitos roncos. Hoje ela retorna, apresentando febre alta (até 39,5°C), tosse produtiva, FR 65 ipm e ausculta pulmonar com estertores subcreptantes esparsos. De acordo com o Manual de Assistência das infecções Respiratórias Agudas do Ministério da Saúde, o dado de valor prognóstico na evolução deste caso é:

A. a elevação da temperatura
B. a modificação no padrão da tosse
C. o aumento da freqüência respiratória
D. a mudança na ausculta pulmonar
E. a idade da criança

1700. A antibioticoterapia instituída para a otite média em lactentes de 12 a 24 meses deve prever a cobertura de:

A. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A
B. Haemophilus influenzae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A
C. Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae
D. Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae
E. Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus

1701. Criança de 4 anos de idade, previamente hígida, é internada pela primeira vez com pneumonia e insuficiência respiratória. Escolha a terapêutica antimicrobiana inicial:

A. oxacilina, cefalosporina de 2ª ou 3ª gerações
B. oxacilina + aminoglicosídeo
C. clindamicina
D. penicilina benzatina
E. penicilina cristalina

1702. Lactente do sexo feminino, com quatro meses de idade, é trazida ao pronto-socorro. Sua mãe relata que a criança começou apresentar tosse, cansaço, "chiado no peito" e febre (de até 38,5ºC) há dois dias. Nega episódios semelhantes anteriores. Ao exame físico a criança apresenta taquipnéia (FR 64/min) sem desconforto respiratório. O murmúrio vesicular está presente e simétrico e acompanha-se de sibilos respiratórios e estertores subcreptantes grossos e difusos. O diagnóstico do quadro de sibilância e a conduta devem ser, respectivamente:

A. asma; inalações com broncodilatadores
B. bronquiolite; inalações com soro fisiológico associados à fisioterapia respiratória
C. asma; aminofilina
D. bronquiolite; inalações com broncodilatadores
E. laringite; inalação com adrenalina

1703. A respeito da otite média secretora (ou serosa) na criança é INCORRETO afirmar que:

A. é usualmente bilateral
B. não costuma cursar com febre
C. a otorréia normalmente aumenta com a entrada de água nos ouvidos
D. cursa com diminuição da audição
E. na maioria das vezes os pais relatam que a criança apresenta dificuldade respiratória, roncos e respiração bucal

1705. Paciente de 2 anos, atópico, há 3 dias com obstrução nasal, febre baixa e coriza mucosa. Há 12 horas com tosse seca, rouquidão e dificuldade respiratória. Ao exame físico: afebril, FR 52 irpm, com estridor inspiratório, retração de fúrcula esternal e entrada de ar diminuída na ausculta pulmonar. Em relação a este quadro clínico. assinale a afirmativa CORRETA:

A. trata-se de laringite viral, sendo o provável agente o vírus sincicial respiratório
B. trata-se de epiglotite aguda, devendo ser tratado com antibioticoterapia intravenosa
C. o uso de dexametasona deve ser evitado, estando apenas indicado o uso de epinefrina inalatória e oxigenioterapia
D. trata-se de laringite viral, não sendo possível afastar a hipótese de laringite estridulosa
E. trata-se de insuficiência respiratória alta grave, estando indicada a intubação orotraqueal

1707. O agente etiológico mais comum na otite média em crianças é:

A. estafilococo
B. pneumococo
C. pseudomonas
D. Moraxella catarralis
E. Haemophilus influenzae

1708. Pré-escolar de quatro anos de idade é atendido no pronto-socorro com história de febre de 40ºC há 12 horas, prostração, voz abafada, dificuldade respiratória progressiva e respiração ruidosa. Ao exame de entrada apresenta-se toxemiado, com estridor inspiratório e retrações torácicas, mantendo-se em posição tripóide. A conduta inicial é:

A. oferecer oxigênio e administrar corticosteróide endovenoso
B. oferecer oxigênio e realizar radiografia lateral de pescoço
C. oferecer oxigênio, promover intubação traqueal em centro cirúrgico e administrar antibiótico endovenoso
D. oferecer oxigênio, administrar corticosteróide endovenoso e inalação com epinefrina
E. oferecer oxigênio, administrar corticosteróide e antibiótico endovenoso e inalação com epinefrina

1711. Lactente de quatro meses de idade chega ao pronto-socorro com história de coriza e obstrução nasal há três dias. Há um dia houve piora e surgiu tosse seca, acompanhada de dificuldade respiratória e retrações intercostais, sem febre. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, afebril, corado, acianótico, com freqüência respiratória de 70 incursões/minuto e a ausculta pulmonar revela estertores subcreptantes bilaterais e sibilos. Em relação a esse caso, pode-se afirmar que:

A. o diagnostico mais provável é de bronquiolite e o agente mais comum dessa condição e o vírus parainfluenza
B. a introdução precoce de broncodilatadores e aminofilina justifica-se pela freqüência respiratória elevada
C. o padrão radiológico mais provável é o de hiperinsuflação pulmonar
D. mesmo na ausência de febre, deve ser introduzida antibioticoterapia com penicilina G cristalina
E. Mycoplasma pneumoniae e um agente freqüente de infecções respiratórias nessa faixa etária

1712. Uma menina de três anos de idade, raça negra, é atendida com quadro de vômitos pós-alimentares e tosse. Relata dor abdominal intermitente. Está afebril, desnutrida de primeiro grau e descorada. A ausculta pulmonar revela roncos e sibilos disseminados. O RX de tórax mostra infiltrado difuso na base esquerda e ápice direito. Hemograma com 9,5 g/dl de hemoglobina e 26 de hematócrito, VCM de 68, Leucograma com 8.000 leucócitos (2% bastonetes, 60% segmentados, 10% eosinófilos, 28% linfócitos). O quadro pulmonar é sugestivo de:

A. asma brônquica
B. pneumonia linfócitaria
C. síndrome da pneumonia afebril
D. broncopneumonia de evolução atípica pela desnutrição
E. síndrome de Löeffler

1713. Pré-escolar de seis anos é atendido no ambulatório com história de tosse produtiva, predominantemente noturna, há quatro semanas, iniciada após quadro de rinofaringite aguda, febre baixa ocasional e secreção nasal persistente. Nega quadros respiratórios crônicos ou de repetição. Baseada nesse relato a melhor conduta terapêutica é.

A. cefalexina + solução morna nasal
B. amoxicilina + solução morna nasal
C. anti-histamínicos + solução morna nasal
D. descongestionantes sistêmicos + anti-histamínicos
E. descongestionantes sistêmicos + solução morna nasal

1717. Um pré-escolar de dois anos de idade apresenta febre alta, tiragem, estridor em repouso, comprometimento do estado geral e fácies ansiosa. As possibilidades diagnósticas e a conduta corretas são:

A. epiglotite e laringite viral / tratamento domiciliar com antibiótico
B. laringite bacteriana e epiglotite / tratamento hospitalar com antibiótico
C. epiglotite e laringite bacteriana / tratamento domiciliar com antibiótico
D. laringite viral e laringite bacteriana / tratamento hospitalar com sintomáticos
E. laringite viral e laringite bacteriana / tratamento domiciliar com sintomáticos

1721. Lactente apresenta quadro agudo de febre e tosse há dois dias. O pai está em tratamento de tuberculose pulmonar há três meses. A radiografia da criança mostra aspecto de infiltrado alveolar segmentar em lobo superior direito. O esquema básico de vacinação está em dia e o teste PPD foi de 10 mm há dois meses. Exame físico: regular estado geral, levemente dispnéico, sem tiragem, FR: 44 irpm, murmúrio vesicular discretamente diminuído em terço superior do hemitórax direito e sopro tubário na mesma topografia, em face posterior. A melhor conduta é:

A. repetir teste PPD para orientar a decisão terapêutica
B. tratar como pneumonia com amoxicilina
C. iniciar quimioprofilaxia com isoniazida
D. internar para colher lavado gástrico
E. tratar com esquema tríplice

1722. Um menino de sete anos é atendido no Pronto Socorro com quadro de tosse e febre há dois dias. Há um dia está cansado e apresentando vômitos esporádicos, provocados pela tosse. Na ausculta pulmonar encontram-se diminuição do murmúrio vesicular em todo hemitórax direito e presença de estertores sub-crepitantes difusos. A radiografia do tórax revela opacificação do lobo superior direito e linha de derrame pleural. Este quadro sugere:

A. Pneumonia por estafilococos
B. Pneumonia por pneumococos
C. Pneumonia por Haemophilus influenzae
D. Pneumonia por agente gram negativo
E. Pneumonia por aspiração

1723. Criança de 2 anos é internada por quadro de pneumonia bilateral grave com hemoculturas positivas para Streptococcus pneumoniae. O antibiograma revelou sensibilidade a todos os antibióticos testados, incluindo a penicilina, a oxacilina e a vancomicina. Pela gravidade da infecção, a melhor opção terapêutica é a:

A. vancomicina
B. penicilina
C. associação de vancomicina e penicilina ou vancomicina e oxacilina
D. associação de vancomicina, penicilina e oxacilina
E. vancomicina, utilizando-se o dobro da dose usual

1724. Criança de 2 anos e 6 meses apresenta febre, cefaléia e tosse há 3 dias. No exame físico ha secreção esverdeada descendente em orofaringe. A melhor conduta é

A. ceftriaxone intramuscular em dose única
B. radiografia simples de seios da face e claritromicina por 10 dias
C. tomografia computadorizada de seios da face e amoxacilina por 10 dias
D. radiografia simples de seios da face, amoxacilina por 10 dias e descongestionante sistêmico
E. amoxacilina por 14 dias

1725. A patologia que exige tratamento imediato por ser uma emergência clínica com alto potencial de letalidade é:

A. faringite
B. epiglotite
C. bronquiolite aguda
D. abscesso retrofaringeal
E. laringite espasmódica aguda

1726. Criança de três anos de idade, com febre baixa de 37,6ºC, em bom estado geral, apresenta estridor leve que desaparece em repouso. A primeira hipótese diagnóstica e a conduta imediata, são, respectivamente:

A. laringite viral/medicação sintomática
B. asma brônquica/broncodilatador oral
C. laringite bacteriana/ampicilina
D. corpo estranho/broncoscopia
E. epiglotite aguda/ceftriaxone

1727. Menino de 12 meses de idade apresenta-se febril, taquidispnéico, hipocorado, gemente e com estado geral comprometido. O hemograma mostra: Hb 8g/dL, hematócrito 23%, leucócitos de 25.000/mm³ com 10% de bastões, 58% de segmentados, 25% de linfócitos e 7% de monócitos. As radiografias de tórax estão reproduzidas a seguir:

 

Diante deste quadro, a etiologia mais provável é: 

A. Mycoplasma pneumoniae
B. Haemophylus influenzae
C. Klebsiella pneumoniae
D. Pneumocystis carinii
E. Staphylococcus

1728. Criança de seis anos de idade apresenta quadro de febre alta, dor torácica, dispnéia e tosse seca. O Rx mostra condensação pneumônica no hemitórax direito. Qual é o agente etiológico mais provável?

A. Mycoplasma pneumoniae
B. Staphylococcus aureus
C. Streptococcus pyogenes
D. Streptococcus pneumoniae
E. Haemophylus influenzae

1729. Com relação ao tratamento das pneumonias qual das informações abaixo é INCORRETA:

A. a pneumonia por Mycoplasma se caracteriza por um padrão intersticial, hipoxemia desproporcional a extensão do quadro, tosse, febre baixa e boa resposta à eritromicina
B. o pneumococo continua sendo o principal agente etiológico das pneumonias bacterianas na infância, em todas as faixas etárias após o período neonatal
C. em pacientes com AIDS e outras doenças que causam com depressão da imunidade o Pneumocystis carinii é uma etiologia importante a ser coberta e a droga de escolha é a associação sulfametoxazol + trimetroprim
D. as pneumonias viróticas tipicamente estão associadas a quadro de infecções de vias aéreas superiores e a um padrão intersticial e, por isto, o achado dessa associação indica o uso de antivirais, como o aciclovir, no tratamento da pneumonia
E. pneumonia grave, com rápida progressão, derrame pleural e pneumatoceles faz lembrar a etiologia estafilocócica, entretanto, não exclui outras etiologias

1731. Criança com quatro anos de idade em poucas horas apresentou o quadro clínico evolutivo de febre alta, epiglote edemaciada e eritematosa, salivação, disfagia e dispnéia com tiragem supra-esternal. O diagnóstico mais provável é:

A. laringite
B. amigdalite
C. epiglotite
D. pneumonia
E. bronquiolite

1732. O antibiótico de escolha para substituir a amoxacilina no tratamento de uma criança com sinusite aguda, quando esta medicação foi ineficaz, é:

A. oxacilina
B. amicacina
C. cefuroxima
D. vancomicina
E. cloranfenicol

1733. Qual das seguintes alternativas corresponde à queixa principal de corpo estranho nas narinas?

A. dor
B. sangramento pelas narinas
C. secreção aquosa
D. lacrimejamento do mesmo lado
E. obstrução

1734. Qual o grupo de germes que mais freqüentemente participa de infecções da vias superiores na criança abaixo de 2 anos:

A. estreptococos
B. bactérias gram-negativas
C. vírus
D. espiroquetas
E. estafilococos

1735. Em relação às infecções respiratórias agudas, marque a alternativa CORRETA:

A. 90% das infecções respiratórias agudas são prioritariamente não bacterianas
B. das etiologias bacterianas da pneumonia a mais comum é o hemófilo
C. as tonsilites ou faringites que ocorrem em surtos epidêmicos são geralmente de etiologia bacteriana
D. todas estão corretas
E. estão corretas as alternativas A e B

1742. Crianças com otites médias agudas de repetição apresentam como fatores associados:

A. rinopatia alérgica
B. refluxo gastro-esofágico
C. tabagismo no lar
D. posição ao aleitamento
E. todas as alternativas anteriores estão corretas

1743. Em relação às afecções respiratórias agudas:

A. são a principal causa de mortalidade neonatal precoce no sul e sudeste do Brasil
B. são a principal causa de mortalidade infantil pós-neonatal em todas as regiões do Brasil
C. são a principal causa de mortalidade infantil pós-neonatal no sul e sudeste do Brasil
D. são causas freqüentes de mortalidade infantil pós-neonatal, porém a principal causa é a diarréia em todas as regiões do Brasil
E. são causas freqüentes de mortalidade infantil pós-neonatal no sul e sudeste do Brasil, mas a principal causa é a diarréia

1748. Criança pré-escolar de 18 meses de vida apresenta durante o curso de uma infecção respiratória aguda, rouquidão, tosse seca, estridor inspiratório quando a criança fica agitada e febre baixa. Neste caso deve-se instituir como forma de conduta terapêutica:

A. nebulização com b-agonista
B. intubação orotraqueal
C. vaporização quente
D. antibioticoterapia
E. traqueostomia

1750. Criança de seis anos vem evoluindo há mais de 45 dias com tosse freqüente e secreção clara. O irmão mais velho teve quadro semelhante no mês anterior e fez uso de amoxacilina, sem sucesso. A melhor opção terapêutica, neste caso, é:

A. penicilina
B. eritromicina
C. cefalexina
D. cloranfenicol
E. sulfametoxazol-trimetoprim

1751. A colonização bacteriana do trato respiratório mais sugestiva de fibrose cística deve-se a:

A. Klebsiella pneumoniae
B. Streptococcus viridans
C. Pseudomonas aeruginosa
D. Haemophilus influenzae
E. Proteus mirabilis

1752. Na pneumonia afebril do lactente, o agente etiológico mais provável é:

A. Pseudomonas aeruginosa
B. Staphylococcus aureus
C. Chlamydia trachomatis
D. Haemophilus influenzae
E. Streptococcus pneumoniae

1756. O agente viral mais freqüentemente associado com laringotraqueobronquite (crupe virA) é:

A. influenza
B. rinovírus
C. vírus sincicial respiratório
D. adenovírus
E. parainfluenza

1757. Criança de dois anos apresentou em 12 horas quadro de coriza e espirros que evoluiu para rouquidão, tosse abafada e estridor. Ao exame físico, encontra-se toxêmica, respirando com dificuldade, mantendo o pescoço em hiperextensão e apresenta temperatura axilar de 38ºC. O diagnóstico mais provável é:

A. epiglotite
B. bronquiolite
C. laringite viral
D. laringite estridulosa
E. laringite diftérica

1758. Quais os antibióticos abaixo estariam bem indicados no tratamento da sinusite aguda não complicada em crianças?

A. amicacina, tetraciclina, teicoplanina
B. cefixizima, cefuroxima, amoxacilina
C. gentamicina, vibramicina, amoxacilina
D. cefixizima, aztreonam, gentamicina
E. gentamicina, cefuroxima, teicoplanina

1759. A droga de 1ª escolha no tratamento da pneumonia lobar em escolares da comunidade é:

A. penicilina cristalina
B. oxacilina
C. ampicilina
D. amoxacilina
E. penicilina benzatina

1760. Em qual das doenças abaixo não está indicado o uso de profilaxia antimicrobiana?

A. otite média recorrente
B. febre reumática
C. sinusite crônica
D. anemia falciforme
E. infecção urinária recorrente

1761. Qual das drogas abaixo pode ser indicada para o tratamento de otite média crônica supurada, por via oral?

A. dicloxacilina
B. azitromicina
C. cefixima
D. ciprofloxacina
E. cefaclor

1762. A droga de escolha para o tratamento da pneumonia por Estafilococos aureus é:

A. penicilina cristalina
B. oxacilina
C. amoxacilina
D. ampicilina
E. carbenicilina

1769. Criança de três anos de idade é atendida no setor de emergência e é feito diagnóstico de epiglotite aguda. Além da antibioticoterapia, deve ser indicado:

A. imunoglobulina
B. corticoterapia
C. nebulização com adrenalina racêmica
D. intubação traqueal
E. oxigenoterapia sob máscara

1770. Lactente de três meses vem há 12 dias com tosse em acessos e leve dificuldade respiratória. Encontra-se apirético, com ausculta pulmonar normal e freqüência respiratória de 56 irpm. Radiografia de tórax mostra retículo-nodular peri-hilar bilateral. Hemograma com discreta leucocitose e eosinofilia, sem linfocitose. Qual o agente etiológico mais provável desta pneumonia?

A. Listeria monocytogenes
B. Chlamydia trachomatis
C. Mycoplasma pneumoniae
D. Nocardia brasiliensis
E. Haemophilus influenzae

1772. Na rinopatia alérgica, os sintomas mais freqüentes são:

A. espirros, cacosmia subjetiva, obstrução nasal
B. espirros, cacosmia objetiva, prurido nasal
C. espirros, obstrução nasal, prurido e rinorréia purulenta
D. espirros, obstrução nasal, rinorréia aquosa e anosmia
E. espirros, obstrução nasal, prurido e rinorréia aquosa

1773. Criança com febre alta, de início súbito e progressivo, voz abalada, toxemia e dispnéia que melhora na posição sentada. O diagnóstico é:

A. laringotraqueomalácia
B. epiglotite
C. laringite estridulosa
D. aritenoidite
E. monocordite

1774. A terapêutica de eleição para um lactente portador de pneumonia afebril, de cuja mãe foi isolada Chlamydia sp. da secreção vaginal deve ser:

A. tetraciclina
B. amoxacilina
C. ceftriaxona
D. eritromicina
E. clindamicina

1777. Com relação à otite média assinale a alternativa errada:

A. pneumococo é agente etiológico freqüente
B. a miringite (congestão dos tímpanos) define o diagnóstico de otite média aguda
C. ocorre mais freqüentemente no decurso de processos infecciosos respiratórios
D. otalgia, febre e hipoacusia são sintomas comuns
E. a timpanocentese é raramente indicada

1778. Sinusite em uma criança de 2 anos de idade é mais provável ocorrer nos seios:

A. etmoidal e/ou frontal
B. maxilar e/ou etmoidal
C. esfenoidal e/ou mamilar
D. paranasal e/ou frontal
E. paranasal e/ou esfenoidal

1779. Com relação às infecções respiratórias na infância é INCORRETO afirmar:

A. o Mycoplasma pneumoniae mostra uma clara predileção por crianças com menos de 4 anos de idade
B. o vírus respiratório sincicial e o adenovírus são os principais agentes da bronquiolite
C. os vírus são responsáveis pela maior parte das infecções respiratórias primárias
D. a síndrome de Löffler pode ser produzida pelo Ascaris lumbricoides na sua fase larvária
E. os fungos são raros agentes de infecção pulmonar, devendo ser considerados quando há doença de base

1780. E FALSA a afirmação seguinte:

A. os turbinados inferior e médio são os mais comumente envolvidos em casos de congestão nasal
B. um dos sinais de coleção fluida no ouvido médio é o abaulamento da membrana timpânica
C. na disfunção da trompa de Eustáquio se encontra a base fisiopatológica da otite média aguda
D. as pressões em ambos os lados da membrana do tímpano se encontrem igualadas
E. nas crianças, as trompas de Eustáquio são menos horizontalizadas do que nos adultos

1781. O muco, que reveste o epitélio nasal, sintetizado pelas células glandulares da submucosa contem:

A. glicoproteína
B. imunoglobulina G
C. transferrina
D. antihistaminicos
E. prostaglandinas

1782. Qual das seguintes exames dos seios paranasais e util e de indicação correta:

A. exame dos seios maxilares, criança de 2 anos, radiografia simples
B. exame dos seios frontais, criança de 3 anos, radiografia simples
C. exame dos seios maxilares, criança de 6 anos, tomografia computerizada de alta resolução
D. exame de sinus esfenoidal, criança de 5 anos, radiografia simples
E. exame de sinus etmoidal, criança de 12 meses, tomografia simples

1783. A nasofaringite viral:

A. um grande número de casos ocorra no inverno e outono
B. exposição a baixas temperaturas da maior suscetibilidade à doença
C. a imunidade adquirida contra o agente não é duradoura
D. o contagio ocorre em salas de espera de consultórios e ambulatórios
E. anticorpos das classes IgG e IgM contra o vírus são encontrados nas secreções

1784. O agente etiologico mais comum em nasofaringites é:

A. vírus Parainfluenza (tipos 1 a 4)
B. Influenza A e B,
C. Vírus Sincicial Respiratório
D. Rinovirus
E. Coronavírus

1785. A tosse noturna das crianças com nasofaringite e ocasionada por:

A. descamação do epitélio e a intensa infiltração por leucócitos
B. gotejamento pós-nasal de secreções
C. lesão dos cílios do epitélio
D. lesão direta ao epitélio da nasofaringe pelo vírus
E. liberação de mediadores locais (histamina)

1786. O diagnostico da nasofaringite viral precisa de:

A. cultura e isolamento de vírus
B. exame clínico
C. hemograma, VHS
D. otoscopia
E. rinoscopia

1787. São sinais de agravo da nasofaringite comum:

A. secreção nasal purulenta
B. irritabilidade
C. manifestações clinicas que duram mais de 7 dias
D. cefaléia
E. tosse noturna

1788. Não e recomendado para o tratamento da nasofaringite comum da criança:

A. uso de vaporizadores
B. soluções salinas isotônicas
C. uso de aspirina
D. uso de acetaminofeno
E. uso da dipirona

1789. Pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria o esquema vacinal na primovacinação com a vacina anti-influenza para uma criança de dé 2 anos e 6 meses e a seguinte:

A. duas doses de 0,25 ml com intervalo de 4 meses entre as doses, nos anos subseqüentes uma dose anual;
B. duas doses de 0,5 ml com intervalo de 6 meses entre as doses, nos anos subseqüentes, facultativo, uma dose anual;
C. uma dose de 0,25 ml e nos anos subseqüentes uma dose de 6 em 6 meses ate 9 anos;
D. duas doses de 0,5 ml com intervalo de 4 semanas entre as doses, nos anos subseqüentes uma dose anual;
E. somente uma dose de 0,5 ml anual

1790. Sobre a faringite viral e verdade que:

A. crianças menores de cinco anos apresentam predominante a forma viral
B. na maioria das vezes, é assintomática ou oligossintomática
C. não costuma ser associada à dor intensa e odinofagia
D. um achado muito sugestivo de infecção pelo Adenovírus é a presença de linfadenopatia cervical
E. a infecção pelo vírus Coxsackie A determina conjuntivite do tipo folicular

1791. A febre faringoconjuntival tem como agente etiologico:

A. adenovirus
B. virus coxsackie A
C. enterovirus
D. Streptococcus piogenes
E. todas enumeradas acima

1792. O aumento das amígdalas e adenóides é mais intenso entre:

A. 1 - 5 anos de idade
B. 6 - 12 meses de idade
C. 3 - 10 anos de idade
D. 13 - 20 anos de idade
E. 6 - 12 anos de idade

1793. Uma criança com amigdalite cronica apresenta:

A. hiperemia persistente dos pilares anteriores
B. linfadenopatia submandibular associada
C. apetite normal e ganho normal de peso
D. hipersalivação
E. subfebrilidade quase permanente

1794. É a única indicação absoluta para a tonsilectomia:

A. Hipertrofia adenoamigdalar associada a cor pulmonale
B. Sintomas obstrutivos caracterizados por episódios de apnéia durante o sono em crianças pequenas
C. Crescimento deficiente, anormalidades da fala e anormalidades craniofaciais.
D. Abscesso peritonsilar
E. Estado de portador estreptocócico irresponsível ao tratamento clínico.

1795. Que sejam as seguintes afirmaçoes sobre a tonsilectomia:

(I) habitualmente, prescreve-se no pré-operatório um curso de antibióticos para atenuar a infecção
(II) no caso de abscesso tonsilar aguarda-se cerca de duas a três semanas para a operação
(III) em crianças menores de três anos deve ser realizada em ambiente hospitalar
(IV) depois o alívio da obstrução existe a possibilidade de edema agudo de pulmão

São verdadeiras:

A. todas
B. I, II e III
C. III e IV
D. I, III e IV
E. I, II e IV

1796. Não representa contraindicação de adenoidectomia:

A. idade pequena da criança
B. presença de fenda palatina
C. vacinação recente contra poliomielite
D. impetigo peri-orificial em face
E. discrasias sangüíneas não corrigidas

1797. Qual é o mais frequente agente viral da otite media aguda:

A. influenza
B. paragripal
C. sincicial respiratorio
D. citomegalovirus
E. adenovirus

1798. A droga de escolha para o tratamento da otite media aguda:

A. ampicilina
B. benzatin-penicilina
C. azitromicina
D. claritromicina
E. amoxicilina

1799. A imunoprofilaxia da otite media recorrente na infancia utiliza:

A. vacina conjugada contra o S.pneumoniae 7- valente
B. extratos de lisados bacterianos (Broncho-vaxom)
C. vacina contra Haemophilus influenzae
D. vacina anti Staphylococcus aureus
E. vacina anti-meningococica

1800. Os agentes que mais provocam sinusite aguda bacteriana são:

A. Str.meningitidis, Staphylococcus albus, Listeria monocytogenes
B. Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Bordetella pertussis
C. Streptococcus pneumoniae, o Haemophylus influenzae, Moraxella catarrhalis
D. My. tuberculosis, Actynomices, Candida
E. Klebsiella, Pseudomonas, Bacteroides fragilis

1801. São encontrados COM A MAIOR FREQUENCIA nas sinusites subagudas e cronicas:

(I) streptococcus alfa-hemolítico
(II) anaeróbios
(III) Staphylococcus coagulase negativo
(IV) Staphylococcus aureus

São verdadeiras:

A. I e II
B. I, III, IV
C. I, II, IV
D. II, III, IV
E. I, II, III, IV

1802. No caso de sinusite aguda, ao contrário do adolescente, a criança não manifesta:

A. tosse
B. piora da tosse em posição supina
C. secreção nasal clara
D. secreção nasal purulenta
E. sensibilidade a percussão da face

1803. As complicações da rinossinusite bacteriana incluem:

A. anosmia
B. abscessos epidural e subdural
C. paralisia de nervo VII (facial)
D. otomastoidite
E. hiperpirexia

1804. A ultrasonografia esta recomendada no diagnostico da sinusite aguda:

A. apenas em grávidas, quando há dúvida diagnóstica
B. todos os pacientes com qualquer tipo de queixa nasal
C. após 72h de antibioticoterapia adequada
D. sinusites crônicas ou recorrentes
E. trombose de seio cavernoso

1805. E uma afirmação FALSA em relação com tratamento da sinusite:

A. a antibioticoterapia para a rinossinusite bacteriana aguda, na maioria dos casos, é empírica
B. amoxacilina não é recomendada na sinusite subaguda e na crônica
C. os anti-histamínicos promovem um espessamento da secreção, e não devem ser utilizados
D. na sinusite subaguda o tratamento gira em torno dos 14 a 21 dias
E. o spray nasal de corticóide reduz o edema de mucosa em pacientes com sinusite crônica

1806. Sobre a laringotraqueobronquite viral aguda e verdade que:

A. ocorre no final do outono e durante o inverno
B. a temperatura e, geramente, muito elevada (39-40 graus C)
C. mais de 30% das crianças acometidos requer internação
D. o agente etiológico mais envolvido na LTVA é o vírus sincicial respiratorio
E. o edema de cordas vocais e ausente

1807. Sobre a epiglotite e verdade que:

A. apresenta pico de incidência dos 6 a 15 meses
B. O Haemophilus influenza tipo b (HiB) e responsável pela grande maioria dos casos de epiglotite bacteriana
C. somente ocorre em crianças imunodeprimidas
D. na suspeita de epiglotite, a inspeção da orofaringe utilizando-se um abaixador de língua e o exame de referencia
E. Confirmada a epiglotite, é fundamental a internação do paciente em UTI Pediátrica

2873. Criança do sexo masculino, com 4 meses de idade, chega ao pronto-socorro com história de tosse, coriza e febre não medida há 3 dias. A mãe refere que há 1 dia a criança iniciou quadro de dificuldade para respirar com piora no dia da consulta. Ao exame físico de entrada a criança encontrava-se em regular estado geral, hidratada, levemente descorada, acianótica, anictérica, T=37,3°C. Otoscopia: leve hiperemia em membrana timpânica direita. Respiratório: MV presente bilateralmente, com sibilos difusos, discreto batimento de asas de nariz, tiragem subdiafragmática o intercostal moderada. FR=70 ipm. Saturação de O2, em ar ambiente, de 90%. Hemograma: Hb 9,0 g/dl, Ht 28%, VCM 85m3. Leucócitos 8.900 (Bt 3%, Seg 57%, Li 28%, Eo 2%, Mo 10%). Radiografia de tórax: hiperinsuflação pulmonar com infiltrado intersticial difuso em ambos hemitóraces e retificação de arcos costais. A conduta é:

A. orientar a mãe a fazer inalação com SF 0,9% e tapotagem, com retorno se houver piora do quadro
B. internar a criança e indicar inalação, penicilina cristalina e oxacilina
C. prescrever macrolídeo e orientar inalação em casa
D. internar a criança, prescrever inalação, oxigenioterapia e fisioterapia respiratória
E. internar a criança, prescrever transfusão sangüínea e oxigenioterapia

2874. Um menino de 13 anos de idade, anteriormente sadio, é trazido ao pronto-socorro com febre, cefaléia, mal-estar e tosse não produtiva caracterizando uma pneumonia leve. O tratamento mais apropriado é:

A. cefalexina
B. amoxicilina
C. penicilina oral
D. trimetoprim-sulfametoxazol
E. eritromicina

2875. Menina, 8 anos, com intensa otalgia e febre há 6 horas. Exame físico: T 37,8°C, otoscopia com intensa hiperemia de conduto e membrana timpânica com bolhas na porção externa. O agente etiológico mais provável é:

A. Haemophilus influenzae
B. Streptococcus pneumoniae
C. Mycoplasma pneumoniae
D. Chlamydia trachomatis
E. Moraxella catarrhalis

2876. Lactente apresenta febre de 39°C, dor de garganta, tosse rouca, estridor inspiratório, salivação intensa, dispnéia, com desconforto respiratório grave, ausência de secreção purulenta em orofaringe. O diagnóstico mais provável é:

A. laringite aguda
B. epiglotite
C. bronquiolite
D. difteria
E. asma aguda

2878. Sinusite em pré-adolescente cursa mais freqüente com:

A. cefaléia frontal e secreção nasal
B. tosse noturna e secreção nasal
C. edema palpebral e tosse diurna
D. acometimento mais freqüente dos seios frontais
E. hipertermia e respiração ruidosa

2879. Assinale os dados clínicos mais observados em crianças com rinossinusopatia

A. edema palpebral e tosse rouca
B. cefaléia frontal e coriza serosa
C. febre e respiração ruidosa
D. tosse noturna e secreção nasal
E. palidez facial e obstrução nasal

2880. Você examinou há 48 horas atrás uma criança com 18 meses de idade e observou febre (38°C), tosse irritativa, FR 40 ipm e ausculta pulmonar com muitos roncos. Hoje ela retorna, apresentando febre alta (até 39,5°C), tosse produtiva, FR 65 ipm e ausculta pulmonar com estertores subcreptantes esparsos. De acordo com o Manual de Assistência das infecções Respiratórias Agudas do Ministério da Saúde, o dado de valor prognóstico na evolução deste caso é:

A. a elevação da temperatura
B. a modificação no padrão da tosse
C. o aumento da freqüência respiratória
D. a mudança na ausculta pulmonar
E. a idade da criança

2881. A antibioticoterapia instituída para a otite média em lactentes de 12 a 24 meses deve prever a cobertura de:

A. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A
B. Haemophilus influenzae e Streptococcus Beta hemolítico do grupo A
C. Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae
D. Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae
E. Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus

2884. A respeito da otite média secretora (ou serosa) na criança é INCORRETO afirmar que:

A. é usualmente bilateral
B. não costuma cursar com febre
C. a otorréia normalmente aumenta com a entrada de água nos ouvidos
D. cursa com diminuição da audição
E. na maioria das vezes os pais relatam que a criança apresenta dificuldade respiratória, roncos e respiração bucal

2886. Paciente de 2 anos, atópico, há 3 dias com obstrução nasal, febre baixa e coriza mucosa. Há 12 horas com tosse seca, rouquidão e dificuldade respiratória. Ao exame físico: afebril, FR 52 irpm, com estridor inspiratório, retração de fúrcula esternal e entrada de ar diminuída na ausculta pulmonar. Em relação a este quadro clínico. assinale a afirmativa CORRETA:

A. trata-se de laringite viral, sendo o provável agente o vírus sincicial respiratório
B. trata-se de epiglotite aguda, devendo ser tratado com antibioticoterapia intravenosa
C. o uso de dexametasona deve ser evitado, estando apenas indicado o uso de epinefrina inalatória e oxigenioterapia
D. trata-se de laringite viral, não sendo possível afastar a hipótese de laringite estridulosa
E. trata-se de insuficiência respiratória alta grave, estando indicada a intubação orotraqueal

2894. Lactente de 2 meses, nascido de parto normal, a termo, com peso adequado para a idade gestacional. Apresenta quadro de tosse há 3 semanas, com gemência e inapetência há 3 dias. Nega febre durante todo período de doença. Ao exame tísico encontra-se em BEG, afebril, FR 56 irpm, FC 120 bpm. Otoscopia: membranas timpânicas com hiperemia bilateral e brilho preservado. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateral com estertores subcreptantes disseminados. A radiografia simples de tórax observa-se opacidade heterogenia no lobo superior direito. O agente etiológico mais provável para este quadro é:

A. Streptococcus pneumoniae
B. Chlamydia trachomatis
C. Mycoplasma pneumoniae
D. Lysteria monocytogenes
E. Haemophylus influenzae tipo A

2895. Sobre a pneumonia estafilocócica, assinale a alternativa correta:

(I) Tem quadro clínico exuberante: febre elevada que se mantém por vários dias, prostração, toxemia e taquidispnéia importante
(II) As pneumatoceles podem estar presentes no início ou no decorrer do quadro
(III) Costuma evoluir com febre por cerca de 10 a 14 dias mesmo com antibiótico adequado
(IV) A melhora das condições gerais e a regressão da toxemia são indicativos de uma boa resposta terapeutica

São verdadeiras:

A. se I, II e III forem corretas
B. se I e III forem corretas
C. se II e IV forem corretas
D. se só IV for correta
E. se todas forem corretas

2896. Correlacione as afirmativas e os dados a seguir e assinale a alternativa com as associações CORRETAS:

I) Benigna, geralmente afebril, auto-limitada A) Influenzae A ou B
II) Taquidispnéia, sibilos, gemido expiatório, doença grave em lactentes que foram prematuros de extremo baixo peso B) Rinovírus
III) Doença grave que se tornou rara, depois que a vacina específica contra seu agente etiológico passou a ser feita como rotina em crianças C) Coxsackie A e B
IV) Coriza, obstrução nasal, cefaléia, mialgia, febre alta, complicações bacterianas freqüentes D) Epiglotite aguda
V) Amigdalite sem exsudatos com febre alta, dor de garganta, lesões do tipo aftas esbranquiçadas e brilhantes nas amígdalas, palato mole e pilares anteriores E) Vírus sincicial respiratório

 

 

 

 





A. I-C; II-D; III-E; IV-B; V-A
B. I-B; II-E; III-D; IV-A; V-C
C. I-A; II-B; III-E; IV-C; V-D
D. I-B; II-E; III-A; IV-C; V-D
E. I-A: II-B; III-C; IV-D; V-E

2897. A bronquite em lactentes é mais freqüentemente causada por:

A. adenovírus
B. vírus parainfluenza
C. Streptococos pneumoniae
D. Mycoplasma pneumoniae
E. vírus sincicial respiratório

2898. O agente etiológico mais comum na otite média em crianças é:

A. estafilococo
B. pneumococo
C. pseudomonas
D. Moraxella catarralis
E. Haemophilus influenzae

2899. Pré-escolar de quatro anos de idade é atendido no pronto-socorro com história de febre de 40ºC há 12 horas, prostração, voz abafada, dificuldade respiratória progressiva e respiração ruidosa. Ao exame de entrada apresenta-se toxemiado, com estridor inspiratório e retrações torácicas, mantendo-se em posição tripóide. A conduta inicial é:

A. oferecer oxigênio e administrar corticosteróide endovenoso
B. oferecer oxigênio e realizar radiografia lateral de pescoço
C. oferecer oxigênio, promover intubação traqueal em centro cirúrgico e administrar antibiótico endovenoso
D. oferecer oxigênio, administrar corticosteróide endovenoso e inalação com epinefrina
E. oferecer oxigênio, administrar corticosteróide e antibiótico endovenoso e inalação com epinefrina

2900. Criança com um ano e meio de idade retorna para reavaliar quadro de otite média aguda. urna semana após a introdução de amoxicilina na dose de 40mg/Kg/dia. Ficou afebril 48 horas após a introdução do tratamento, porém, ainda apresenta efusão e hiperemia na membrana timpânica esquerda. Qual a melhor conduta?

A. aumentar a dose de amoxacilina para 80mg/kg/dia e manter o tratamento por mais de 10 dias, pois a dose de antibiótico originalmente prescrita é mais baixa do que a atualmente preconizada
B. trocar o antibiótico para um de mas amplo espectro (cefalosporina ou a associação amoxicilina-clavulanato), pois a efusão provavelmente se deve à presença de germe produtor de beta-lactamase
C. recomendar o uso associado de antiinflamatório não hormonal, para abreviar a resolução do quadro de efusão
D. prescreve um descongestionante por via oral, para abreviar a resolução da efusão do ouvido médio e aumentar o tempo de tratamento com amoxicilina para duas semanas
E. manter o antibiótico até completar 10 dias e reavaliar a criança após o término do tratamento

2902. Lactente de quatro meses de idade chega ao pronto-socorro com história de coriza e obstrução nasal há três dias. Há um dia houve piora e surgiu tosse seca, acompanhada de dificuldade respiratória e retrações intercostais, sem febre. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, afebril, corado, acianótico, com freqüência respiratória de 70 incursões/minuto e a ausculta pulmonar revela estertores subcreptantes bilaterais e sibilos. Em relação a esse caso, pode-se afirmar que:

A. o diagnostico mais provável é de bronquiolite e o agente mais comum dessa condição e o vírus parainfluenza
B. a introdução precoce de broncodilatadores e aminofilina justifica-se pela freqüência respiratória elevada
C. o padrão radiológico mais provável é o de hiperinsuflação pulmonar
D. mesmo na ausência de febre, deve ser introduzida antibioticoterapia com penicilina G cristalina
E. Mycoplasma pneumoniae e um agente freqüente de infecções respiratórias nessa faixa etária

2908. Um pré-escolar de dois anos de idade apresenta febre alta, tiragem, estridor em repouso, comprometimento do estado geral e fácies ansiosa. As possibilidades diagnósticas e a conduta corretas são:

A. epiglotite e laringite viral / tratamento domiciliar com antibiótico
B. laringite bacteriana e epiglotite / tratamento hospitalar com antibiótico
C. epiglotite e laringite bacteriana / tratamento domiciliar com antibiótico
D. laringite viral e laringite bacteriana / tratamento hospitalar com sintomáticos
E. laringite viral e laringite bacteriana / tratamento domiciliar com sintomáticos

2918. Criança de três anos de idade, com febre baixa de 37,6ºC, em bom estado geral, apresenta estridor leve que desaparece em repouso. A primeira hipótese diagnóstica e a conduta imediata, são, respectivamente:

A. laringite viral/medicação sintomática
B. asma brônquica/broncodilatador oral
C. laringite bacteriana/ampicilina
D. corpo estranho/broncoscopia
E. epiglotite aguda/ceftriaxone

2923. Criança com quatro anos de idade em poucas horas apresentou o quadro clínico evolutivo de febre alta, epiglote edemaciada e eritematosa, salivação, disfagia e dispnéia com tiragem supra-esternal. O diagnóstico mais provável é:

A. laringite
B. amigdalite
C. epiglotite
D. pneumonia
E. bronquiolite

2924. O antibiótico de escolha para substituir a amoxacilina no tratamento de uma criança com otite media aguda, quando esta medicação foi ineficaz, é:

A. oxacilina
B. amicacina
C. cefuroxima
D. vancomicina
E. cloranfenicol

2925. Qual das seguintes alternativas corresponde à queixa principal de corpo estranho nas narinas?

A. dor
B. sangramento pelas narinas
C. secreção aquosa
D. lacrimejamento do mesmo lado
E. obstrução

2926. Qual o grupo de germes que mais freqüentemente participa de infecções da vias superiores na criança abaixo de 2 anos:

A. estreptococos
B. bactérias gram-negativas
C. vírus
D. espiroquetas
E. estafilococos

2927. Com relação a otite média aguda na infância é INCORRETO:

A. o principal agente é o pneumococo
B. a hiperemia de membranas timpânicas é o principal achado à otoscopia
C. a droga de escolha para tratamento é a amoxicilina
D. o Haemophilus não-B pode ser agente etiológico
E. as cefalosporinas de primeira geração também podem ser usadas no tratamento

2930. Criança com 18 meses apresenta quadro de otite média aguda. Os agentes mais freqüentes são:

A. Moraxella catarrhalis e Escherichia coli
B. Streptococcus B-hemolítico do grupo A e fungos
C. Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae
D. Streptococcus pneumoniae e Escherichia coli
E. Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis

2931. Criança de seis anos de idade apresenta-se com quadro de febre alta, dor torácica, dispnéia, tosse seca. A radiografia de tórax mostra uma condensação pneumônica do hemitórax direito com discreto derrame pleural. O agente etiológico mais provável é:

A. Staphylococcus aureus
B. Mycoplasma pneumoniae
C. Streptococcus pyogenes
D. Streptococcus pneumoniae
E. Haemophilus influenzae

2932. Criança com oito meses de idade apresentou história de infecção respiratória alta há uma semana. Abruptamente, seu estado geral fica comprometido com febre alta, tosse, desconforto respiratório e cianose. O hemograma mostra leucocitose com aumento de células polimorfonucleares. A radiografia evidencia o pulmão direito com infiltrado denso homogêneo em toda sua extensão e grande derrame pleural com presença de pneumatoceles. Estes dados sugerem o diagnóstico de pneumonia por:

A. Klebsiella pneumoniae
B. Neisseria meningitidis
C. Staphylococcus aureus
D. Streptococcus pyogenes
E. Mycobacterium tuberculosis

2933. O agente etiológico, principal envolvido no quadro de bronquiolite, é o:

A. Vírus sincicial respiratório
B. Mycoplasma pneumoniae
C. Vírus influenzae e parainfluenzae
D. Haemophilus influenzae
E. Adenovírus

2934. Em relação ao encontro de derrame pleural na radiografia de tórax de um paciente de 10 anos em tratamento de pneumonia, podemos afirmar:

A. Implica em mau prognóstico
B. Indica etiologia estafilocócica
C. Deverá ser drenado
D. Deverá ser submetido a punção diagnóstica
E. O agente etiológico não será encontrado no líquido pleural

2935. Crianças com otites médias agudas de repetição apresentam como fatores associados:

A. rinopatia alérgica
B. refluxo gastro-esofágico
C. tabagismo no lar
D. posição ao aleitamento
E. todas as alternativas anteriores estão corretas

2936. Em relação às afecções respiratórias agudas:

A. são a principal causa de mortalidade neonatal precoce no sul e sudeste do Brasil
B. são a principal causa de mortalidade infantil pós-neonatal em todas as regiões do Brasil
C. são a principal causa de mortalidade infantil pós-neonatal no sul e sudeste do Brasil
D. são causas freqüentes de mortalidade infantil pós-neonatal, porém a principal causa é a diarréia em todas as regiões do Brasil
E. são causas freqüentes de mortalidade infantil pós-neonatal no sul e sudeste do Brasil, mas a principal causa é a diarréia

2937. Diante de um paciente de 1 ano e 8 meses com diagnóstico de pneumonia e derrame pleural caracterizado como empiema, a conduta mais adequada é:

A. drenagem pleural fechada e antibioticoterapia
B. punção esvaziadora da pleura e antibioticoterapia
C. antibioticoterapia com cobertura para Pneumococo, estafilococo e Haemophilus
D. limpeza cirúrgica da pleura e antibioticoterapia
E. pleurodese e antibioticoterapia

2938. Achado clínico mais freqüente da pneumonia na criança:

A. estertores subcrepitantes difusos
B. estertores crepitantes localizados
C. taquipnéia
D. sibilos difusos
E. derrame pleural

2940. A droga indicada para o tratamento inicial da otite média aguda que ocorre em lactente é:

A. eritromicina
B. amoxacilina
C. cefalexina
D. penicilina
E. oxacilina

2941. Criança pré-escolar de 18 meses de vida apresenta durante o curso de uma infecção respiratória aguda, rouquidão, tosse seca, estridor inspiratório quando a criança fica agitada e febre baixa. Neste caso deve-se instituir como forma de conduta terapêutica:

A. nebulização com β - agonista
B. intubação orotraqueal
C. vaporização quente
D. antibioticoterapia
E. traqueostomia

2946. Uma criança de dois anos apresenta-se com história de febre elevada (39ºC) e vômitos há 48 horas. O exame clínico revela moderada hiperemia da orofaringe com a presença de pequenas úlceras nos pilares anteriores das amígdalas. O agente etiológico de tal condição é:

A. estreptococo b-hemolítico grupo A
B. vírus Epstein-Barr
C. Coxsackie A
D. anaeróbios da flora oral
E. adenovírus

2948. O agente viral mais freqüentemente associado com laringotraqueobronquite (crupe viral) é:

A. influenza
B. rinovírus
C. vírus sincicial respiratório
D. adenovírus
E. parainfluenza

2949. Criança de dois anos apresentou em 12 horas quadro de coriza e espirros que evoluiu para rouquidão, tosse abafada e estridor. Ao exame físico, encontra-se toxêmica, respirando com dificuldade, mantendo o pescoço em hiperextensão e apresenta temperatura axilar de 38ºC. O diagnóstico mais provável é:

A. epiglotite
B. bronquiolite
C. laringite viral
D. laringite estridulosa
E. laringite diftérica

2950. Quais os antibióticos abaixo estariam bem indicados no tratamento da sinusite aguda não complicada em crianças?

A. amicacina, tetraciclina, teicoplanina
B. cefixizima, cefuroxima, amoxacilina
C. gentamicina, vibramicina, amoxacilina
D. cefixizima, aztreonam, gentamicina
E. gentamicina, cefuroxima, teicoplanina

2951. A droga de 1ª escolha no tratamento da pneumonia lobar em escolares da comunidade é:

A. penicilina cristalina
B. oxacilina
C. ampicilina
D. amoxacilina
E. penicilina benzatina

2952. Em qual das doenças abaixo não está indicado o uso de profilaxia antimicrobiana?

A. otite média recorrente
B. febre reumática
C. sinusite crônica
D. anemia falciforme
E. infecção urinária recorrente

2953. Qual das drogas abaixo pode ser indicada para o tratamento de otite média crônica supurada, por via oral?

A. dicloxacilina
B. azitromicina
C. cefixima
D. ciprofloxacina
E. cefaclor

2954. A droga de escolha para o tratamento da pneumonia por Estafilococos aureus é:

A. penicilina cristalina
B. oxacilina
C. amoxacilina
D. ampicilina
E. carbenicilina

2957. As alternativas abaixo referem-se à sinusite na infância:

(I) os seios da face desenvolvem-se após o segundo ano de vida, por isso o Raio x é de pouco valor na avaliação de lactentes
(II) os agentes etiológicos mais freqüentes são em ordem decrescente: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae, Brahammela catarrhalis
(III) os seios maxilares normalmente contêm as mesmas bactérias da orofaringe, as quais só causam doença quando existem mecanismos obstrutivos e de alteração no "clearance" mucociliar
(IV) quando se comprova etiologia pneumocócica, a penicilina pode ser utilizada em função da alta penetração nos seios

São verdadeiras:

A. todas as afirmativas estão corretas
B. apenas uma afirmativa está correta
C. apenas duas alternativas estão corretas
D. apenas três afirmativas estão corretas
E. nenhuma das alternativas está correta

2958. Criança, 2 anos, com roncos, respiração bucal e crises de apnéia. Sem história de amigdalites de repetição. Exame da cavidade oral: amígdalas hipertrofiadas quase se encostando na linha média. RX de cavum: adenóides hipertrofiadas com via aérea quase totalmente obstruída.

A. a conduta cirúrgica deverá ser tomada só após os 3 anos de idade
B. fazer somente adenoidectomia
C. fazer adenoamigdalectomia bilateral
D. pesquisar a apnéia com polissonografia antes da indicação cirúrgica
E. não ha nenhuma indicação de cirurgia nesta criança

2964. Na rinopatia alérgica, os sintomas mais freqüentes são:

A. espirros, cacosmia subjetiva, obstrução nasal
B. espirros, cacosmia objetiva, prurido nasal
C. espirros, obstrução nasal, prurido e rinorréia purulenta
D. espirros, obstrução nasal, rinorréia aquosa e anosmia
E. espirros, obstrução nasal, prurido e rinorréia aquosa

2965. A terapêutica de eleição para um lactente portador de pneumonia afebril, de cuja mãe foi isolada Chlamydia sp. da secreção vaginal deve ser:

A. tetraciclina
B. amoxacilina
C. ceftriaxona
D. eritromicina
E. clindamicina

2966. Assinale a alternativa que contém uma associação incorreta entre a patologia respiratória aguda, o agente etiológico prevalente e a opção terapêutica empírica inicial:

A. epiglotite - Haemophilus influenzae - cloranfenicol
B. bronquiolite grave - vírus sincicial respiratório - aciclovir
C. otite média aguda - Streptococcus pneumoniae - amoxacilina
D. sinusite aguda - múltiplos microorganismos - amoxacilina
E. laringotraqueobronquite - vírus respiratórios - sintomáticos

2969. Com relação à otite média assinale a alternativa ERRADA:

A. pneumococo é agente etiológico freqüente
B. a meringite (congestão dos tímpanos) define o diagnóstico de otite média aguda
C. ocorre mais freqüentemente no decurso de processos infecciosos respiratórios
D. otalgia, febre e hipoacusia são sintomas comuns
E. a timpanocentese é raramente indicada

2970. Sinusite em uma criança de 2 anos de idade é mais provável ocorrer nos seios:

A. etmoidal e/ou frontal
B. maxilar e/ou etmoidal
C. esfenoidal e/ou mamilar
D. paranasal e/ou frontal
E. paranasal e/ou esfenoidal

2971. Com relação às infecções respiratórias na infância é INCORRETO afirmar:

A. o Mycoplasma pneumoniae mostra uma clara predileção por crianças com menos de 4 anos de idade
B. o vírus respiratório sincicial e o adenovírus são os principais agentes da bronquiolite
C. os vírus são responsáveis pela maior parte das infecções respiratórias primárias
D. a síndrome de Löffler pode ser produzida pelo Ascaris lumbricoides na sua fase larvária
E. os fungos são raros agentes de infecção pulmonar, devendo ser considerados quando há doença de base

2972. E FALSA uma afirmação das seguintes:

A. os turbinados inferior e médio são os mais comumente envolvidos em casos de congestão nasal
B. um dos sinais de coleção fluida no ouvido médio é o abaulamento da membrana timpânica
C. na disfunção da trompa de Eustáquio se encontra a base fisiopatológica da otite média aguda
D. as pressões em ambos os lados da membrana do tímpano se encontrem igualadas
E. nas crianças, as trompas de Eustáquio são menos horizontalizadas do que nos adultos

2973. O muco, que reveste o epitélio nasal, sintetizado pelas células glandulares da submucosa contem:

A. glicoproteína
B. imunoglobulina G
C. transferrina
D. antihistaminicos
E. prostaglandinas

2974. Qual das seguintes exames dos seios paranasais e util e de indicação correta:

A. exame dos seios maxilares, criança de 2 anos, radiografia simples
B. exame dos seios frontais, criança de 3 anos, radiografia simples
C. exame dos seios maxilares, criança de 6 anos, tomografia computerizada de alta resolução
D. exame de sinus esfenoidal, criança de 5 anos, radiografia simples
E. exame de sinus etmoidal, criança de 12 meses, tomografia simples

2975. O agente etiologico mais comum em nasofaringites é:

A. vírus Parainfluenza (tipos 1 a 4)
B. Influenza A e B
C. Vírus Sincicial Respiratório
D. Rinovirus
E. Coronavírus

2976. A tosse noturna das crianças com nasofaringite e ocasionada por:

A. descamação do epitélio e a intensa infiltração por leucócitos
B. gotejamento pós-nasal de secreções
C. lesão dos cílios do epitélio
D. lesão direta ao epitélio da nasofaringe pelo vírus
E. liberação de mediadores locais (histamina)

2977. A nasofaringite viral:

A. um grande número de casos ocorra no inverno e outono
B. exposição a baixas temperaturas da maior suscetibilidade à doença
C. a imunidade adquirida contra o agente não é duradoura
D. o contagio ocorre em salas de espera de consultórios e ambulatórios
E. anticorpos das classes IgG e IgM contra o vírus são encontrados nas secreções

2978. O diagnostico da nasofaringite viral precisa de:

A. cultura e isolamento de vírus
B. exame clinico
C. hemograma, VHS
D. otoscopia
E. rinoscopia

2979. São sinais de agravo da nasofaringite comum:

A. secreção nasal purulenta
B. irritabilidade
C. manifestações clinicas que duram mais de 7 dias
D. cefaléia
E. tosse noturna

2980. Não e recomendado para o tratamento da nasofaringite comum da criança:

A. uso de vaporizadores
B. soluções salinas isotônicas
C. uso de aspirina
D. uso de acetaminofeno
E. uso da dipirona

2981. Pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria o esquema vacinal na primovacinação com a vacina anti-influenza para uma criança de dé 2 anos e 6 meses e a seguinte:

A. duas doses de 0,25 ml com intervalo de 4 meses entre as doses, nos anos subseqüentes uma dose anual;
B. duas doses de 0,5 ml com intervalo de 6 meses entre as doses, nos anos subseqüentes, facuiltativo, uma dose anual;
C. uma dose de 0,25 ml e nos anos subseqüentes uma dose de 6 em 6 meses ate 9 anos;
D. duas doses de 0,5 ml com intervalo de 4 semanas entre as doses, nos anos subseqüentes uma dose anual;
E. somente uma dose de 0,5 ml anual

2982. Sobre a faringite viral e verdade que:

A. crianças menores de dois anos apresentam predominante a forma viral
B. na maioria das vezes, é assintomática ou oligossintomática
C. não costuma estar associada à dor intensa e odinofagia
D. um achado muito sugestivo de infecção pelo Adenovírus é a presença de linfadenopatia cervical
E. a infecção pelo vírus Coxsackie A determina conjuntivite do tipo folicular

2983. A febre faringoconjuntival tem como agente etiologico:

A. adenovirus
B. virus coxsackie A
C. enterovirus
D. Streptococcus piogenes
E. todas enumeradas acima

2989. O aumento das amígdalas e adenóides é mais intenso entre:

A. 1 -5 anos de idade
B. 6-12 meses de idade
C. 3 e 10 anos de idade
D. 13 e 20 anos de idade
E. 6 - 12 anos de idade

2990. Uma criança com amigdalite cronica apresenta:

A. hiperemia persistente dos pilares anteriores
B. linfadenopatia submandibular associada
C. apetite normal e ganho normal de peso
D. hipersalivação
E. subfebrilidade quase permanente

2991. É a única indicação absoluta para a tonsilectomia:

A. Hipertrofia adenoamigdalar associada a cor pulmonale
B. Sintomas obstrutivos caracterizados por episódios de apnéia durante o sono em crianças pequenas
C. Crescimento deficiente, anormalidades da fala e anormalidades craniofaciais.
D. Abscesso peritonsilar
E. Estado de portador estreptocócico irresponsível ao tratamento clínico.

2992. Que sejam as seguintes afirmaçoes sobre a tonsilectomia:

(I) habitualmente, prescreve-se no pré-operatório um curso de antibióticos para atenuar a infecção
(II) no caso de abscesso tonsilar aguarda-se cerca de duas a três semanas para a operação
(III) em crianças menores de três anos deve ser realizada em ambiente hospitalar
(IV) depois o alívio da obstrução existe a possibilidade de edema agudo de pulmão

São verdadeiras:

A. todas
B. I, II e III
C. III e IV
D. I, III e IV
E. I, II e IV

2993. NÃO representa contraindicação de adenoidectomia:

A. idade pequena da criança
B. presença de fenda palatina
C. Vacinação recente contra poliomielite
D. Impetigo peri-orificial em face
E. discrasias sangüíneas não corrigidas

2994. Qual é o mais frequente agente viral da otite media aguda:

A. influenza
B. S. pyogenes
C. sincicial respiratorio
D. citomegalovirus
E. adenovirus

2995. A droga de escolha para o tratamento da otite media aguda:

A. ampicilina
B. benzatin-penicilina
C. azitromicina
D. claritromicina
E. amoxicilina

2996. A imunoprofilaxia da otite media recorrente na infancia utiliza:

A. vacina conjugada contra o S.pneumoniae 7- valente
B. extratos de lisados bacterianos (Broncho-vaxom)
C. vacina contra Haemophilus influenzae
D. vacina anti Staphylococcus aureus
E. vacina anti-meningococica

2997. Os agentes que mais provocam sinusite aguda bacteriana são:

A. Str.meningitidis, Staphylococcus albus, Listeria monocytogenes
B. Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Bordetella pertussis
C. Streptococcus pneumoniae, o Haemophylus influenzae, Moraxella catarrhalis
D. My. tuberculosis, Actynomices, Candida
E. Klebsiella, Pseudomonas, Bacteroides fragilis

2998. No caso de sinusite aguda, ao contrário do adolescente, a criança não manifesta:

A. tosse
B. piora da tosse em posição supina
C. secreção nasal clara
D. secreção nasal purulenta
E. sensibilidade a percussão da face

2999. As complicações da rinossinusite bacteriana incluem:

A. anosmia
B. abscessos epidural e subdural
C. paralisia de nervo VII (facial)
D. otomastoidite
E. hiperpirexia

3000. A ultrasonografia esta recomendada no diagnostico da sinusite aguda:

A. apenas em grávidas, quando há dúvida diagnóstica
B. todos os pacientes com qualquer tipo de queixa nasal
C. após 72h de antibioticoterapia adequada
D. sinusites crônicas ou recorrentes
E. trombose de seio cavernoso

3001. E uma afirmação FALSA em relação com tratamento da sinusite:

A. a antibioticoterapia para a rinossinusite bacteriana aguda, na maioria dos casos, é empírica
B. amoxacilina não é recomendada na sinusite subaguda e na crônica
C. os anti-histamínicos promovem um espessamento da secreção, e não devem ser utilizados
D. na sinusite subaguda o tratamento gira em torno dos 14 a 21 dias
E. o spray nasal de corticóide reduz o edema de mucosa em pacientes com sinusite crônica

3002. Sobre a laringotraqueobronquite viral aguda e verdade que:

A. ocorre no final do outono e durante o inverno
B. a temperatura e, geramente, muito elevada (39-40 graus C)
C. mais de 30% das crianças acometidos requer internação
D. o agente etiológico mais envolvido na LTVA é o vírus sincicial respiratorio
E. o edema de cordas vocais e ausente

3003. Sobre a epiglotite e verdade que:

A. apresenta pico de incidência dos 6 a 15 meses
B. O Haemophilus influenza tipo b (HiB) e responsável pela grande maioria dos casos de epiglotite bacteriana
C. somente ocorre em crianças imunodeprimidas
D. na suspeita de epiglotite, a inspeção da orofaringe utilizando-se um abaixador de língua e o exame de referencia
E. Confirmada a epiglotite, é fundamental a internação do paciente em UTI Pediátrica

 

SAIR