MORFOGÊNESE E MORFOLOGIA DA PLACENTA

 

SAIR



 

A placenta e um órgão gerado pela gravidez, com estrutura vascular esponjosa, ela relaciona a mãe com o feto, realizando os trocos fisiológicos de nutrição e respiração. Os mais importantes papeis são:

    1. Órgão transitório, característico dos mamíferos placentários, que intermédia as trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião ou feto.
    2. Constituído de partes fetais e maternas, representa um alo-enxerto natural, resistente à rejeição.
    3. É uma aposição íntima ou fusão das membranas fetais com a mucosa uterina.
    4. Atua temporariamente como: pulmão, intestino, rim, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal.
    5. Substitui progressivamente as secreções do corpo amarelo.
    6. Separa as circulações sangüíneas materna e fetal por uma barreira feto-placentária, que se simplifica progressivamente.

 

A placenta deriva do TROFOBLASTO.

ETAPA PREVILOSA:

Ela começa no TROFOBLASTO.
O trofoblasto se separa ainda da 7-a – 8-a dia da invasão do blastocisto no endométrio  em duas CAMADAS:
Uma camada interna – estrutura celular - CITOTROFOBLASTO
Uma camada externa – sincicial – SINCICIOTROFOBLASTO

Formam-se as lacunas trofoblasticas entre as vilosidades do trofoblasto

ETAPA VILOSA:

As artérias espiraladas e as vênulas deciduais são destruídas pelo citotrofoblasto – o sangue materno entra nas lacunas intervilositarias que transformam-se em fantas intervilositarias
Aparecem as vilosidades primarias – elas transformam-se em vilosidades secundárias e terciárias e vilosidades de fixação.


A

 

B

 

Circulação Placentária: Circulação uteroplacentária e Circulação Fetoplacentária

Ao nível da placenta existem dois sistemas circulatórios:

    1. Circulação uteroplacentária
    2. Circulação fetoplacentaria

Circulação uteroplacentária

E constituída das artérias uterinos espiralados, que viraram uteroplacentários – elas trazem o sangue materno ate os espaços intervilosos com uma pressão elevada  (70-80 mm Hg) formando os “jatos de Borrel”.

Artérias:

Diferente das veias as artérias placentárias são grupados perto das fixações deciduais das trabéculas intercotiledonarias. Uma vez que a placenta amadurece as tromboses abaixam o numero das aberturas arteriais, chegando que, ao termo, a proporção entre as artérias  e as veias seja 1:2.
Algumas artérias espiraladas podem ficar fechadas, especialmente na área de baixo da placenta normal formada. As  artérias que alimentam os espaços intravilosos aparecem anguladas por causa do crescimento placentário. A tortuosidade causa torção e pontos de deflexão  que tem a tendência de indevagar o fluxo de sangue.  Antes de entrar nos espaços intervilosos as arteríolas maternas percam o reticulo elástico, por isso, na hora que a placenta sai, o sangramento pode ser parado somente com a contração do útero.

As veias:

Muitos orifícios venosos podem ser identificados do lado basal da placenta. A placenta humana não tem veias periféricas de coleta. A coleta do fluxo venoso e uma função normalmente associada com os seios venosos periféricos (marginais), mas o seio marginal falta tanto na placenta precoce e, também, os “lagos” marginais subcorionicos não são achados muito comum nem na placenta madura.
Alguns vasos dilatados foram descobertos embaixo da periferia da placenta, sendo elas descritas como veias em coroa ou “lagos” venosos. Eles podem ou não se comunicar com os espaços intervilosos.
Nos espaços intervilosos a pressão e inferior (10 mm Hg, chegando maximo a 30-60 mm Hg durante a contração).


C

Esse jato e dirigido na direção da placa corial, ele voltando ate os veios da placa basal, depois que banha o inteiro espaço interviloso. A volta do sangue carregado com CO2  e catabolitos fetais acontece pela sistema venoso, formado de veias achatadas, de grande lúmen, que abrem ao nível do espaço interviloso e do seio marginal.
Os fatores que favorecem a circulação do sangue no espaço intervilositario:

D

Os trocos de substancias no nível  da placenta acontecem pelo:

Conforme a teoria do Wilkins os trocos placentários são causados pelos fatores físicos:

Circulação fetoplacentária alantoidiana)

O sistema circulatório fetal e composto de duas artérias umbilicais e uma veia umbilical.
Tem que esclarecer desde começo que:
AS ARTÉRIAS umbilicais transporta o sangue do feto á mãe.
A VEIA umbilical traz o sangue com O2 e nutrientes da mãe para o feto.

 

ATENÇÃO, PORQUE DA CONFUSÃO MESMO !


E

As artérias umbilicais, antes de entrar na placa corial fazem um chunte de segurança e espalham-se embaixo do âmnios, na placa corial, formando tal - chamadas “ramos alantocoriais”, que mandam em cada tronco vilositario duas arteríolas cotiledonares de grau I, II, III, como também a vilosidade e de ordem I, II ou III.
Chegando ao nível de uma vilosidade terminal as arteríolas se ramificam numa rede capilar (em véu), aonde acontecem os trocos com o sangue do espaço intervilositario, cheio de sangue materno.
O chunte serve para poder irrigar a área em caso de infartização.
Da parte fetal, o fluxo e de 60-200 ml/min, o sangue fetal, trazido de duas artérias umbilicais da aorta abdominal chega na rede capilar das vilosidades coriais. Depois os trocos que tem feito, o sangue volta pelas veias umbilicais que drena:

Depois chegar na veia cava inferior, o sangue passa no aurícula direita e passa:

Depois chegar na aorta, o sangue passa:

Placenta ao termo se apresenta como uma formação carnuda, redonda ou oval com a largura máxima de 15-20 cm.
Normalmente apresenta-se como uma formação única mais, raramente ela pode ser formada de 2 ou mais lóbulos (a placenta bi ou poli-lobulada) Outras vezes ela pode ser constituída de uma formação central, com vários lóbulos que podem ser retidos durante a delivrencia.
O lado materno (uterino) convexo, gruda do parede uterino e esta coberto pelo caduca, havendo uma superfície encarnada. Esta dividida em vários cotilédones Nas fantas entram fragmentos da caduca serosa e separa os cotilédones. No meio de cada cotiledono existe um orifício de entrada dos vasos uteropleacentarios.
O lado fetal tem contato com a cavidade ovular. E nítida, coberta pekla membrana amniótica, tem cor azuladoe da pra ver os vasos do cordão ombilical. Do lado fetal, normalmente (mas não toda vez) se insere central o cordão umbilical.
A circunferência e regulada – ela da inserção para a membrana do ovo, que, de fato, e a continuação das parte componentes da placenta.

G

 

O peso e de 500-600 gramas, representando 1/6 do peso do feto. A forma e discoidal, o espesso no centro e de 2-3 cm e afina na direção periférica.

A TOPOGRAFIA DA PLACENTA E AS ANOMALIAS TOPOGRAFICAS

A placenta se insera, normalmente nas paredes que circundam a cavidade uterina, poupando io segmento inferior.

E uma placenta baixo-inserida, ela encobre o segmento inferior, parcialmente ou totalmente, praticamente impedindo o parto.

Normalmente, a inserção não se faz direto no miométrio, a aderência da placenta na parede da cavidade uterina esta feita pelas vilosidades trofoblasticas placentários que penetram na caduca basal (o endométrio quer sofreu algumas mudanças para poder receber as conexões placentárias).
No caso da placenta acreta, porque a caduca falta, ela se insere da maneira errada direto na camada muscular (miométrio) do parede da cavidade uterina

Pelo grau de penetração das vilosidades trofoblasticas na camada muscular existem três graus de gravidade:

I – placenta acreta: as vilosidades penetram somente na camada superficial do miometro – e a causa mais freqüenta das hemorragias perinatais extremamente graves, que necessitam a colaboração de mais de uma equipe medica para conter-la.
II – placenta increta – as vilosidades entram profundamente na camada miometrial,.
III – placenta percreta – as vilosidades praticamente atravessam a camada muscular do útero chega a serosa uterina e as vezes passa de útero, inserindo-se nas vizinhanças anatômicas

A anomalia pode ser limitada a alguns cotilédones, mas as vezes a inteira superfície da placenta tem essa aderência anormal.

As circunstancias que favorecem os distúrbios da aderência são:

Existe a possibilidade de associar a placenta praevia com a forma acreta, percreta ou increta, porque, praticamente, a inserção baixa da placenta já predispõe ás anomalias de aderência placentar.

A inserção das membranas amnióticas em volta da placenta – normalmente as membranas se inserem exatamente em volta da circunferência da placenta.


H


Infelizmente, acontece as vezes que a inserção se faz no interior desta circunferência placentar:

 

I


A inserção das membranas amnióticas e levemente no interior de uma parte ou na totalidade da circunferência placentária. Na superfície da placenta

 

J


pode ser visto uma porção semilunar, anularia ou falciforme, esbranquiçada (depósitos de fibrina), na limite periférica do lado fetal da placenta.

K

Neste caso, as membranas amnioticas inseram-se no interior de uma parte ou da totalidade da circonferencia placentária, formando um ângulo de fibrina e sangue entre a margem da placenta e as membranas amnioticas.

L

 

 

M

Placenta circunvalata – as membranas amnioticas se inserem dentro da superfície da placenta, mas eles formam depois um desdobramento na superfície fetal.

 

CONCLUSOES:

    1. A placenta – órgão transitório de importância fundamental para o desenvolvimento e crescimento fetal e o sitio de conexão e comunicação das duas entidades circulatórias: uteroplacentária e fetoplacentaria – atuando temporariamente como: pulmão, intestino, rim, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal
    2. O tecido de proveniência da placenta e o trofoblasto – o processo de formação da placenta e paralelamente interligado com as transformações desse tecido primordial, a gênese dela tem uma fase previlosa e uma fase vilosa – a gênese das vilosidades tem importância fundamental para o futuro funcionamento, enquanto elas são as unidades morfofuncionais da placenta.
    3. A comunicação das duas circulações (fetoplacentaria e maternoplacentaria) não e direta, ela esta se realizando pelos espaços intervilositarios, aonde as artérias espiraladas uterinas jogam sangue com pressão alta formando uns jatos de fluido que banham as terminações da veia umbilical (ramos vilositarios). Os trocos acontecem pelos mecanismos físicos conhecidos (difusão, transporte ativo, etc), mas normalmente o sangue das duas circulações não vem em contato direto;
    4. As artérias que entram no espaço vilositar são artérias funcionais, o lúmen delas pode ser influenciado pela medicação (betamimeticos, ocitocicos), por isso, qualquer remédio que o medico escolha para uma grávida tem que ser bem avaliado para não diminuir o fluxo sanguíneo uteroplacentar, agindo sobre a vasomotricidade placentária;
    5. A circulação fetoplacentaria e bem diferente da circulação fisiologica normal, devido a falta de funcionamento dos pulmões fetais. Existem duas comunicações importantes entre a circulação direta e esquerda – primeira, interatrial, segunda pelo canal arterial, mas finalmente o sangue passa pelas duas vias principais – a veia cava inferior e a artéria aorta, entrando no corpo do feto pela uma veia umbilical e saindo para fazer os trocos pelas duas artérias umbilicais
    6. O funcionamento da placenta pode ser influenciado pela topografia errada da placenta – tanto em relação com o alojamento dentro do útero quanto pelo tipo ou jeito da aderência da placenta na parede do útero. A patologia topográfica da placenta pode causar problemas no parto, aborto, ou sangramentos difícil de conter, as vezes com ameaça de vida, precisando da intervenção de equipes multidisciplinares.

BIBLIOGRAFIA:

    1. Placenta e Anexos Prof. Dr. G. L. Santa Rosa e Virgínia Santa Rosa – ARTIGO ONLINE
    2. Placenta et les Annexes embryo-fœtales Livre interactif en Gynécologie Obstétrique Dr Aly Abbara, Paris 2007
    3. Placenta - Annexes embryo-fœtales  Auteur : Dr Aly Abbara – Universite de Nouachott, 1993
    4. Heifetz SA. The umbilical cord: obstetrically important lesions. Clin Obstet Gynecol. 9/1996;39:571-87
    5. Lacro RV, Jones KL, Benirschke K. The umbilical cord twist: origin, direction, and relevance. Am J Obstet Gynecol. 10/1987;157:833-8
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SAIR