PERGUNTAS DA CATEGORIA

TRAUMATOLOGIA

SAIR
 

513. O procedimento diagnóstico-padrão para a avaliação dos traumas abdominais fechados:

A. lavagem peritoneal diagnostica
B. laparoscopia exploratoria
C. ressonância magnetica nuclear
D. tomografia com emissão de positrons
E. laparotomia não-terapëutica

982. As mortes determinadas pelo trauma ocorrem em três períodos de tempo distintos. Geralmente apos 24 horas depois o traumatismo a causa da morte é:

A. hemorragia e as lesões do sistema nervoso central
B. embolia pulmonar
C. lesões à medula espinhal e tronco cerebral
D. rotura de parede ventricular
E. insuficiência renal aguda

983. São consideradas prioridades absolutas no atendimento inicial do traumatizado:

I) a desfibrilação eletrica
II) o posicionamento em posição Trendelenburg
III) a imobilização da coluna cervical
IV) garantir a permeabilidade das vias aéreas

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I, II, III
C. I e IV
D. II e III
E. III e IV

984. Paciente do sexo masculino com 40 anos de idade é transferido de um pequeno hospital de periferia, após receber atendimento inicial por ter sido vítima de acidente por motocicleta. Ao chegar, está comatoso, com 8 na escala de Glasgow, intubado por via nasotraqueal e instável hemodinamicamente. Apresenta murmúrios vesiculares presentes e simétricos em ambos os hemitóraces. No local do acidente foi aplicada uma calça pneumática mantida após a avaliação primária, devido a uma fratura instável de pelve e episódios de hipotensão. Iniciou-se reposição volêmica com cristalóides e sangue e, após a administração de quatro bolsas, sua pressão sistólica permanece em torno de 84mmHg. Apresenta hematoma periorbitário à esquerda, alargamento de mediastino e subluxação entre a terceira e quarta vértebra cervical. O passo subseqüente adequado é:

A. laparotomia exploradora
B. tomografia de crânio, abdome e pelve
C. angiografia de vasos ilíacos e pelve para embolização
D. lavagem peritoneal diagnóstica
E. toracotomia de urgência para reparo de lesão de aorta

985. É contraindicado para um traumatizado de 7 anos:

A. a intubação nasotraqueal
B. a cricotireoidostomia por punção
C. a cricotireoidostomia cirúrgica
D. a traqueostomia
E. a intubação orotraqueal

986. Um jovem com 20 anos de idade é trazido ao pronto-socorro com um ferimento tóraco-abdominal por arma branca, em hemitórax esquerdo, acima do rebordo da última costela na linha hemiclavicular. Está alerta, bem orientado e hemodinamicamente estável e a radiografia de tórax revela pneumotórax de 30%. Após a avaliação inicial, o(s) passo(s) subseqüentes(s) consiste(m) em:

A. exploração do local do ferimento e drenagem do tórax
B. drenagem do tórax, laparotomia ou laparoscopia
C. observação clínica rigorosa
D. exploração local do ferimento e controle radiológico do tórax
E. exploração local do ferimento

987. O tratamento imediato do pneumotorax consiste na inserção de agulha calibrosa (jelco 14 ou 16):

A. no primeiro espaço intercostal na linha hemiclavicular
B. no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular
C. no terceiro espaço intercostal na linha hemiclavicular
D. no quarto espaço intercostal na linha hemiclavicular
E. no quinto espaço intercostal na linha hemiclavicular

988. Não representa complicação da cricotireoidostomia cirurgica:

A. a hemorragia
B. o falso trajeto
C. a parada cardíaca
D. a perfuração do esôfago
E. a lesão vascular

989. Representam contraindicações da intubação naso-traqueal as seguintes, EXCETO:

A. hematoma periorbitário tipo “olhos de guaxinim”
B. qualquer suspeita de fratura de base de crânio
C. otorragia
D. rinorragia
E. idade menor de 8 anos

990. Analise as afirmações e responda a alternativa correta.

I. O tamponamento cardíaco em caso de trauma torácico é associado com pulso paradoxal, hipotensão arterial, diminuição da Pressão Venosa Central e aumento da pressão de pulso.
II. Em vítimas de trauma torácico o primeiro sinal de insuficiência respiratória é a confusão mental.
III. No caso de trauma torácico contuso com múltiplas fraturas de costelas e movimento paradoxal, estando o paciente estável hemodinamicamente e sem qualquer sinal de insuficiência respiratória, nenhum tratamento é necessário a princípio.
IV. No trauma torácico com pneumotórax aberto, a conduta no atendimento de urgência inicial deve ser a oclusão do ferimento com curativo de três faces.

São verdadeiras:

A. I, II, III e IV
B. I, II e III
C. I e II
D. III e IV
E. apenas IV

991. Menina de 5-6 anos politraumatizada, inconsciente, esta atendida no local do acidente pelo serviço de emergência e resgate. Com certeza, indiferente de tipo da lesão, a equipe medica NÃO vai utilizar:

(I) oclusão da ferida com gaze fixada apenas em três de seus lados
(II) reposição volemica atraves da punção da veia femoral
(III) cricotireoidostomia de accesso cirurgico
(IV) aplicar anestesia para facilitar a intubação orotraqueal

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I, II, III
C. apenas II
D. apenas III
E. II e III

992. Uma pessoa de 79 kg vai apresentar hipotensão sistolica ao perder um volume sanguineo de:

A. 1570 ml
B. 1590 ml
C. 1600 ml
D. 1690 ml
E. 1750 ml

993. A avaliação da reposição liquida em caso de trauma com perda hidroeletrolitica se faz através da melhoria dos parâmetros especificos. Estes sinais só têm valor quando avaliados conjuntamente, já que diversos fatores podem influenciá-los individualmente, por exemplo:

A. temperatura ambiente
B. estado de consciência
C. tipo de trauma
D. estado nutricional
E. uso de drogas

994. A diurese indica boa perfusão tecidual. para um adolescente de 12 anos e 40 kg traumatizado se tiver um valor minimo de:

A. 1 ml/kilo/hora
B. 5 ml/kilo/24 horas
C. 20 ml/hora
D. 350 ml/24 horas
E. nenhuma das acima

995. A hipotensão refratária no trauma, depois de afastada a possibilidade de hipovolemia, e causada pelas seguintes complicações, EXCETO:

A. contusão miocardica
B. infarto de miocárdio
C. pneumotorax aberto
D. embolia gasosa
E. tamponamento cardíaco

996. Paciente, sexo masculino, 25 anos de idade, refere queda de andaime de 3 metros de altura há 2 horas, evoluindo com dor lombar à esquerda e micção avermelhada. O exame físico revelou paciente contactuante, orientado, hemodinamicamente estável, com escoriações e hematomas na região lombar ipsilateral, com abdômen sem sinais de peritonite, e dor à palpação profunda do flanco esquerdo. Ausência de alterações neurológicas ou sinais de fratura. O exame de urina tipo I evidenciou incontáveis hemácias impedindo a análise de sedimentoscopia. Pergunta-se: Qual o provável órgão acometido e que exame radiológico acharia essencial para confirmação diagnóstica?

A. rim e solicitaria urografia excretora
B. rim e solicitaria tomografia computadorizada
C. baço e solicitaria ultra-som
D. rim e solicitaria pielografia
E. baço e solicitaria tomografia computadorizada

997. No tamponamento cardíaco a apresentação mais comum é representada por indivíduos com trauma penetrante de tórax, que apresenta sintomatologia (tríade de Beck):

A. hipotensão, turgescência jugular, abafamento das bulhas cardíacas
B. hipotensão, dor lancinante, turgescência jugular
C. anuria, dispneia restritiva, abafamento das bulhas cardíacas
D. hipotensão, queda de nivel de consciência, abafamento das bulhas cardíacas
E. hipotensão, tosse irritativa persistente, dor toracica lancinante

998. Paciente, sexo masculino, 25 anos de idade, refere queda de andaime de 3 metros de altura há 2 horas, evoluindo com dor lombar à esquerda e micção avermelhada. O exame físico revelou paciente contactuante, orientado, hemodinamicamente estável, com escoriações e hematomas na região lombar ipsilateral, com abdômen sem sinais de peritonite, e dor à palpação profunda do flanco esquerdo. Ausência de alterações neurológicas ou sinais de fratura. O exame de urina tipo I evidenciou incontáveis hemácias impedindo a análise de sedimentoscopia. Na confirmação do diagnóstico, qual seria a sua conduta?

A. encaminhamento imediato para laparotomia exploradora
B. punção abdominal para lavado peritoneal, mesmo com exame complementar negativo para lesão intra-abdominal associada
C. internação hospitalar para observação, repouso e antibioticoterapia
D. orientações de observação na residência, correlacionado à piora da hematúria
E. todas as variantes são falsas

999. Precisa intervir cirurgicamente nas lesões do pescoço nas seguintes situações:

A. idade acima de 65 anos
B. fratura LeFort tipo III
C. hemoptise
D. hematoma em expansão e diminuição do pulso carotídeo
E. sangramento profuso em orofaringe

1000. A fratura maxilo-facial Guerin chamada, também, LeFort I é caracterizada de:

A. linha de fratura transversa
B. passa transversa através da articulação dos ossos maxilar e nasal
C. é a mais grave (mortalidade 30%)
D. o palato não esta dislocado
E. separa o osso maxilar e nasal do osso frontal

1001. Em qual das seguintes situações a toracotomia e mandatória?

A. lesão da via aérea, manifesta como estridor, rouquidão e alteração da voz
B. trauma penetrante de tórax, que apresenta sintomatologia da tríade de Beck: hipotensão, turgência jugular, abafamento das bulhas cardíacas
C. pacientes com lesões esofagianas cujo diagnóstico foi feito com mais de 12 horas de atraso
D. tórax instável (flail chest), decorrente de fratura de três ou mais costelas
E. injúrias transfixantes que atingem o mediastino com instabilidade hemodinâmica

1002. A contusão pulmonar pós-traumatica geralmente é uma lesão de:

A. contra-golpe
B. golpe direto
C. desaceleração
D. avulsão
E. esmagamento

1003. Sobre as traumas toracicas e VERDADEIRO:

A. as mais afetadas são as costelas I-VI
B. se mais de uma arco costal for fraturado é mandatorio a internação do paciente
C. na grande maioria dos casos as fraturas costais podem apresentar repercussões mais sérias, como acúmulo de secreções, atelectasia e posterior infecção
D. o bloqueio costal e a analgesia epidural podem ser utilizadas em caso de múltiplas fraturas bilaterais
E. as fraturas de esterno podem ser tratadas ambulatorio, com analgesia, sendo fraturas geralmente, sem perigo

1004. A mais utilizada medida terapêutica em caso de torax instável necomplicado é:

A. a prótese ventilatória com pressão positiva
B. múltiplos bloqueios intercostais
C. intubação orotraqueal
D. ressuscitação volêmica maximal
E. imobilização com fitas adesivas

1005. A pneumopatia infecciosa é a complicação mais freqüente da contusão pulmonar:

A. na criança
B. no paciente idoso
C. nas vítimas de contusões pulmonares graves
D. em caso de fraturas de costelas,
E. em caso de traumatismos toracicos fechados

1006. Sobre o hemotorax e CORRETO afirmar:

A. e melhor visível na radiografia toracica em posição supina
B. o sangramento geralmente é auto-limitado
C. na maior parte dos casos e proveniente de grandes vasos pulmonares
D. geralmente precisa de toracotomia de emergência
E. volumes de até 150 mL são melhor identificados na radiografia em incidência frontal

1007. Considerando: 1) ventriculo direito 2) ventriculo esquerdo 3) os atrios ordena esses tres cavidades cardíacas pelo acometimento mais frequente nas traumas perfurantes de coração:

A. 1 - 2 - 3
B. 1 - 3 - 2
C. 2 - 1 - 3
D. 2 - 3 - 1
E. 3 - 2 - 1

1008. Sobre as traumas cardíacas é INCORRETO:

A. o ventrículo direito, pela sua localização anterior, é a câmara mais acometida nas traumas perfurantes do coração
B. a laceração traumatica de pericardio, quanto mais extensa, maior a mortalidade
C. pequenos acúmulos de líquido no pericárdio, da ordem de 100 a 150 ml, causam morte rápida pelo choque hemodinâmico
D. qualquer ferida no espaço compreendido entre a linha hemiclavicular direita e a linha axilar média esquerda, fúrcula esternal e as extremidades anteriores dos arcos costais (até o décimo) levanta suspeita de acometimento cardíaco
E. a triade de Beck pode faltar em alguns casos de tamponamento cardíaco

1009. Consideram as seguintes afirmações com relação ao tráuma cardiáco:

(I) a ecocardiograma é a melhor escolha diagnostica para demonstrar um hemopericardio falso-negativo na punção
(II) A remoção de quantidades em torno de 15 a 20 ml é o suficiente para uma melhora hemodinâmica em caso de tamponamento cardíaco rapidamente progressivo
(III) a pericardiocentese subxifoidiana com agulha de ponta romba contraindica-se nas traumas cardíacas associadas com contusão miocardica
(IV) um hematoma mediastinal pode bloquear a ferida pericardica do modo que, as vezes, ela pode até ser assintomatica

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I, II, III
C. I, e II
D. I, III e IV
E. apenas I

1010. A investigação de maior utilidade para diagnosticar uma contusão miocardica:

A. coronarografia com contraste
B. ecocardiograma bidimensional transesofagica
C. tomografia computerizada
D. electrocardiografia
E. ventriculografia

1011. Indique o melhor exame para o diagnóstico de lesão aórtica, apresentando sensibilidade próxima de 100%:

A. angiografia seletiva
B. computer-tomografia helicoidal
C. ecografia transesofagica
D. resonância magnetica nuclear
E. mediastinoscopia

1013. O lavado peritoneal diagnostico:

A. tem baixa especificidade para a presença de sangue
B. e de maxima acurácia para determinar as lesões ocultas de rim e de páncreas
C. e de maxima acurácia para determinar as lesões ocultas da bexiga retroperitoneal
D. e eletivo para diferenciar o lugar certo do sangramento abdominal
E. e ideal para descobrir as lesões de visceras ócas

1014. Sobre a utilidade da ultrassonografia no diagnostico da trauma abdominal e CORRETO afirmar:

A. não é influenciado de presença de gas abdominal
B. não é influenciado em caso de opacientes obesos
C. baixa sensibilidade para líquido livre com volume inferior a 500 m
D. a sensibilidade para lesões retroperitoneais e de vísceras ocas e de quase 100%
E. constitui-se no principal exame para análise detalhada do traumatismo abdominal

1015. No traumatismo hepático, a manobra de Pringle consiste em:

A. clampeamento do hilo hepático;
B. clampeamento da veia cava retro-hepática;
C. clampeamento das veias supra-hepáticas;
D. ligadura da artéria hepática direita;
E. ligadura das estruturas do hilo hepático.

1016. Um jovem de 29 anos que sofreu um acidente de carro é diagnosticado com lesão hepática de terceiro grau. Podemos afirmar que:

(I) o risco de vida deste caso é acima de 80%
(II) a profundidade da laceração é maior de 3 cm
(III) a solução terapeutica é o chunte porto-cavo
(IV) está indicada a manobra de Pringle

São verdadeiras:

A. I e II
B. I e III
C. II e IV
D. II e III
E. II, III e IV

1017. Um paciente, traumatizado de tórax, com ferida transfixante de mediastino, estável hemodinamicamente, apresenta hemotórax esquerdo. Qual a conduta a ser adotada nesse caso?

A. toracotomia esquerda com exploração de órgãos e estruturas mediastinais;
B. toracotomia direita com exploração de órgãos e estruturas mediastinais;
C. esternotomia com exploração de órgãos e estruturas mediastinais;
D. drenagem fechada esquerda e observação;
E. toracotomia bilateral.

1018. São sinais e sintomas de retroperitônio:

A. hiperamilasemia
B. sepse por microorganismos encapsulados
C. imagem de mola em espiral ou empilhamento de moedas no exame contrastado.
D. extravasamento de contraste da alça
E. dor lombar e em flancos, com irradiação até bolsa escrotal

1019. Sobre as lesóes traumaticas de duodeno consideram as afirmações:

(I) 75% dos casos de lesão duodenal decorrem de trauma penetrante
(II) a hiperamilasemia pode ser encontrada em metade dos casos de traumatismo fechado
(III) o diagnostico de lesão de duodeno requer obrigatoriamente laparotomia exploratoria
(IV) cerca de 80 a 85% das lesões necessitam de duodenopancreatectomia

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I, II, III
C. I, II
D. I, III
E. apenas I

1020. Dentre as lesões do intestino grosso, em ordem de freqüência, a região mais acometida pelas traumas é

A. o cólon transverso
B. o cólon direito
C. o ceco
D. cólon esquerdo
E. sigmóide e reto

1021. São sinais de suspeita de trauma e lesão pancreatica:

A. TCE com hemorragia intracraniana
B. associação de amilase elevada no efluente do LPD e no soro
C. presença de irritação peritoneal e instabilidade hemodinâmica
D. fezes descoradas e pastosas
E. vômitos fecalóides

1022. O tratamento das lesões de cólon esquerdo, em pacientes sem peritonite grave e estáveis hemodinamicamente consta em:

A. rafia primária da area perfurada
B. ressecção, colostomia e fístula mucosa
C. desbridamento, sutura primária e drenagem pré-sacra com dreno de Penrose através do períneo
D. anastomose primária com preparo de cólon intra-operatório
E. colectomia direita com anastomose primária

1023. O síndrome compartimental abdominal manifesta-se com as seguintes modificações, EXCETO:

A. hipoxemia
B. hipercarbia
C. diminuição do débito urinário
D. hipercaliemia
E. aumento do pico inspiratório de pressão

1024. Nas suspeitas de lesão renal, o exame de escolha é:

A. TC abdominal com contraste venoso
B. a urografia excretora
C. urografia retrógrada
D. cateterismo com catéter tipo "duplo J"
E. tomografia com positrons

1025. A lesão da bexiga é mais freqüente após traumatismo fechado, geralmente associado à:

A. lesão de sigmóide
B. fratura de bacía
C. rotura de utero
D. sindrome compartimental abdominal
E. retroperitonite

1026. As fraturas posteriores, com envolvimento da articulação sacroilíaca, estão associadas à:

A. sangramento no Douglas
B. destruição de um ureter
C. laceração de bexiga
D. hematoma retroperitoneal
E. perda sangüínea arterial grave

1027. Os hematomas extradurais tem maior tendência a se formar:

A. na região retroorbital
B. na região occipital
C. na região temporal
D. na região frontal
E. na região parietal

1028. O liquido cefaloraquidiano corre entre:

A. duramater e aracnóide
B. folheto externo e folheto interno da duramater
C. endoperiosto craniano e duramater
D. aracnóide e piamater
E. piamater e cerebro

1029. Podemos classificar como trauma cranio-encefalica grave o paciente que apresente qualquer um dos seguintes achados, EXCETO:

A. escore de Glasgow menor que 11
B. fratura de crânio com afundamento
C. pupilas assimétricas
D. fratura aberta de crânio com perda de líquor
E. assimetria motora

1042. Paciente vítima de acidente automobilístico, onde era o motorista do automóvel e não usava cinto de segurança, deu entrada no pronto-socorro, levado por transeuntes, em choque. O tratamento do choque neste paciente deve incluir, respectivamente, o seguinte tipo de expansor de volume e via de acesso para sua infusão:

A. sangue/punção de veia central
B. plasma/dissecção de veia periférica
C. dextran/dissecção de veia profunda
D. cristalóides/cateterismo venoso periférico
E. nenhuma das acima enumeradas

1043. Apesar da reposição volêmica adequada, um paciente chocado permanece em choque com PVC de 16 cm de água e turgência jugular. O quadro sugere que o choque é do tipo:

A. séptico
B. neurogênico
C. cardiogênico
D. hipovolêmico
E. hipotermico

1044. São sinais de hipertensão intracraniana:

A. taquicardia, edema de papila e cefaléia
B. bradicardia, hipertensão arterial e edema de papila
C. alteração da consciência, hipotensão arterial e cefaléia
D. bradicardia, hipotensão arterial e edema de papila
E. alteração da consciência, hipertensão e taquicardia

1045. A escala de Glasgow avalia os seguintes parâmetros:

A. motora, sensitiva e reflexos
B. reflexos, pupilas, motora
C. motora, verbal e diâmetro pupilar
D. motora, verbal e abertura ocular
E. reflexos, pupilas e consciência

1046. Em que tipo de trauma ocorrem as lesões nervosas associadas a traumatismo vascular agudo?

A. abdominal
B. membros inferiores
C. pescoço
D. tórax
E. membros superiores

1047. Paciente jovem, politraumatizado, chega à emergência em coma, com pupila D > E, reagindo a estímulos dolorosos; FC 140 bpm, PA 80/40 mmHg, FR 32 irpm, com desconforto respiratório. A seqüência mais adequada de medidas é:

A. cânula orofaríngea, ventilação com Ambu e punção venosa
B. ventilação com Ambu e máscara, Raio x de crânio e punção venosa
C. tomografia de crânio, intubação orotraqueal e punção venosa
D. punção venosa, cricotireoidotomia e tomografia de crânio
E. nenhuma das acima enumeradas

1048. No atendimento primário do politraumatizado constitui o primeiro cuidado:

A. evitar a hipotermia
B. obter via aérea adequada
C. controlar o sítio de sangramento
D. estabelecer acesso venoso de grande calibre
E. combater as arritmias cardíacas

1049. Paciente homem, 24 anos, vítima de atropelamento é atendido na Emergência. A avaliação neurológica demonstra abertura ocular aos estímulos dolorosos, emissão de sons incompreensíveis e movimentos de retirada em flexão. De acordo com a classificação pela escala de coma de Glasgow, o valor que corresponde a este paciente, neste caso, é:

A. 6
B. 7
C. 8
D. 9
E. 10

1050. Paciente após acidente automobilístico apresenta subitamente insuficiência respiratória aguda. O exame físico na sala de emergência revela hipotensão arterial, enfisema subcutâneo e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito. Neste caso, a primeira conduta deve ser a realização de:

A. radiografia de tórax
B. intubação orotraqueal
C. toracocentese no nível do segundo espaço intercostal
D. tomografia computadorizada de tórax
E. ultrassom transesofâgico

1051. Vítima de agressão por arma branca no sexto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular, chega à sala de emergência com pulso de 140 bpm, PA 60 x 30 mmHg e FR 28 mov/min. Não há desvio de traquéia, o murmúrio vesicular é simétrico bilateralmente. O quadro é mais compatível com:

A. tamponamento cardíaco
B. lesão de vasos do estreito superior
C. lesão de artéria pulmonar esquerda
D. lesão de vasos pericárdio-frênicos
E. hematoma retroesternal por lesão de vasos mamários internos

1052. Traumatizado, vítima de colisão de veiculo, deu entrada no pronto-socorro semiconsciente e cianótico. Apresentava lacerações em face, pescoço e abdome, FR 36 bpm, FC 136 bpm, PA 80 x 60 mmHg e Glasgow de 7. Observada ainda, contusão torácica com respiração paradoxal bilateral e fratura fechada em membro superior direito. No atendimento primário a admissão devem ser efetuados diversos procedimentos, EXCETO:

A. radiografia de tórax e pelve
B. ultra-sonografia de abdome
C. intubação orotraqueal
D. redução da fratura do membro
E. lavagem peritonial diagnóstica

1053. Paciente com 30 anos de idade, é vítima de acidente com auto, com colisão frontal em alta velocidade. É trazido ao pronto-socorro consciente e informa ter utilizado cinto de segurança de duas pontas e queixa-se de dor abdominal generalizada. Ao exame físico, nota-se dor intensa à descompressão brusca do abdome e espasmo involuntário muscular no hipogástrio. Sua pressão arterial é de 90 x 60 mmHg e o pulso de 120 bpm. A radiografia de tórax e o hematócrito são normais. O passo diagnóstico subseqüente para esse paciente é a realização de:

A. lavagem peritoneal
B. ultra-sonografia abdominal
C. tomografia computadorizada de abdome
D. punção abdominal
E. laparotomia exploradora

1054. Paciente de 35 anos, vítima de colisão de veículo em alta velocidade, deu entrada no pronto-socorro trazido pelo Grupo de Salvamento do Corpo de Bombeiros. O socorrista informa que a vítima usava cinto de segurança e o air-bag foi acionado. No exame de admissão, ele apresenta hipotensão, PVC elevada e abafamento de bulhas cardíacas. Neste caso, o método de diagnóstico atualmente utilizado que tem uma indicação precisa é:

A. ecocardiografia por janela subcostal
B. tomografia por emissão de pósitrons
C. cintigrafia de perfusão com albumina macroagregada Tc-99
D. ressonância magnética
E. nenhuma das acima enumeradas

1055. No manejo dos traumatismos torácicos, a toracotomia imediata está indicada nos casos de:

A. tórax instável
B. hemotórax de 1500 ml
C. pneumotórax hipertensivo
D. hemopneumotórax aberto
E. nenhuma das acima enumeradas

1056. No primeiro atendimento no PS, o melhor acesso venoso em pacientes de 1 ano de idade, politraumatizado e em parada cardíaca é:

A. flebotomia na veia safena junto ao maléolo tibial
B. flebotomia na veia basílica
C. cateterização da veia facial por flebotomia
D. cateterização subclávia por punção
E. cateterização da croça da safena por flebotomia

1057. Homem, 60 anos, foi encontrado à beira da estrada em dia frio e chuvoso, próximo a um carro capotado. Ao chegar ao Serviço de Emergência apresentava escoriações em face e abdome, pulsos carotídeos fracos e filiformes, T= 34ºC, FC 40 bpm, PA inaudível e Glasgow 3, não se conseguindo acesso venoso periférico. A conduta imediata é:

A. massagem cardíaca externa
B. adrenalina intra-cardíaca
C. acesso venoso central
D. administração de sangue e Ringer Lactato morno
E. uso de desfibrilador

1058. Paciente de 20 anos vítima de atropelamento. Devido às lesões intra-cranianas foi intubada e colocada em ventilação mecânica. Recebeu Ringer Lactato morno por via intravenosa. Procedeu-se à imobilização de toda a coluna e a paciente passou a apresentar níveis adequados do ponto de vista hemodinâmico. Suspeita-se de lesão abdominal. Qual dos testes apresenta maior sensibilidade para avaliar esta suspeita:

A. exame físico seriado do abdome
B. radiografia de abdome
C. tomografia axial computadorizada
D. ultra-sonografia de abdome
E. lavagem peritoneal

1059. Jovem, 18 anos, andando de bicicleta segurando na traseira de um caminhão, foi projetado a seis metros de distância. Chegou ao pronto socorro com respiração difícil e ruidosa e sangramento devido a múltiplas lesões faciais. Está letárgico. Realizada estabilização manual da coluna cervical e aplicada máscara facial com reservatório, que não foi efetiva. Devido ao sangramento e às distorções anatômicas faciais não foi possível realizar a intubação orotraqueal. O paciente entra em apnéia. O procedimento mais apropriado para garantir as vias aéreas pérvias temporariamente é:

A. traqueostomia de urgência
B. intubação nasotraqueal
C. cricotireoidostomia cirúrgica
D. cânula nasofaríngea
E. cricotireoidostomia por punção com agulha com ventilação intermitente em jato

1060. Paciente de 30 anos, vítima de acidente automobilístico há 30 minutos. Inicialmente apresenta PA 90 x 60 mmHg e FC 120 bpm. Há sinais de pneumotórax à esquerda, sendo o tórax drenado e conectado a sistema de selo d'água, seguido de borbulhamento contínuo. A administração rápida de 2 litros de cristalóide não melhora as condições hemodinâmicas. Ao exame do tórax persistem sinais de pneumotórax à esquerda. Após revisão da drenagem torácica, que estava adequada, realizou-se radiografia simples de tórax que mostrou colabamento total de pulmão esquerdo com pneumotórax persistente. Estes achados levantam a suspeita de:

A. tórax instável
B. ruptura de brônquio
C. ruptura de esôfago
D. ruptura diafragmática à esquerda
E. rolha de secreção no brônquio esquerdo

1061. Paciente de 35 anos, após acidente automobilístico, apresenta o seguinte quadro clínico: choque hipovolêmico (PA: 70x40 mmHg), dispnéia, cianose, turgência jugular, desvio de traquéia para o lado direito. O diagnóstico mais provável é:

A. pneumotórax hipertensivo
B. tamponamento cardíaco
C. pneumotórax aberto
D. lesão de aorta torácica
E. rotura de bronquiofonte

1062. O exame neurológico de paciente com traumatismo de crânio mostrava que ele falava palavras inapropriadas, abria os olhos apenas aos estímulos dolorosos e localizava estímulos. Sua pontuação na escala de coma de Glasgow é:

A. 3
B. 5
C. 9
D. 10
E. 14

1063. Em um paciente acometido de traumatismo crânio encefálico, com nível 6 na escala de coma de Glasgow e edema cerebral importante com apagamento dos sulcos mas sem desvio da linha média, visualizado pela tomografia computadorizada, pode-se afirmar que os melhores níveis da pressão arterial média (PAM) e da pressão intracraniana (PI), para uma adequada pressão de perfusão cerebral são, respectivamente:

A. 60 mmHg e 10 mmHg
B. 120 mmHg e 20 mmHg
C. 100 mmHg e 40 mmHg
D. 180 mmHg e 20 mmHg
E. 200 mmHg e 35 mmHg

1064. Para um paciente, vítima de traumatismo fechado do abdômen, foi solicitada uma radiografia simples do abdômen que revelou presença de ar desenhando a sombra renal. Assinale o que esse sinal sugere:

A. ruptura de víscera oca retroperitoneal:
B. ruptura renal;
C. ruptura de víscera oca intraperitoneal:
D. ruptura esplênica;
E. hemoperitôneo.

1065. Um toque retal quando evidencia uma próstata em posição alta (cefálica), de difícil palpação, fala a favor de:

A. prostatite
B. trauma urogenital
C. coleção em Douglas
D. fratura de côccige
E. nenhuma das acima enumeradas

1868. São caracteristicas do politraumatizado as seguintes EXCETO:

A. Glasgow < 14
B. FR < 10 ou > 29
C. Escore de trauma pediátrico < 9
D. PAS <  100 mmHg
E. Escore de trauma revisado < 11

1869. São politraumatizados:

A. os pacientes com um ou mais traumas significativos de cabeça, tórax, abdome, trato urinário, pelve ou coluna e extremidades
B. os pacientes que sofreram qualquer impacto mecanico de velocidade maior que 10 m/s, até a prova contrária
C. os pacientes que sofreram qualquer tipo de injuria relacionada á um evento accidental
D. os pacientes que sofreram uma perda de consciência maior de 5 minutos, consecutiva á qualquer evento accidental
E. qualquer paciente cuja hemodinamica foi severamente alterada em seguida á um evento accidental

1870. O escore de trauma para adultos inclui os seguintes parãmetros:

(I) Freqüência Respiratória
(II) Pressão sistólica
(III) Diurese
(IV) Escala de Glasgow

São verdadeiras:

A. I, II, III e IV
B. I, II e III
C. I e III
D. II, III e IV
E. I, III e IV

1871. A intubação é indicada quando há um escore de Glasgow de:

A. 8
B. 9
C. 10
D. 11
E. 12

1872. São sinais vitais normais em crianças pré-escolares:

A. freqüência máxima de pulso 140 bat/min, limite inferior da PA sistólica 100 mmHg, freqüência máxima respiratória 50 inc./min
B. freqüência máxima de pulso 75 bat/min, limite inferior da PA sistólica 60 mmHg, freqüência máxima respiratória 30 inc./min
C. freqüência máxima de pulso 120 bat/min, limite inferior da PA sistólica 90 mmHg, freqüência máxima respiratória 60 inc./min
D. freqüência máxima de pulso 90 bat/min, limite inferior da PA sistólica 90 mmHg, freqüência máxima respiratória 30 inc./min
E. freqüência máxima de pulso 100 bat/min, limite inferior da PA sistólica 100 mmHg, freqüência máxima respiratória 20 inc./min

1873. A classificação do choque pela etiologia é a seguinte:

A. por perda de sangue, por perda interna de liquidos, por perda externa de liquidos
B. septico, anafilatico e neurologico
C. traumatico, não-traumatico e toxico
D. mecanico, quimico e termico
E. cardiogênico, hipovolemico e distributivo

1874. Quais das seguintes pode ter como consequência um choque de tipo distributivo:

A. Pneumotórax hipertensivo
B. Embolia pulmonar
C. Hemorragias
D. Obstrução intestinal
E. Traumatismo raquimedular

1875. Um paciente com choque hipovolemico esta submetido a reposição com 3000 ml Ringer lactato. Depois a infusão de 10 minutos, o pulso radial é de 88/minuto, a pressão arterial de 120/80 mm Hg, e a saturação de oxigênio de 96,8%. O proximo passo é:

A. aumentar o Ringer Lactato até 5.000 ml endovenoso em 15 a 30 min.
B. repetir até 2 vezes a mesma fórmula com Ringer
C. iniciar transfusão de sangue
D. iniciar infusão de massa eritrocitária
E. não precisa de mais nada, porque o paciente ja está estabilizado

1876. É contraindicado o uso de Ringer lactato para reposição em pacientes:

A. diabéticos
B. com deficit de alfa-1-antitripsina
C. cardiopatas
D. politraumatizados
E. intoxicados com CO

1877. Um paciente com trauma cranioencefãlico precisa ser intubado:

A. se tiver lesões dilacerativas do couro cabeludo
B. se a idade for menor de 15 anos
C. se o escore de Glasgow for menor de 9
D. se coexistir gravidez
E. se tiver qualquer sinal de fratura de base de crânio

1878. Um paciente é trazido no PS por causa de uma queda da propria altura, ocasião em qual bateu fortemente a cabeça de calçada. Tem trauma CE fechada, sem sangramentos pelos orificios. A avaliação do escore de Glasgow deu uma pontuação de 10, e constatou-se anisocoria. Considerando os dados acima é CORRETO afirmar:

A. o paciente tem que ser urgentemente intubado
B. a tomografia computerizada não é necessária
C. provavelmente, não vai precisar de intervenção neurocirurgica
D. a infusão de manitol não é mandatoria
E. há alta suspeita de lesão axonal difusa

1879. Consideramos um politraumatizado se for cumprida a seguinte condição:

(I) o tempo de resgate foi de 40 minutos
(II) houve morte no compartimento do passageiro
(III) escore de trauma revisado 13
(IV) queimaduras concomitantes em 18% da superficie corporeal

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I, II e IV
C. II, III e IV
D. apenas I e II
E. apenas III e IV

1880. Conforme os principios basicos do pronto socorro podemos já considerar como politraumatizados:

(I) grávida de idade 27 anos, com 22 semanas que sofreu acidente de carro e foi ejetada do automóvel
(II) criança de 3 meses de idade, que caiu de uma altura de 3 metros
(III) criança de 8 anos que caiu durante um jogo de futebol e teve fratura dupla de ulna e radius
(IV) idoso de 78 anos com queda na escada com diferença de nível de 4 metros ocasião em que houve quebra do colo femural direito

São verdadeiras:

A. I, II, III, IV
B. I, II e III
C. II, III e IV
D. apenas I e III
E. apenas IV

1881. Sobre o atendimento inicial ao traumatizado é CORRETO afirmar:

A. o conceito que o traumatizado é sempre portador de doenças transmissiveis é inético prevalecendo a presunção que qualquer manobra deve ser tomada não deve considerar essa eventualidade
B. o preparo do equipamento, a avaliação da sala de emergência, a disponibilidade de respiradores, bem como a reserva de hemoderivados e da sala cirúrgica deve ocorrer como um checklist semanal ou quinzenal
C. é contraindicado o examinador utilizar os dedos para extrair a prótese dentária de um politraumatizado
D. nos casos de insuficiência respiratória grave, com diminuição da saturação e impossibilidade de IOT, cabe a intubação naso-traqueal
E. o principal risco de todos os politraumatizados tem que ser considerado o hemotorax maciço

1882. Deslocamento posterior da base da língua por diminuição do nível de consciência pode acontecer em caso de:

A. inalação de fumaça
B. choque hemorragico
C. pneumotorax aberto
D. obesidade
E. afogamento

1883. O esscore de trauma pediatrico inclui as seguintes, EXCETO uma:

A. peso
B. frequência cardíaca
C. numero de lesões abertas
D. pressão arterial
E. nivel de consciência

1884. Por “via aérea definitiva” entende-se que um tubo seja locado na traquéia, com balonete (cuff) insuflado, fixado adequadamente e conectado com fonte de oxigênio. São as opções mais freqüentemente empregadas nos traumatizados:

(I) a intubação orotraqueal
(II) a intubação nasotraqueal
(III) a cricotireoidostomia por punção
(IV) a traqueostomia

São verdadeiras:

A. I, II, III e IV
B. I, III e IV
C. II e III
D. I e II
E. apenas III

1885. Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao paciente traumatizado:

A. agitação, torpor, cianose central, tiragem, taquipnéia e dispnéia nos induzem a pensar em comprometimento da função respiratória.
B. quando escutamos respiração “ruidosa” e alteração na voz (disfonia), principalmente quando associadas à diminuição bilateral da expansibilidade torácica, o problema está mais freqüentemente nas vias aéreas.
C. se o doente está falando, sua voz não tem problemas e há nítida insuficiência respiratória, não deve haver problema mais específico de troca gasosa, não necessitando exame torácico.
D. vômitos freqüentes, falta de dentes ou próteses, como também fraturas complexas de face com sangramento maior chamam a atenção para possibilidade de aspiração.
E. em todos os traumatizados a coluna vertebral deve ser mantida alinhada até que a presença de uma fratura vertebral e/ou lesão raquimedular

1886. O pneumotorax hipertensivo é melhor definido como:

A. um mecanismo valvulado que permite a entrada (mas não a saída) de ar no espaço pleural
B. uma contusão pulmonar com tórax flácido associado
C. presença de ar no espaço pleural, que normalmente é virtual
D. aumento da pressão que colapsa o pulmão e o comprime contra o mediastino
E. solução de continuidade da parede torácica maior do que 2/3 do diâmetro da traquéia

1887. O balanço mediastinal representa:

A. o equilibrio fisiologico entre a pressão intrapleural e a pressão intramediastinal que garante a posição reta do conteudo torácico
B. presença de ar no espaço mediastinal
C. um aumento de pressão que comprime o pulmão contra o mediastino
D. o movimento em plano frontal dos órgão que acompanham a traquea, causado pelos movimentos respiratórios fisiologicos
E. uma manobra terapêutica de redistribuição do pneumotorax, atraves de movimentos de balanço do torax

1888. A contusão pulmonar freqüentemente está associada a:

A. hemotorax maciço
B. fratura de costelas
C. tamponamento cardíaco
D. desvio de traqueia no Rx pulmonar
E. choque hipovolemico

1889. Qual a causa mais freqüente de hemotórax traumático?

A. lesão do arco aortico
B. lesão de artérias intercostais.
C. lesão cardíaca.
D. lesão de artéria mamária.
E. lesão pulmonar.

1890. Sobre o choque hemorragico no paciente politraumatizado é CORRETO afirmar:

(I) na hemorragia classe I, há perda de até 5% da volemia e o doente apresenta taquicardia sinusal
(II) na hemorragia classe II a perda volêmica é de 15-20%, mas a sintomatologia é representada somente de uma leve taquicardia e pressão baixa
(III) na hemorragia classe III, 30-40% do sangue é perdido, existe hipotensão, forte taquicardia, agitação e ansiedade
(IV) a hemorragia classe IV é agonica, a coma profunda, com bradicardia pré-terminal

São verdadeiras:

A. I, II, III e IV
B. I e III
C. II e IV
D. apenas I
E. apenas III

1891. Uma das afirmações abaixo e FALSA:

A. fraturas de ossos longos (fémur, antebraço) são acompanhadas de perdas significativas de sangue
B. fratura pélvica pode causar morte por causa da hemorragia
C. os ferimentos do couro cabeludo podem causar forte sangramento
D. as amputações traumáticas podem por a vida em risco
E. é vedado começar hemotransfusão intempestiva antes da chegada dos exames de laboratório

1892. O objetivo do tratamento do choque hemorrágico é:

A. evitar a hipotermia
B. estabelecer a hemostasia
C. recuperação dos parâmetros hemodinâmicos
D. aumentar o líquido intersticial
E. restaurar a oferta de oxigênio aos tecidos

1893. Na reanimação inicial do traumatizado NÃO é recomendado:

A. o uso de drogas vasoativas
B. realizar flebotomias
C. puncionar a veia femoral
D. utilizar cristalóides isotônicos
E. evitar administrar grandes volumes de cristalóides isotonicos

1894. Após atingir o status de hemodinamicamente normal, um traumatizado apresenta nova deterioração dos dados vitais. Neste momento é CORRETO afirmar que:

A. há sangramento ativo de grande monta
B. pode ser necessária a transfusão de concentrados de hemácias
C. a reposição de liquidos provavelmente foi insuficiente
D. há uma causa não hemorrágica de choque
E. as causas possíveis do sangramento devem ser pesquisadas

1895. Sobre o choque neurogênico é CORRETO afirmar:

A. ocorre pela perda do tônus simpático
B. determina vasoconstrição e taquicardia
C. geralmente, mais de 30% da massa encefalica é destruida
D. o principal elemento diagnóstico é a presença de déficit neurologico
E. o trauma craniencefálico é sempre a causa mais frequente de choque

1896. A hipotermia é uma ameaça à vida em traumatizados, podendo determinar:

A. coagulopatia
B. alcalose metabolica grave
C. hemólise
D. vasoplegia
E. hidrólise proteica

1897. A sondagem nasogástrica está contra-indicada em caso de politraumatismo na suspeita de:

A. ulcera de estresse
B. "sinal do guaxinim" positivo
C. ruptura de uretra
D. pneumotorax
E. coma

1898. O sinal de Battle significa:

A. nasoliquorréia
B. equimose retroauricular
C. equimose periorbital
D. crepitação da pirãmide nasal
E. crepitação da articulação temporomandibular

1899. Assinalem a afirmação CORRETA entre as abaixo:

A. a radiografia simples de crãnio é o exame padrão ouro por cada paciente que sofreu trauma craniana
B. em alguns casos de hematomas epidurais existe um “intervalo lúcido" que é a lacuna entre o trauma e a manifestação neurológica
C. a respiração ruidosa, estridor, cornagem, hemoptise são a consequência direta da neuroplegia pós-traumatica
D. ausência da dor e dos sinais neurologicos praticamente descarta as lesões nervosas
E. a fratura do Chance consta em dislocação do manubrio sternal por causa do cinto de segurança

1900. Em caso de fratura traumatica dos pares 10-12 das costelas é preciso pesquisar também sobre eventuais lesões de:

A. arteria hepática
B. mediastino
C. coração
D. fígado e baço
E. pâncreas, duodeno e rins

1901. A fratura de Chance é frequentemente acompanhada de:

A. edema cerebral
B. lesões de arteria braquial
C. lesões retroperitoneais (pâncreas, duodeno e rins)
D. explosão da bexiga e lesão de uretra posterior
E. lesões faringoesofágicas

1902. Diminuição unilateral de murmúrio vesicular pode estar presente em doentes com:

A. ruptura diafragmática
B. atelectasia
C. possibilidade de aspiração
D. pneumomediastino
E. herniação do conteúdo abdominal para o tórax

1903. A decisão de realizar intubação endotraqueal e instituir ventilação mecânica no paciente com tórax instável é determinada:

A. pelo número de costelas fraturadas
B. pelos achados radiológicos na radiografia de tórax
C. pela presença e grau de hipóxia
D. pela localização do segmento instável
E. pelo grau de desconforto do paciente

1904. Um motociclista perde o controle de sua moto e cai num barranco. Após ter a sua coluna completamente imobilizada, é levado rapidamente de ambulância para o Pronto-Socorro. Está inconsciente, reage à dor em descerebração e não abre os olhos. Sua pressão arterial é de 160/95 mm Hg, a freqüência cardíaca de 68 batimentos por minuto e a respiratória de 12 incursões por minuto. Externamente não há qualquer sinal evidente de trauma. Antes de fazer tomografia de crânio, o médico deve:

A. radiografar a bacia
B. fazer um hemograma completo
C. fazer lavado peritoneal diagnóstico
D. garantir uma via aérea definitiva
E. fazer todas as radiografias da coluna cervical.

1905. Um rapaz de 17 anos de idade chega ao Pronto-Socorro com lesões maxilo-faciais extensas. Subitamente, desenvolve estridor respiratório intenso. Devido às lesões, perdem-se as referências anatômicas de boca e faringe. Imediatamente, a melhor maneira de garantir o controle das vias aéreas é através de:

A. cricotireoidostomia
B. intubação orotraqueal
C. intubação nasotraqueal
D. intubação nasotraqueal guiada por fibroscopia ótica
E. traqueostomia

1906. Assinale a afirmação CORRETA a respeito do acesso venoso central na reanimação do paciente politraumatizado:

A. o acesso venoso central permite a administração de mais volume num período de tempo mais curto
B. o acesso venoso central associa-se a complicações mais graves e mais freqüentes do que o acesso venoso periférico
C. o acesso venoso central deve ser a primeira alternativa para a reanimação do paciente politraumatizado hipovolêmico
D. o acesso venoso central é preferível à infusão intra-óssea na reanimação de crianças com menos de cinco anos de idade
E. para o acesso venoso central, a veia subclávia é preferível à veia jugular interna.

1907. Um paciente do sexo masculino, de 60 anos, chega à emergência referindo dor epigástrica intensa que surgiu após sua última refeição, com aproximadamente uma hora de duração. Está visivelmente sudoreico, referido mal-estar e vômitos ocasionais. A conduta prioritária deve ser:

A. obter anamnese e exame físico completo para posterior definição dos procedimentos necessários
B. solicitar ECG imediatamente
C. solicitar rotina de abdome agudo
D. obter acesso venoso superficial, oxigênio suplementar e monitorização cardíaca
E. introduzir um cateter nasogástrico para alívio sintomático e obter acesso venoso para reposição eletrolítica.

2128. Em relação aos traumatismos torácicos, é correto afirmar:

A. o pneumotórax hipertensivo deve ser diagnosticado clinicamente, pois o tempo gasto na obtenção de uma radiografia pode resultar em agravamento significativo das condições do paciente
B. as feridas penetrantes abertas do tórax podem comprometer a ventilação pulmonar quando seu diâmetro corresponde a, pelo menos, duas a três vezes o diâmetro da traquéia
C. em casos de tamponamento cardíaco, para que haja resposta hemodinâmica adequada torna-se necessário remover do saco pericárdico volumes de sangue não inferiores a 100 ml
D. o diagnóstico de rotura da aorta pode ser suspeitado com base no quadro clínico e diagnosticado, na maioria dos casos através da radiografia simples de tórax, não sendo necessária a aortografia
E. em grandes séries de necrópsias, a rotura do hemidiafragma esquerdo é muito mais freqüente que a rotura do hemidiafragma direito

2129. Com relação ao abdome agudo traumático, assinale a afirmativa FALSA:

A. o hematoma retroperitoneal é causa importante de choque hipovolêmico
B. na lesão duodenal pode ser evidenciado enfisema perirrenal ao toque retal
C. nas lesões do intestino grosso está contra-indicada a rafia primária
D. sempre que possível, o baço deve ser preservado por ser importante filtro biológico de IgM e opsoninas
E. no hematoma retroperitoneal a presença de lavado peritoneal positivo é relativamente freqüente

2130. Nos traumatismos em geral, as causas de enfisema mediastinal são devidas a lesões das seguintes estruturas anatômicas:

A. laringe e esterno
B. traquéia e esôfago
C. faringe e pericárdio
D. brônquio e estômago
E. bronquíolo e ducto torácico

2131. Um homem de 40 anos foi atingido por uma faca na porção anterior do tórax, próximo a região esternal. Internado imediatamente, verificou-se que estava com a pressão arterial de 70/35 mmHg, freqüência cardíaca de 145 bpm, a traquéia estava posicionada na linha média e a ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente. A pressão venosa central era de 15 cm de H2O. O diagnóstico mais provável é:

A. hemotórax maciço
B. ferimento coronariano
C. pneumotórax bilateral
D. pneumotórax hipertensivo
E. tamponamento pericárdico

2133. Jovem de 15 anos com história de acidente automobilístico é admitido no Pronto-socorro apresentando estabilidade hemodinâmica, fratura de bacia e uretrorragia. Não foram constatadas outras lesões. A uretrocistografia revelou lesão complexa da uretra membranosa. A melhor conduta é:

A. intervenção cirúrgica com uretrostomia perineal e ulterior fechamento
B. cirurgia imediata com anastomose término-terminal dos cotos uretrais por via suprapúbica
C. cirurgia imediata com anastomose
D. cistostomia por punção e reconstrução uretral após, pelo menos, dois meses do trauma
E. deve-se tentar sondagem uretral com sonda de Foley antes de qualquer outro procedimento mais invasivo

2134. Paciente em coma (escala de Glasgow 4), anisocórico (midríase à esquerda) é trazido pela equipe de resgate com entubação orotraqueal, colar cervical, venóclise instalada, porém sem evidência de outra lesões traumáticas, além do trauma craniano, PA 120 x 80 mmHg; P 98 bpm. A tomografia de crânio sem contraste não evidenciou hematomas ou grandes áreas de contusão, as cisternas pré-pontina, óptico-quiasmática e perimesencefálica e o terceiro ventrículo estavam com sua anatomia preservada; pequenas áreas hiperatenuantes eram observadas em corpo caloso, centro semioval e no mesencéfalo. A hipótese diagnóstica mais provável é:

A. edema cerebral difuso
B. inchaço cerebral difuso
C. hipoxemia grave
D. embolia gordurosa
E. lesão axonal difusa

2135. Paciente de 30 anos, sexo masculino, foi atendido no Pronto-Socorro alegando briga de punhal há três horas. Apresentava-se com alteração no tom da voz, ferida corto-contusa de 2 cm na região supraclavicular esquerda, enfisema subcutâneo e sinais inflamatórios locais. Diante deste quadro, é provável que tenha ocorrido lesão de:

A. esôfago
B. traquéia
C. ducto torácico
D. nervo laríngeo recorrente
E. veia subclávia esquerda

2136. Paciente de 20 anos, sexo masculino, vítima de atropelamento, deu entrada no Pronto-socorro com quadro de dispnéia súbita, caracterizada por grande esforço respiratório e turgescência jugular. Ao exame físico apresenta hipertimpanismo à percussão e abolição do murmúrio vesicular em hemitórax direito. A primeira medida a ser realizada, nesse caso, consiste em:

A. pericardiocentese
B. toracotomia direita
C. toracocentese direita
D. intubação orotraqueal
E. drenagem torácica direita

2137. Mulher de 40 anos apresenta traumatismo torácico. A radiografia de tórax evidencia hemopneumotórax. Realizada drenagem pleural subaquática. Haveria indicação de toracotomia nesse caso se:

A. a ferida fosse aspirativa
B. a drenagem imediata fosse de 1500 ml de sangue
C. a drenagem imediata fosse de 1500 ml de sangue
D. a drenagem horária fosse de 100 ml de sangue durante três horas
E. a drenagem horária fosse de 200 ml de sangue durante três horas

2138. História prévia de traumatismo da região da região cervical por arma branca, seguida de infecção respiratória de repetição sugere:

A. enfisema de mediastino
B. aneurisma de carótida
C. fístula esofagotraqueal
D. pneumotórax
E. tireoidite

2139. No traumatismo craniano, o "efeito de massa" tem como causa mais freqüente:

A. lesão axonal difusa
B. hematoma epidural
C. hematoma subdural
D. hematoma intracraniano
E. hemorragia subaracnóidea

2140. Paciente vítima de acidente automobilístico chega ao Setor de Emergência em coma. Apresenta, ao exame físico, respiração espontânea, sudorese, hipotensão grave, mucosas hipocoradas (3+/4+) taquicardia, murmúrio vesicular audível universalmente e membros sem anormalidades. O método diagnóstico mais indicado para o caso é:

A. punção abdominal
B. rotina para abdome agudo
C. tomografia de crânio e abdome
D. medida da pressão arterial média
E. ressonância nuclear magnética de abdome

2141. Em um paciente politraumatizado grave, que chega à Emergência de um hospital, como deve ser estabelecida a avaliação inicial, seguindo critérios de ordens e prioridades,com a finalidade de promover a sua reanimação?

A. dissecção imediata de uma veia profunda para transfusão de sangue; massagem cardíaca externa; RX de tórax e abdômen; sutura das eventuais feridas; coleta de sangue para realização de exames complementares
B. dissecção imediata de uma veia profunda para transfusão de plasma; cobrir o paciente com lençóis limpos para evitar contaminações das feridas; administração de bicarbonato de sódio para tratar a acidose metabólica;
C. realização de uma punção abdominal; sutura das eventuais feridas; coleta de sangue para realização de prova cruzada; promover a desobstrução das vias aéreas com controle da coluna cervical; introdução de uma sonda nasogástrica
D. desobstrução das vias aéreas com controle da coluna cervical; promover uma boa ventilação; restabelecimento do equilíbrio circulatório; avaliação neurológica; despir totalmente o paciente para detectar lesões despercebidas
E. intubação orotraqueal imediata; dissecção de uma veia profunda; massagem cardíaca interna; sutura dos eventuais ferimentos; administração de bicarbonato de sódio para tratar a acidose metabólica

2142. Após traumatismo abdominal, verifica-se, à percussão, desaparecimento de macicez hepática. Este sinal sugere o diagnóstico de:

A. rotura duodenal para parede posterior
B. hérnia iguinoescrotal encarcerada
C. rotura do parênquima hepático
D. pancreatite necro-hemorrágica
E. perfuração de víscera oca

2143. Um paciente politraumatizado foi submetido a laparotomia exploradora por ferimento penetrante no abdome produzido por projétil de arma de fogo. Durante a cirurgia foram corrigidos vários danos às estruturas intra-abdominais. Ainda na sala de ecuperação pós-anestésica, o paciente passou a apresentar distensão abdominal, oligúria, acidose metabólica, aumento da pressão venosa central, sinais de hipertensão intracraniana, sinais de insuficiência respiratória com hipercapnia e hipóxia, diminuição da complacência pulmonar e da capacidade funcional residual. Qual a hipótese diagnóstica mais provável para este paciente?

A. embolia pulmonar aguda
B. hérnia diafragmática traumática que passou desapercebida durante a cirurgia
C. tamponamento cardíaco
D. coagulação intravascular disseminada
E. síndrome compartimental abdominal

2144. Paciente do sexo masculino, 30 anos, vítima de acidente automobilístico, dá entrada na sala de trauma de um Pronto-Socorro apresentando desorientação, dispnéia, cianose, PA 50 x ? mmHg e ferida aberta no hemitórax esquerdo com sangramento ativo. O primeiro procedimento para este paciente é:

A. iniciar reposição volêmica com solução cristalóide
B. iniciar reposição com sangue total
C. solicitar tipagem sangüínea
D. ocluir a ferida no tórax
E. avaliar as vias aéreas

2145. Um paciente, vítima de atropelamento, dá entrada no setor de emergência com dor no dorso e na região inferior do abdome. O exame físico revela palidez cutâneo-mucosa, hipotensão arterial e tasquisfigmia. A radiografia mostra fratura de bacia e o lavado peritoneal realizado é negativo. O diagnóstico no caso deve ser de:

A. lesão de reto
B. rotura esplênica
C. embolia gordurosa
D. choque neurogênico
E. hematoma retroperitoneal

2146. Paciente de 23 anos vítima de atropelamento chega ao Pronto-Socorro com pupilas isocóricas, tetraplegia flácida, nível sensitivo-cervical, respiração diafragmática e reflexos profundos ausentes, PA de 90 x 70mmHg, 80 bpm, com lavagem peritoneal diagnóstica negativa e sem focos de sangramento aparentes. Sua conduta diagnóstica imediata neste caso é:

A. colar cervical, investigação radiológica e subida imediata ao centro cirúrgico para procedimento cruento
B. investigação radiológica, tração cervical e antiinflamatórios não hormonais em altas doses
C. colar cervical, investigação radiológica e corticosteróides
D. transferência para UTI com tração cervical
E. subida imediata ao centro cirúrgico para laparotomia exploradora

2147. Criança de 7 anos chega ao Pronto-Socorro vítima de queda de laje há 30 minutos. Segundo o acompanhante, imediatamente após o trauma o paciente apresentou perda da consciência e um episódio de vômito. À admissão, encontrava-se com 15 pontos na escala de coma de Glasgow, com pupilas isocóricas fotorreagentes, sem déficits. Realizados raios-X simples de crânio: Constatou-se fratura em região temporal direita. Enquanto aguardava tomografia de crânio, evoluiu com rebaixamento do nível de consciência (11 pontos na escala de Glasgow), hemiparesia esquerda e anisocoria D > E. A hipótese mais provável é:

A. hematoma subdural agudo com herniação uncal
B. lesão axonal difusa
C. contusão temporal direita
D. hematoma extradural com herniação uncal
E. hematoma intraparenquimatoso

2148. No trauma pancreático identificado como grau III, significa que houve:

A. lesão de densidade parcial no duodeno e lesão do pâncreas sem comprometimento do duto pancreático
B. lesão do duto pancreático no corpo ou cauda do pâncreas
C. lesão de densidade completa do duodeno e pâncreas, sem comprometimento do duto
D. lesão do duto pancreático na cabeça do pâncreas
E. lesão de densidade completa do duodeno e na cabeça do pâncreas, com comprometimento do duto

2150. Quanto ao hemotórax traumático é correto afirmar que:

A. a drenagem pleural fechada não será suficiente para a resolução da maioria dos casos
B. a toracotomia está sempre indicada
C. a toracocentese é o tratamento indicado
D. uma perda sangüínea torácica de 300ml indica lesão vascular grave
E. o sangramento pode advir de qualquer estrutura intratorácica

2173. Paciente de 20 anos de idade, vítima de acidente automobilístico com colisão frontal e impacto contra o pára-brisa dianteiro, ao dar entrada no serviço de emergência, apresenta intensa hemorragia nasal e oral, importante edema facial, fratura do arco mandibular e em franca insuficiência respiratória. O cirurgião de plantão deve intervir, imediatamente, com a seguinte manobra:

A. intubação orotraqueal
B. intubação nasotraqueal
C. cricotireoidotomia
D. traqueostomia convencional
E. ventilação com máscara

2174. No PS recebemos um paciente de 29 anos de idade, vítima de ferimento por arma branca (estilete) no 4º espaço intercostal esquerdo, para-esternal. Deu entrada com hipotensão severa. A ausculta pulmonar é normal. Logo após a admissão, na sala de emergência, apresentou parada cardio-respiratória e foi entubado. A conduta a seguir é:

A. punção pericárdica e massagem cardíaca externa
B. janela pericárdica e reposição volêmica
C. massagem cardíaca externa e reposição volêmica
D. externotomia mediana longitudinal e massagem cardíaca interna
E. toracotomia ântero-lateral esquerda e massagem cardíaca interna

2175. A chamada tríade de Cushing, classicamente associada a quadros de descompensação da hipertensão intracraniana, é caracterizada pelos seguintes sinais:

A. náusea, vômitos e anisocoria
B. cefaléia, hipotensão postura e taquicardia
C. papiledema, cefaléia e vômitos
D. hipertensão arterial, bradicardia e alteração do ritmo respiratório
E. hipertensão arterial, taquicardia e taquipnéia

2176. Um paciente de 22 anos foi atingido por uma pedra na parte lateral esquerda da cabeça durante uma briga à saída do estádio de futebol. Após descansar por alguns minutos e observar inchaço na região, dirigiu-se para sua casa. Três horas após passou a apresentar cefaléia de forte intensidade acompanhada de náuseas e vômito. Enquanto era levado ao hospital por seus familiares, foi progressivamente ficando sonolento. Ao exame de entrada o paciente estava comatoso, apresentava hemiparesia direita e anisocoria. O diagnóstico mais provável e sua respectiva etiologia são:

A. tumefação cerebral, lesão da artéria cerebral média
B. brain swelling, distúrbio da vasomotricidade cerebral
C. contusão frontal, lesão de veias em ponte
D. hematoma subdural sub-agudo, lesão de veias em ponte
E. hematoma extra-dural, lesão da artéria meníngea média

2177. A pressão intracraniana de um paciente vítima de traumatismo cranioencefálico e que apresenta lesão axonal difusa grave, é em geral:

A. diminuída
B. elevada
C. normal
D. não detectável
E. extremamente oscilante

2178. Uma criança de cinco anos chega ao Pronto Socorro com história de atropelamento. A radiografia abdominal revelou ar intraperitoneal. Este achado é compatível com as seguintes condições:

A. rotura de aorta abdominal
B. perfuração de duodeno
C. rotura de baço
D. rotura de ureter
E. nenhuma das anteriores

2179. Um motociclista colide frontalmente com um veículo em alta velocidade. É levado ao pronto socorro com imobilização completa da coluna e dá entrada inconsciente, reagindo à dor em descerebração. Não abre os olhos. Seus sinais vitais são PA 160 x 90 mmHg, P 80 bpm e FR 14ipm. Há lacerações em couro cabeludo e equimose em face, mas não se observam sinais de outras lesões externas. Antes de fazer uma tomografia de crânio, o médico deve:

A. radiografar a bacia e excluir outras causas de sangramento
B. garantir uma via aérea definitiva
C. fazer um lavado peritoneal diagnóstico
D. radiografar toda a coluna e garantir que não há lesões raquimedulares
E. solicitar hemograma e prova cruzada

2180. O tratamento do hemotórax traumático inclui:

A. drenagem tipo Eloesser:
B. drenagem tubular aberta:
C. drenagem fechada:
D. toracotomia de urgência
E. conduta expectante.

3231. Constitui indicação de traqueostomia de urgência:

A. fratura da cricóide com cornagem e tiragem, trauma de face com hematoma da base da língua
B. insuficiência respiratória aguda
C. edema agudo de pulmão, asma
D. intubação orotraqueal por mais de 72 horas, cianose
E. afogamento

3232. Das lesões colorretais abaixo descritas, a que apresenta maior potencial de malignização é:

A. doença diverticular do colo
B. adenoma tubular
C. hamartomas do colo
D. doença de Crohn do colon
E. adenoma viloso.

3312. O quadro em que há indicação absoluta para a exploração cirúrgica após um trauma renal encontra-se na seguinte alternativa:

A. sangramento renal persistente, extravasamento de urina, hematoma perirrenal pulsátil
B. sangramento renal persistente, hematoma perirrenal em expansão, extravasamento de urina
C. sangramento renal persistente, hematoma perirrenal em expansão, hematoma perirrenal pulsátil
D. extravasamento de urina, hematoma perirrenal em expansão, hematoma perirrenal pulsátil
E. existência necessária de um trauma renal fechado.

3313. A conduta imediata em paciente com sangramento através do meato uretral consiste em realizar:

A. cistostomia com trocarte
B. exploração da uretra com cateter de Foley
C. uretrografia retrógrada
D. uretrografia retrógrada
E. antibioticoterapia seguida de observação da micção espontânea do paciente.

 

AUTOR: DANIEL

5009. Paciente vítima de acidente automobilístico dá entrada no Pronto Socorro, trazido pelo SAMU, imobilizado, com colar cervical e prancha rígida. Apresenta-se em coma, respiração espontânea, sudorese, palidez cutâneo-mucosa, hipotensão grave (PA 80/50 mmHG), taquicárdico, murmúrio vesicular audível universalmente, jugulares colabadas, membros sem anormalidades, abdome doloroso e um pouco abaulado. Para a avaliação da causa do choque hipovolêmico apresentado pelo paciente, o mesmo deverá ser submetido inicialmente:    

a) à punção abdominal.
b) 
ao lavado peritoneal diagnóstico.
c) 
à tomografia computadorizada.
d) à laparoscopia.
e) medida da pressão intra-abdominal.

AUTOR: DANIEL

5013. Paciente jovem, sexo masculino, vítima de acidente de motocicleta com fratura da tíbia direita, evolui com edema e dor contínua e intensa nesta perna, com suspeita diagnóstica de síndrome compartimental. Qual o achado do exame físico que descartaria essa hipótese?

a) Paralisia do nervo fibular
b) Pressão compartimental de 20 mmHg
c) Cianose plantar
d) Presença de Pulsos distais
e) Redução da temperatura cutânea homolateral

SAIR